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Eleições 2020

Suposto desaparecimento de urna em Marataízes vira caso de polícia

O suposto desaparecimento de votos de uma urna em Marataízes, no Litoral Sul, gerou confusão. Apoiadores do candidato a reeleição Carlos Dinho (PSDB) ...

Última atualização

 (Foto: Alessandro de Paula)

O suposto desaparecimento de votos de uma urna em Marataízes, no Litoral Sul, gerou confusão. Apoiadores do candidato a reeleição Carlos Dinho (PSDB) chegaram a sair às ruas para cobrar recontagem de votos e o caso foi parar na delegacia para apurar possível crime de fake news.

Os votos que supostamente teriam desaparecido são da seção 84, situada na escola municipal de Boa Vista do Sul, comunidade de Carlos Dinho, que obteve 613 votos, número insuficiente para que se mantivesse na Câmara em 2021.

Nas redes sociais, pessoas ligadas ao candidato alegavam que se não tivesse ocorrido a contagem ele poderia se reeleger.

Nesta terça-feira (17), o Ministério Público Eleitoral convocou o vereador para uma reunião no Cartório Eleitoral. Segundo o órgão, foi feita a contagem dos votos na presença de todos os envolvidos em todos os boletins impressos de todas as urnas de Marataízes.

“Constatou-se que o número de votos obtidos pelo citado candidato era o mesmo, tanto na totalização realizada automaticamente pelo sistema da Justiça Eleitoral, quanto na totalização realizada de forma manual pela leitura dos boletins de urnas”, afirmou o Ministério Público Eleitoral.

De acordo com o órgão, o caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia, onde será lavrado boletim e instaurado inquérito policial para apurar eventual crime de fake news, na divulgação de notícia falsa na imprensa e nas redes sociais.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, não haverá recontagem de votos. “Os fatos narrados corroboram para garantir a lisura e a fidedignidade do processo eleitoral brasileiro realizado por meio de urnas eletrônicas”, destacou o órgão em nota.

O vereador disse que ocorreu um mal entendido e que tudo foi devidamente esclarecido pela Justiça Eleitoral.

“O que ocorreu é que a filipeta de votação, ao invés de estar no quadro 84, estava no 51. Mas já foi achada e ficou tudo explicado. Foi uma eleição limpa”, explicou.

Carlos Dinho afirma que não partiram dele ou de sua equipe as afirmações nas redes sociais e jornais sobre o desaparecimento da urna. “Não é nossa culpa se alguém viu a gente contando os votos e decidiu divulgar”, afirmou.

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