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“As mulheres podem chegar onde elas quiserem!”, afirma cantora Daya Luz

Mais um ano se faz presente e, se depender da cantora Daya Luz, 29, as coisas serão diferentes. Acima de tudo quando o tópico principal é o papel da ...

Daya Luz já foi panfleteira, auxiliar administrativa e trabalhou nas ruas anunciando imóveis antes de virar cantora e dançarina

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Mais um ano se faz presente e, se depender da cantora Daya Luz, 29, as coisas serão diferentes. Acima de tudo quando o tópico principal é o papel da mulher na sociedade. “As mulheres podem chegar onde elas quiserem!”, enfatiza, em entrevista ao AT2.

E a morena, que já foi bailarina do Faustão, continua a linha de raciocínio: “Podemos tudo!”, diz ela, usando como gancho o debate presente na recém-lançada “Recruta”, faixa que tem parceria com a funkeira carioca Mulher Pepita.

No clipe da faixa, que mostra um exército comandado por mulheres, há a participação do capixaba João Haddad, do reality “De Férias com o Ex Brasil 6”.

Daya Luz já foi panfleteira, auxiliar administrativa e trabalhou nas ruas anunciando imóveis antes de virar cantora e dançarina (Foto: Rodolfo Magalhães/Divulgação)

“O João é o nosso recruta! Ele foi super profissional, respeitoso e embarcou na nossa para esse clipe”, elogia a bela de origem humilde e que não tem vergonha do passado.

“Morei em uma casa humilde, quando chovia era balde para todos os lados”, relembra ela. “Acho que minha caminhada serviu para evoluir e amadurecer”, complementa Daya, que aproveita para fazer planos para o ano de 2021.

“Quero lançar mais singles e fazer shows! Tivemos que cancelar algumas apresentações por causa da pandemia, mas depois da vacina voltaremos com tudo!”, planeja.

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“Nós somos guerreiras por natureza”


AT2 Quando você decidiu que queria ser cantora?

Daya Luz Desde pequena eu gostava de cantar e dançar em frente ao espelho, sempre tive o sonho de ser cantora e hoje me sinto muito feliz em viver da minha arte.

Antes de ser artista, você teve alguma outra profissão?

Várias! Já fui panfleteira, auxiliar administrativa, já trabalhei como aquelas mulheres que seguram bandeiras na rua para anunciar imóveis, fiz de tudo um pouco! E isso me ajudou a ser uma mulher independente, a não ter medo do batente e seguir meus sonhos com esforço e trabalho duro. E principalmente a agradecer tudo que vivo hoje.

Como foi quando você decidiu ir para o Rio para seguir o sonho de ser cantora?

Foi uma aventura! Cheguei no Rio com uma mochila nas costas, um sonho na cabeça e nada mais. Eu tinha só 19 anos e morei de favor durante um tempo na casa de conhecidos. Soube que teria um teste para dançarina do Faustão e enxerguei ali uma oportunidade de entrar para o meio artístico.

Qual foi a maior dificuldade que você encontrou quando escolheu seguir a carreira de cantora?

Acho que o maior desafio é lançar a música certa no momento certo. Mas creio que estou em um bom caminho. Gravei 13 singles, tenho uma música no game de dança mais famoso do mundo, acabei de lançar um clipe incrível com a Pepita e estou animada para 2021.

O ano que passou foi atípico, mas você não parou de gravar e produzir. Como você fez para se manter ativa e motivada?

Eu sempre fui uma pessoa muito disciplinada. Além disso, tive uma equipe que esteve ao meu lado, acreditou nos meus projetos e me ajudou a colocar tudo em prática. Nos adaptamos e conseguimos fazer um ano lindo!

De onde veio a inspiração para “Recruta” ?

Falando sobre letra e batida, eu quis fazer algo que as pessoas curtissem de verdade! Nosso refrão (Prepara / Aponta / Dispara) é bem fácil de lembrar e também tem uma pegada legal para fazer challenges e reels.

No clipe, vocês recriam um ambiente militar, mas com as mulheres no comando. Por que decidiu falar sobre a presença feminina no Exército?

Quando começamos a elaborar todo o projeto de “Recruta”, fiz uma pesquisa sobre essa questão. Descobri que só em 2018 foi aprovado que uma mulher pudesse fazer carreira no Exército até chegar ao posto de general, e todo esse processo demora 30 anos. Ou seja, só teremos a primeira mulher general daqui a pelo menos 28 anos. Isso é um atraso enorme. Nós, mulheres, já mostramos para toda sociedade que somos capazes de ter sucesso em qualquer profissão, somos guerreiras por natureza e merecemos reconhecimento!

Você conversou com alguns membros da comunidade LGBTQ sobre suas vivências com o alistamento militar, como foi essa experiência?

Eu falei com alguns amigos gays para entender melhor como foi o alistamento militar para eles. Também fiz algumas enquetes nas redes sociais para que meus seguidores pudessem compartilhar comigo como foi o momento de se apresentar ao Exército. Percebi que em quase 100% dos casos, é uma experiência traumática. Muitos se sentem acuados e até mesmo humilhados. É uma realidade de boa parte da comunidade LBTQ, pelo que observei.

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