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ENTREVISTA

Angélica: “Não ligo nada para esse negócio de idade”

Aos 48 anos, a apresentadora diz que fica feliz em saber que fez parte da infância e adolescência de muita gente

Apresentadora Angélica, aos 48 anos

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Desde criança ela está acostumada com os holofotes. Na adolescência, virou apresentadora de programas infantis. E, adulta, continuou a carreira bem-sucedida na televisão. Quem não conhece a tal pinta em sua perna esquerda? 

Então, é comum que Angélica, aos 48 anos, ouça bastante “Eu cresci te vendo na TV”. E, mesmo esbanjando beleza e vitalidade, a apresentadora diz que não se sente velha quando isso acontece. “Não ligo nada para esse negócio de idade”, diz ela, em coletiva com a imprensa sobre seu novo projeto.

“Eu fico tão feliz! Porque são tantos anos na televisão… E fazer parte da infância, da vida de alguém, é incrível. Fazer parte da adolescência, que é um momento em que a gente precisa tanto de referências, é muito especial. Ser amado é maior do que a questão da idade. É muito maior”, completa.  

Vitor diCastro, companheiro da apresentadora em “Jornada Astral”, é um desses fãs e ficou emocionado em conhecer a loira. “Vivi um sonho de princesa! Nem nos meus melhores sonhos eu imaginava que ‘Little Angel’ apareceria na minha vida. Quando o meu agente me falou que a apresentadora seria a Angélica, eu falei ‘que Angélica?’. E ele ‘tem outra?’”, conta ele, às gargalhadas.

 













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No programa, da HBO Max, Angélica, Vitor e a astróloga Paula Pires mergulham na intimidade de duas celebridades diferentes, a cada episódio, que compartilham o mesmo signo solar. E ela, acredita nos astros?

“Nos últimos anos, especialmente com a pandemia, as pessoas estão buscando o autoconhecimento. Quando eu voltei a fazer o meu mapa astral foi para me conhecer e entender algumas coisas, pensar onde posso melhorar e evoluir. Astrologia não é adivinhação. Está lá, são os astros, é matemático. E é uma ferramenta interessante de autoconhecimento”, acredita.


“Não quero fazer nada só por fazer”, diz Angélica


Qual era o seu relacionamento com a astrologia?

Angélica – Eu sempre fui muito ligada em astrologia. Sempre fiz o meu mapa astral. Os meus três filhos, eu ganhei, logo no nascimento deles, o mapa de cada um. Há um ano atrás, eu fiz novamente o meu mapa. Eu estava muito envolvida com tudo o que eu tinha vivido e com o que ainda poderia vir. 

Também, eu sempre gostei dessa coisa mística, de conhecer coisas novas. E eu tenho uma filha que é louca em astrologia. A Eva ficou super feliz quando eu falei que ia fazer o “Jornada Astral”. Depois eu descobri que quem a levou a gostar de astrologia foi o Vitor, porque ela assistia ele no Tik Tok e adorava. Eva é daquelas que tenta ler as pessoas: “você é pisciano. Você é libriano”. É uma pequena astróloga. (Risos)

Você se envolveu em todos os processos do programa?

Assim que a gente começou esse namoro para o projeto, ele já estava sendo desenvolvido e eu entrei em uma equipe que já estava com uma ideia muito pronta. Logo que me convidaram, eu adorei. Começamos juntos a ler os roteiros e comecei a dar os meus pitacos. 

De novo, esse é um assunto que eu gosto muito, marcava um momento novo para mim. E cada vez mais eu tenho vontade de me envolver muito nos projetos. Não quero fazer nada só por fazer. Mas a equipe era muito azeitada, harmonizada, e foi muito fácil para mim. Eu participei da escolha dos convidados e de tudo um pouco. 

Conheci o Vitor e a Paula virtualmente e ficamos assim durante uns três meses. Fomos nos ver mesmo quando gravamos o  programa. Para mim, foi uma ansiedade muito grande, porque trocar energia, estar ali junto é um outro negócio. Poderia não ter dado certo. Porque tem que haver um entrosamento para tudo ficar mais natural, espontâneo. E acho que a nossa química foi muito boa. 

Já mudou alguma decisão em sua vida por que os astros assim sugeriram?

Eu nunca mudei nada que já estava agendado, mas já marquei coisas por causa da data. Nunca desmarquei. Mas procurei levar para o momento em que meu mapa estava dizendo que era favorável. E deu certo. 

É interessante porque a gente vê que tem muitas outras coisas. Eu sempre ouvi que uma sagitariana com um virginiano não funciona. E, para mim super funciona. É que não é só o signo solar que influencia nisso. Tem a minha lua, a lua dele, os ascendentes. Então caiu por terra esse negócio de que sagitariano e virginiano não funciona. 

Qual é o sentimento que define esse projeto?

Foi um momento muito especial e uma experiência incrível, em uma fase especial da minha vida profissional. Eu estava saindo de uma estrutura de TV fechada e indo para o streaming. 

E começar essa nova fase em um programa com esse astral, esse tema, essa força, eu tenho certeza que é uma bênção dos astros na minha vida, uma forma de mostrar que eu estou no caminho certo. 

Passei a me sentir em casa com aquela turma talentosa, carinhosa. Foi um presente incrível começar essa nova fase da minha vida neste projeto. Acho que tudo deu muito certo e foi muito bonito. Todos me acolheram de uma forma linda, para me deixar mais segura ainda e à vontade nesse momento novo. 

Apesar de ser um bichinho da TV, estamos vivendo a mudança do entretenimento e da mídia.  Depois de mais de 40 anos de televisão, eu acho justo experimentar outras coisas. A gente está vivendo um momento incrível com o streaming abrindo espaço para todo mundo: atores, artistas estão tendo mais espaço para a sua arte. E eu estou nesse momento, eu queria me dedicar a algo novo. Esse é mais um projeto muito especial na minha vida.

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