|
Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Estilo:
Para ele, abóbora é “aboba” e cogumelo é “frieira”, algo que ele não come de jeito nenhum. E, se Edelson Sobrevivente parece maluco em seus vídeos, é bom saber que ficar doido é o que ele mais teme na vida.
“Duas coisas que tenho medo: ficar doido e perder a humildade”, diz o engraçado maranhense ao AT2. E ainda completa: “Morro de medo de passar na rua e ter duas senhorinhas conversando e falarem: ‘Lembra daquele barbudinho falando de comida na internet? Ficou doido’”, confessa ele.
Com mais de 7 milhões de inscritos em suas redes sociais, Edelson ficou famoso ao “desgourmetizar” qualquer receita com muito bom humor. Mas ele garante que se engana quem pensa que a fama lhe trouxe uma gorda conta bancária.
“Até hoje tenho meu nome na Serasa. Pobre com nome limpo é um bicho nojento. Recebo até hoje a ligação da Serasa”, diz ele.
Os primeiros dias de 2022, ele passou no Espírito Santo. Veio pela primeira vez. E, claro, já que estava nas montanhas capixabas, elogiou o que viu, mas também fez questão de brincar com o clima. “Eu tô em Santa Teresa. Rapaz do céu, parece que eu tô num avião toda vida. Uma pressão no ouvido, que lugar bonito!”
“Outra coisa que deve ser legal e que não consegui me adaptar: aqui é frio demais. De onde eu venho, a gente assa castanha na calçada”, completa.
Depois de bombar na internet, Edelson Sobrevivente foi parar no programa de culinária “Mestre do Sabor”, onde comentava os pratos dos participantes. Para ele, um dos segredos de seu sucesso é ser humilde e falar o que muitos pensam, sem frescura.
“Eu sou pobre, penso que nem pobre. Eu tenho espírito de pobre. Quando as coisas são muito gourmetizadas, cheias de fru-fru, não dá. Acho que o povo gosta mais da simplicidade”, diz.
E o Sobrevivente que hoje acompanha seu nome? De onde veio? “Da vida mesmo. As coisas, para mim, nunca foram fáceis. Mudando de cidade pra cidade… Quando comecei a mexer com rede social, eu comecei a chamar o pessoal que me seguia de sobrevivente. E o povo começou a me chamar de sobrevivente e pegou”, conta ele, que já vendeu peixe, entregou água e gás e foi técnico de informática.
“Por mais que queira ser o bonzão, ele fica fraco”
AT2 – Passou Ano Novo no Estado?
Edelson Sobrevivente – Vim passar Ano Novo aqui. Amigos me chamaram e eu vim. É a primeira vez que venho.
Sobrevive de quê?
Agora vivo só da internet. O cara tem que inventar uma forma de se reinventar. Pensar em coisas novas. O ciclo é muito ligeiro.
Gerar conteúdo o tempo todo é algo que deve ser cansativo.
É por aí o lance de endoidar. Uma carga muito grande de canseira. A pessoa fica enfadada. Isso vai pesando na mente do cabra.
A fama é um fenômeno que o ser humano não está preparado para abraçar. Por mais que ele queira ser o bonzão, ele fica fraco.
Acha que passa mais verdade por ter um passado humilde?
Como o mundo vem mudando muito, esses blogueiros mais ricos, que não tiveram dificuldade, têm o público deles. Enquanto converso com o meu pessoal, eles vão conversando com o deles. Só por ter essa vida sofrida, isso não me coloca na frente de ninguém.
A fama te fez sentir bonito? Ou fez com que vissem beleza em você?
(Risos) Rapaz, a gente se sente querido. Junto disso, vem a sensação de ficar feliz, de se sentir bem. Vem uma galera em cima. A gente aproveita como dá. O humor atrai muito as pessoas.
Por que reagir a vídeos de comida?
Não planejei muito. Um dia fui, fiz e continuei.
Qual a coisa mais estranha a que reagiu?
Um povo assando urubu. Tem doido pra tudo!
Que sentimento quer proporcionar?
Recebo muitas mensagens de que o pessoal está passando por um momento difícil e usa meus vídeos para superar. A melhor contribuição é a alegria, o humor.
O QUE ELE DIZ
Fama
“A internet não te dá tempo para se preparar para a fama. Por onde ando, todo mundo conhece. As pessoas me recebem muito bem. E eu chego num lugar aonde nunca fui e as pessoas me recebem bem e querem ouvir o que eu quero dizer. É muito bom receber esse calor das pessoas. Quando saio para algum lugar, se o que eu tenho para fazer vai durar 30 minutos, já sei que vai durar duas horas. Não posso ignorar o povo que quer me ver”.
Cancelamento
“Acho que o cancelamento não aparece do nada. Ele vem para aquela pessoa que não é ela. Alguém mau caráter que quer ser uma pessoa boa. Uma hora ou outra, ela vai escorregar”.
Ceia de Natal
“Me convidaram para uma ceia de Natal. Tinha um homem que ficava de pé. Quando todo mundo terminou de comer, ele pegou o prato de todo mundo, menos o meu. Perguntei o que houve e ele disse que eu havia deixado os talheres na mesa de uma forma que dizia para ele que eu ainda não havia acabado de comer”.