
E com esse desafio, as escolas precisam repensar as metodologias ativas, sem negligenciar as habilidades socioemocionais, além de ter ferramentas tecnológicas que auxiliem na aprendizagem e na formação do aluno.
Neste ano, atento a essas novas demandas, o Colégio Marista Nossa Senhora da Penha implementou o programa de educação tecnológica, que, segundo a vice-diretora educacional, Vilmara Mendes Gonring, agrega ao aluno, atrelado à proposta pedagógica, um aspecto de inovação que valoriza o aprendizado baseado na resolução de problemas.
“A perspectiva do trabalho está relacionada com a estratégia maker, do aprender fazendo, e do trabalho colaborativo, em que o estudante constrói conhecimento em parceria com os colegas. A metodologia é baseada na proposta STEAM, que significa Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática, a qual relaciona os conteúdos do programa com as áreas dessas disciplinas”, explicou Vilmara.
As aulas de Educação Tecnológica integram o currículo dos estudantes do 2º ao 5º ano do ensino fundamental, por meio de duas horas semanais de oficinas, e contemplam diretamente diversas competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como pensamento científico, crítico e criativo e a cultura digital.
“A sala de aula se transforma em um ambiente em que os alunos se sentem instigados a realizar montagens e também a observar, comparar, refletir, levantar hipóteses, pesquisar, argumentar, registrar e, assim, encontrar soluções para as situações-problema e avançar em seus conhecimentos”, destaca a vice-diretora.
Com um programa voltado para cada série, Vilmara acrescenta que, para alunos do 2º ano, há montagens de máquinas simples e suas combinações; do 3º ao 5º ano, os estudantes são introduzidos ao pensamento computacional e à automatização de montagens e programação de robôs equipados com sensores.
De acordo com a vice-diretora, a consolidação da BNCC já faz parte das diretrizes do Marista, que se destaca pelo trabalho pastoral-pedagógico e que, além da educação tecnológica, também oferta outras disciplinas e projetos institucionais.
Desenvolvendo novas habilidades

Alunos do ensino fundamental desenvolvem projetos de empreendedorismo, educação financeira e, de acordo com a vice-diretora educacional, Vilmara Mendes Gonring, a ação é fundamentada nos princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente nas competências focadas em conhecimento, autogestão, empatia, cooperação e autonomia. “A proposta desta ação é desenvolver habilidades e competências nucleares da Base, como o empreendedorismo social e a educação financeira, fomentando nos estudantes o protagonismo juvenil e a maior conscientização acerca da sustentabilidade econômica, bem como a relação entre projetos de vida e sociedade de consumo”.

Para os alunos do ensino médio, assim como para os do fundamental, a agenda da ONU tem servido como base para discutir e oportunizar soluções criadas para problemas reais de suas comunidades.
“A partir dos objetivos do milênio da ONU e dos conteúdos trabalhados em sala de aula e em campo são propostas reflexões, discussões e possíveis soluções para os problemas levantados”, destacou a vice-diretora.
Com o objetivo de desenvolver o aluno, conforme detalhou Vilmara, os estudantes do fundamental foram desafiados a criar protótipos para serem apresentados na mostra da área de Ciências da Natureza, enquanto os alunos do ensino médio foram convidados a criar empresas comprometidas com o empreendedorismo social e a sustentabilidade ambiental.
