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Duio Botta: “Sou um grande sonhador”

O ator, dublador e cantor Duio Botta, 33 anos, está só esperando a rotina voltar ao normal para começar a colocar seus projetos em prática. Para ele, ...

Última atualização

 (Foto: Divulgação/Rodrigo Lopes)

O ator, dublador e cantor Duio Botta, 33 anos, está só esperando a rotina voltar ao normal para começar a colocar seus projetos em prática. Para ele, o fato de ser sonhador é o início para a realização dos mesmos.

“Eu sou um grande sonhador, mas sempre vou atrás desses sonhos para torná-los reais. Eu costumo dizer que eu sou o principal realizador dos meus sonhos e é por isso que tudo dá certo”, afirma em entrevista ao AT2.

E o artista ainda ataca de conselheiro: “Se você acredita no seu potencial, as outras pessoas também vão acreditar e abrir as portas”, ressalta.

E o mato-grossense não faz segredo sobre seus planos. “Quero continuar a cantar, trabalhar muito na dublagem e, principalmente, continuar a atuar”, conta.

Apesar do amor pela arte, Duio garante que só vê os primeiros capítulos das novelas em que atua. “Sigo adiante com muito orgulho do que já fiz”, afirma.

E, por falar em trabalhos realizados, os fãs do ator poderão curtir mais um pouquinho da atuação dele em “Êta Mundo Bom”, que está sendo reprisada, após quatro anos. Na trama, Duio Botta é o Raul, técnico de som da rádio. Muita coisa mudou de lá para cá?

“Acho que as coisas só pioraram! Naquela época, tudo estava muito confuso com a política, com a vida em geral. A novela foi importante para levar um pouco de leveza para a vida das pessoas e, novamente, tem essa missão de mostrar que o mundo ainda pode ser muito bom”, frisa.


Duio Botta | Ator, dublador e cantor
“Eles seduzem demais”


AT2: Recentemente, postou no seu Instagram: “O jeito é continuar sorrindo”. Uma mensagem que se encaixa com a tônica de positividade da novela “Êta Mundo Bom”. Esse é o seu perfil?
Duio Botta: Com certeza. É o momento de trazer a felicidade para si, encontrar momentos de felicidade e prazer mesmo diante de toda essa crise. Sempre tem algo bom, que nos faz bem.

Como você está lidando com a quarentena? Tem se reinventado?
Bem. Saio de casa apenas para o essencial e tenho aproveitado para assistir a séries e filmes, que, por falta de tempo, eu não conseguia ver.
Também estou retomando o hábito da leitura e voltando a cantar, compondo e fazendo lives com temas pertinentes ao momento.

E o que fará quando tudo isso passar?
Quero ver minha família que vive no interior do Paraná. Era para eu estar lá, inclusive.

Além de ator, você é considerado um dos maiores dubladores do Brasil. Quais foram os personagens que mais gostou de dublar? Tem aquele ou aqueles favoritos?
Obrigado, mas eu ainda sou um bebê na dublagem. A gente aprende muito todos os dias e vai crescendo cada vez mais. Eu tenho um carinho especial por alguns personagens: o Diego Armando, da novela mexicana “Que Pobres tão Ricos”. Era uma novela divertida, leve, uma trama bem amarrada. O Diego Armando era superempoderado e apaixonado.

Também gostei de dublar o Carlos, da também novela mexicana “Um Caminho para o Destino”, o Elias da novela “A Que Não Podia Amar” (exibidas no SBT/TV Tribuna), e o Príncipe Krel, da série de animação “Os 3 Lá Embaixo”, do Netflix.

Dublou galãs. Aproveitou para aprender alguns truques de sedução com eles? Por que essa galera encanta só com o olhar, concorda?
O maior galã que já dublei é o ator argentino, mas que faz novelas mexicanas, Horácio Pancheri. Eles seduzem demais, ganham o público com o olhar e aprendo muito com isso. Como trabalhar com o olhar, esses galãs mexicanos tiram isso de letra!

Se tivesse a oportunidade de viver um galã desses mexicanos, qual seria e por quê?
Eu seria o Guy Ecker, que é um ator brasileiro que faz sucesso nas novelas colombianas e mexicanas. Ele interpretou o personagem que mais gostei de assistir, Sebastian Vallejo, de “Café com Aroma de Mulher”. Um cara que nunca havia se apaixonado e que, de repente, encontra o seu verdadeiro amor numa mulher superforte e dona de si. Esse teve coragem!

Acha que rola um certo ar de mistério sobre quem é o dono daquela voz?
Rola, sim. As pessoas hoje em dia se interessam muito em dublagem e logo pesquisam para saber quem dubla quem. Isso é incrível!

Alguma história engraçada das novelas mexicanas?
A gente sempre se surpreende com algumas cenas bizarras: mulheres dando à luz de calça jeans, cenários nitidamente em maquetes, também cenários repetidos de outras novelas, muitos erros de continuação.
Os dublês sempre são homens, com calça, vestido por cima e peruca. É muito divertido!

Quem ainda quer dublar?
Um super-herói para o cinema. Meu sonho.


O que ele diz


Experiência
O mordomo Jardel, de “A Dona do Pedaço” (2019), foi outro trabalho de Duio Botta que ganhou destaque.
O que levou dessa experiência? “Paciência, atenção, aprendizado e amadurecimento. Eu aprendi muito durante o processo, que começou bem antes de a novela estrear. Todas as pessoas envolvidas me fizeram crescer como pessoa e como profissional”, garante ao AT2.

“Foi terrível”
Como uma boa ficção, a morte do mordomo foi o ponto de partida para a trama da novela. Mas, para Duio, foi estranho.
“Confesso que foi terrível. Bateu a insegurança, angústia, medo de ter feito alguma coisa errada. Só passou após uma intervenção por parte do elenco, que me fez entender que eu estava fazendo tudo certo e que era a grande oportunidade da minha vida. Então, me joguei com tudo e aproveitei cada segundo para tornar o Jardel inesquecível. Sou muito grato”, diz.

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