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“As pessoas estão em busca de onde amparar sua fé”

As pessoas estão em busca de onde amparar sua fé. E querem provas!”, afirma o ator e diretor teatral Rogério Fabiano, 55 anos.Para ele, essa é uma ...

Rogério Fabiano: “É um espetáculo muito comovente, curioso e bem teatral. Com humor, inclusive”

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Rogério Fabiano: “É um espetáculo muito comovente, curioso e bem teatral. Com humor, inclusive” (Foto: Divulgação)As pessoas estão em busca de onde amparar sua fé. E querem provas!”, afirma o ator e diretor teatral Rogério Fabiano, 55 anos.

Para ele, essa é uma das explicações para o sucesso de espetáculos, novelas e filmes com temática mais espiritual. Há 10 anos, o carioca interpreta o fundador da doutrina espírita e volta a Vitória com “O Livro dos Espíritos”, peça inédita inspirada em livro homônimo, escrito pelo educador francês Allan Kardec.

“Há muitos conhecimentos do espiritismo que estão ali, muito embora temos assistido a muitas novelas voltadas para esse segmento, diz Rogério Fabiano, em entrevista ao AT2.

Apesar de inspirada na obra de Kardec, Rogério afirma que o espetáculo trata-se de ficção, com momentos dramáticos e de humor. Em cena, a atriz e diretora Érica Collares, 57 (que vive Amélie Gabrielle Boudet, esposa do francês), Cláudio Gardin e Manuela Collares.

A peça estará em cartaz na sexta e no sábado, às 20h, no Teatro da Ufes, em Goiabeiras.

“Missão, você não pode deixar de cumprir”, Rogério Fabiano – ator e diretor

Cláudio Gardin, Manuela Collares,  Rogério Fabiano e Érica Collares na peça (Foto: Divulgação)AT2: A peça é inspirada na obra “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. É uma mensagem de amor e energias positivas?
Rogério Fabiano: Isso mesmo! A peça “O Livro dos Espíritos” conta os momentos de Allan Kardec, que vai descobrindo as mesas girantes, a evolução delas e chega a captar mensagens do mundo inteiro.

As mensagens sempre iguais, ele as considera verdadeiras e forma “O Livro dos Espíritos”.
São mensagens de amor e de codificação de uma doutrina que virou uma grande filosofia e mudou a vida de grande parte do mundo. “O Livro dos Espíritos” é o segundo mais vendido, depois da Bíblia.

AT2: Você atua e dirige a peça. Como é interpretar o Allan Kardec? Encarou o desafio com a mesma coragem dele, ao apresentar a espiritualidade humana como uma teoria científica?

Essa pergunta é forte, hein! (Risos) Modestia à parte, sim. Fiz o Allan Kardec durante três anos, de 2000 a 2003, se não me engano. E voltei há sete anos. Já são 10 anos fazendo o mesmo personagem com muita emoção, muito amor, muito empenho, muita dedicação. E eu me emociono profundamente em cada apresentação.

AT2: Acho que nada disso é por acaso. Tem alguma coisa por trás disso. Vamos chamar de missão, talvez? Eu acho que é uma missão. E missão, quando cai na nossa mão, você não pode deixar de cumprir. Então, coragem, para isso, eu acho que ele próprio me deu. Senão, 10 anos fazendo, com tanto agrado do público, sucesso… Com certeza, se não fosse com todas essas forças, isso não aconteceria.

AT2: Não se trata de uma biografia de Kardec, como a peça “Allan Kardec, Um Olhar para a Eternidade”, apresentada no ano passado em Vitória, certo?
De forma alguma é uma biografia. Ele é o narrador da história, conta as passagens da evolução das mesas espíritas e como ele chegou aos fenômenos paranormais direto. A evolução desses fenômenos é a construção do livro. É um espetáculo muito comovente, curioso e bem teatral. Com humor, inclusive.

AT2: Em tempos de pouca flexibilidade de pensamento, como vê o trabalho de Allan Kardec?
Ele é uma referência para o mundo. O problema é que nós temos muito charlatanismo em tudo. E, no início, houve muito em relação ao que era o espiritismo, vida além do túmulo…

Hoje, existe um segmento científico que comprova tudo que deu à filosofia espírita uma grande dimensão.

Enfim, a peça é um caminho para as pessoas se espiritualizarem, se acalmarem, se humanizarem.

AT2: Tem uma mensagem de paz...
Isso mesmo! É um espetáculo que não é doutrinário, não é aula e não é palestra. É dramaturgia com emoção e tem até humor.

AT2:  A história do Allan Kardec também está nos cinemas, em “Kardec: A História por Trás do Nome”, do diretor Wagner de Assis, unindo fé e razão.
O tema está tão moderno e necessário que você vê: a peça está em cartaz há quase 20 anos, e o cinema entrou agora. Acho ótimo isso. Uma coisa só ajuda a outra. Fico muito feliz.

Tem público querendo saber quem foi esse homem que abriu uma nova fenda no mundo.

SERVIÇO:
“O Livro dos Espíritos”
O quê: Peça inspirada no livro homônimo de Allan Kardec
Direção: Rogério Fabiano e Érica Collares
Elenco: Rogério Fabiano, Cláudio Gardin, Manuela Collares e Érica Collares
Texto: Cyrano Rosalem
Quando: Sexta-feira e sábado, às 20h
Onde: Teatro da Ufes, em Goiabeiras, Vitória
Ingressos (meia): Térreo a R$ 40,00 e Mezanino a R$ 25,00
Venda: tudus.com.br ou na bilheteria do teatro, de hoje a quinta, das 15h às 20h, e nos dias das apresentações, das 15h até a hora da sessão.
Clas.: Livre
Inf: 3376-0933

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