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Ana Clara: “Adoro ser chamada de musa do pagode”

Revelação feminina do samba ou musa do pagode. Para Ana Clara, todos os títulos são bem-vindos. E ela quer ainda mais: quer cair no samba e convidar ...

Última atualização

 (Foto: Gustavo Mayer/Divulgação)

Revelação feminina do samba ou musa do pagode. Para Ana Clara, todos os títulos são bem-vindos. E ela quer ainda mais: quer cair no samba e convidar mulheres para a roda.

“Adoro ser chamada de musa do pagode. Tudo isso é importante para mim. Acho que não existem limites para a música, mas a minha veia é totalmente do samba. Sou superpagodeira desde sempre”, diz a catarinense, 26.

Aos 13 anos de carreira, a loira já conquistou bambas como Alcione, Alexandre Pires, Péricles e agora lança, a cada quinta-feira, em suas redes sociais e plataformas digitais, uma música de seu novo projeto “Bate Bola”. O primeiro, na semana passada, foi “Se é Saudade ou Amor”. Ainda virão mais cinco.

“É um esquenta para o meu novo DVD e também o meu mergulho no samba, que é a minha essência. É também um convite para a galera cair no samba”, salienta ela.
 


Ana Clara | Cantora
“Quero inspirar mais mulheres”


AT2: Disse que seu novo trabalho tem mais a sua cara. Por quê?
Ana Clara: Eu digo isso porque, neste trabalho, tentei, ao máximo, mostrar um lado que eu ainda não tinha mostrado. Ele tem mais a ver com a minha personalidade. Vocês vão ver a Ana Clara de um jeito que vocês nunca viram.

O que acontece é que, às vezes, a gente experimenta sons diferentes e isso foi visto nos meus trabalhos anteriores. Agora, quis me lembrar do principal, do que eu mais gosto de cantar. É a minha verdade.

Então, está se revelando? O que as pessoas vão ouvir?
A minha veia do samba. O meu último DVD foi muito diferentão, acho que isso gerou uma dúvida para as pessoas do que realmente é a minha música. Chamaram de samba pop, porque, de fato, foi bastante para o lado do pop. Agora estou na essência do samba. Essa é a minha verdade.

Por que começar pela canção “Se é Saudade ou Amor”?
Não sei te dizer. A verdade é que eu não tenho uma música favorita nesse trabalho. Todas as músicas falam muito ao meu coração e todas elas são muito importantes para mim.

Como escolheu as canções?
É o meu mergulho no samba, que é a minha essência. Tínhamos vinte e poucas músicas e gravamos 12 canções inéditas. Dessas, seis foram escolhidas para o projeto. Em todas essas que ficaram, o meu coração bateu muito forte. Me coloco muito no lugar de quem está ouvindo também. É muito bom a gente ouvir uma música com uma letra bonita, com uma mensagem de amor, né? São essas músicas que a gente recebe de coração aberto. Então, ficaram aquelas que mais me emocionaram.

É considerada uma revelação feminina do samba. Que significa isso para você?
Fico muito lisonjeada. Tenho 26 anos, trabalho com música há mais de 10 anos. Conquistar esse espaço foi muito suado. Precisei fazer por merecer, precisei conquistar o respeito da galera do samba.
Para uma mulher, isso é mais difícil, porque o universo do samba é bastante masculino ainda. Então, fico muito feliz com cada conquista. Fico muito grata.

Dividiu o palco com Alcione. Isso demonstra coragem.
Sim. (Risos) Desde que eu vim para São Paulo, eu tive ajuda de muitas pessoas. E uma delas foi a Alcione. Eu sempre a admirei como intérprete, como mulher e como pessoa. Ela ultrapassa o gênero do samba. É uma musa da MPB!

Cantar com ela foi maravilhoso. Já aconteceu tanta coisa boa na minha carreira, já recebi muitas oportunidades incríveis.

Tem o título de musa do pagode. Uma musa inspira. Como gostaria de inspirar as pessoas?
Acho que ser uma mulher que conquistou esse espaço dentro do samba mostra minha determinação. E quero inspirar mais mulheres a entrar no mundo do samba. Quanto mais mulheres caírem no samba, melhor. Também quero inspirar as pessoas levando música boa para quem me ouve.

O samba contribui neste momento de isolamento social?
Acho que não só o samba, mas todos os gêneros musicais têm sido muito importantes neste momento, que é novo para todo mundo.
Estamos todos vivendo um momento muito difícil, no mundo inteiro. E a música vem enchendo os corações das pessoas de alegria. A música transforma, nos levanta. Acho que todos nós, cantores, estamos tentando levar um pouco de alegria para as pessoas em suas casas neste momento.

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