- Vitória, ES 27°C

Vitória 27°C

Anúncio
Entretenimento

“A gente ri, canta, brinca e se emociona”

A cantora e atriz Preta Gil sempre foi sinônimo de autoestima lá no alto. Desde nova, enfrentou obstáculos e com a mãe, a empresária Sandra Gadelha, ...

Preta Gil: “Esse espetáculo é 100% pessoal, mas totalmente 'transferível'. Muito do que aprendi e vi serve aos outros”

Última atualização

A cantora e atriz Preta Gil sempre foi sinônimo de autoestima lá no alto. Desde nova, enfrentou obstáculos e com a mãe, a empresária Sandra Gadelha, aprendeu a convertê-los em aprendizado. Uma lição que carregou para vida, enquanto lidava com críticas, muitas delas ligadas ao fato de ser filha de Gilberto Gil.

Preta Gil: “Esse espetáculo é 100% pessoal, mas totalmente 'transferível'. Muito do que aprendi e vi serve aos outros” (Foto: Divulgação/Felipe Panfili)

“Quando cheguei da Bahia, fui zombada por falar o abecedário de maneira diferente que meus colegas cariocas aprenderam. Me disseram que tinha que repetir de ano e minha mãe me disse: ‘Vá lá e faça seu showzinho’. E assim transformei o que seria bullying em espetáculo e logo fiquei popular e querida. O hater é também um mestre, a gente cresce e aprende com o outro e vice-versa”, afirma ao Tribuna Online.

Hoje, aos 45 anos, ela se sente mais “inteira, completa e capaz de dividir descobertas e vivências com o público” em “Mais Preta que Nunca”, um stand up costurado por músicas que marcaram sua vida. O espetáculo chega a Vitória no próximo fim de semana.

Acompanhada de banda feminina, Preta Gil solta a voz em seus sucessos, como “Sinais de Fogo” e “Vá se Benzer”, e uma seleção de hits de várias épocas, que inclui Frenéticas, Gretchen, Menudo e, é claro, Gilberto Gil.

“Não foi muito difícil escolher as canções, o mais complexo foi escolher as histórias de tantas que tínhamos. A partir das escolhas das histórias, as canções foram surgindo, são músicas que marcaram minha vida e a de muita gente”.

AT2: Como nasceu o espetáculo e de onde veio a ideia de batizá-lo dessa forma?
Preta Gil: Esse espetáculo nasceu de várias maneiras. Eu já queria fazer algo mais intimista e estar mais próxima de um público que não está acostumado a ir nos meus shows nos grandes eventos, no carnaval de rua e festas, por conta dos horários. Desde que fiz o monólogo musical “Um Homem chamado Lee” em São Paulo há 13 anos, eu tinha a vontade de viajar pelo Brasil com uma peça.

Eu não tive pressa, casei, esperei minha neta crescer e aos poucos estamos iniciando nossa turnê nacional.

A convite de uma editora iniciei o processo de colher minhas memórias e histórias para um livro mas eu senti que não seria a hora de lançar, aí surgiu a ideia de montarmos esse espetáculo que tem tom confessional mas que também traz temas e questões comuns a muita gente, incluímos uma banda de mulheres e costuramos essas histórias com músicas que marcaram esse caminho, cada época.

Como tem sido essa sua segunda experiência nos teatros?
Preta Gil: Tem sido maravilhoso! A cada espetáculo eu aprendo mais e descubro mais do ser humano. O teatro permite que a gente perceba cada olhar, que a gente troque de uma maneira única com a plateia, nenhum dia é igual ao outro e, toda vez que desço na plateia e escuto as pessoas e canto junto, é como se eu tivesse encontrando minha turma. E não deixa de ser! (Risos)

No “Um Homem Chamado Lee”, eu vivia um fã psicótico da Rita Lee, era ficcional, tinha uma carga dramática pesada mas agora é diferente, é um grande diálogo, uma experiência de “mão dupla”, me emociono sempre.

Quais assuntos não ficaram de fora do espetáculo? Há revelações que chocam?
Preta Gil: Eu não tinha nenhuma pretensão em chocar as pessoas, somente me mostrar de maneira sincera, sem máscaras. Falo da minha infância, de influências, das vezes em que vivenciei o preconceito, de perdas, de descobertas da adolescência, entre outras coisas. Esse espetáculo é 100% pessoal, mas totalmente “transferível”. Muito do que aprendi e vi serve aos outros. A gente ri, canta, brinca e se emociona.

O espetáculo é dirigido por Otávio Muller, pai de seu filho Francisco, que assina a direção musical. Como é?
Preta Gil: Eu e o Otávio somos amigos desde sempre. Nosso filho nasceu dessa amizade e parceria. Quando há respeito e amizade, não importa a separação. Existe muita gente que poderia fazer esse papel de direção, mas não há quem me conheça mais que esses dois.

Ao revisitar esses 45 anos de história, parou para pensar no que ainda gostaria que viver?
Preta Gil: O espetáculo trata de um período que vai da infância até quando resolvi virar cantora, aos 29 anos. Muita coisa aconteceu. A cada dia, minha vida se renova, me testa e me apresenta novos desafios.

Amo viver, sou grata por cada segundo dessa experiência e estou aberta a tudo que Deus quiser, inclusive ter um filho.

Serão sorteados ingressos para o espetáculo na promoção #QUEROIR. Inscrições no Tribuna Online.


Serviço:

“Mais Preta que Nunca”
O quê:
Monólogo autobiográfico e musical da cantora e atriz carioca Preta Gil. No 11º Circuito Cultural Unimed
Quando: Sábado às 20h e domingo às 19h
Onde: Teatro da Ufes, Goiabeiras
Ingressos (meia): Térreo a R$ 45 e Mezanino a R$ 25
Venda: bilheteria e tudus.com.br
Clas.: 12 anos
Inf.: 3376-0933

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.