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“Estou virando o tio do rolê”, diz Renato Albani

“Ir pro rock” é com ele mesmo! Aos 36 anos, o humorista capixaba Renato Albani, que faz sucesso nas redes sociais e nos palcos, confessa que leva uma ...

“Sempre que é em Vitória, fico mais nervoso, ansioso"

Última atualização

“Sempre que é em Vitória, fico mais nervoso, ansioso" (Foto: Divulgação)
“Ir pro rock” é com ele mesmo! Aos 36 anos, o humorista capixaba Renato Albani, que faz sucesso nas redes sociais e nos palcos, confessa que leva uma vida de um adulto de 25. Haja energia!

“Sou solteiro, moro sozinho, vou para festas, gosto de sair demais. Vou muito pra noite. Então, os lugares que frequento, a galera tem 25 e aí eu estou virando o tio dessa galera, o ‘tio do rolê’. Não sei bem o que estou fazendo da minha vida, mas estou virando”, revela, aos risos, ao AT2.

Mas, ao mesmo tempo que leva uma vida de quem ainda está na casa dos 20, cheio de disposição para as baladas, ele confessa que carrega alguns hábitos e manias de pessoas mais maduras. E, como entrega no título de seu novo show, “Me tornei quem eu mais temia”.

“Sou a pessoa que achava que era a esperta e não ia se meter em enrascada, e agora me meto em todas. Estou ficando velho, fico valorizando coisas que não têm que valorizar… Estou começando a ter medo de morrer de algo que você não tinha, que é coisa de ‘véio’. Então, conto tudo isso no palco”, adianta.

Prometendo o show mais engraçado de sua carreira, Albani vai se apresentar com piadas inéditas no próximo sábado (9), às 20h e 22h, no Centro de Convenções de Vitória, em Santa Lúcia.

“O pessoal não para de rir um segundo. É impressionante a resposta do público”, afirma ele sobre o espetáculo que tem repetido o sucesso de seus outros dois solos. Seu primeiro especial de comédia, “Em Pais”, tem mais de 2,4 milhões de visualizações no YouTube, e o segundo, “Alguém me explica o mundo”, mais de 4,3 milhões. No teatro, em casas de shows e casas de comédia, já foi visto por mais de 250 mil pessoas.

Em “Me tornei quem eu mais temia”, Albani ainda lembra de um Réveillon insano em Guarapari, sem dar muitos detalhes sobre a furada em que se meteu.

E as piadas relacionadas ao Estado não vão parar por aí! O humorista conta, com exclusividade, que vai gravar vídeo em terras capixabas fazendo um texto só sobre o Estado. O registro será publicado posteriormente em seu canal no YouTube.

“Como nunca gravei um vídeo em Vitória para o meu canal, estou levando uma equipe de São Paulo comigo para fazermos um trecho de 20 minutos falando sobre o Espírito Santo. E é legal ver como o público fica feliz. Comentam: ‘Ah, estava aí no dia, participei dessa gravação’”.


Renato Albani – Humorista
“Ficava na calçada com a caixa de som”


AT2: A expectativa de se apresentar na sua terra natal é maior?
Renato Albani: Sem dúvida! Voltar a Vitória fazendo show, ainda mais onde vai ser, no Centro de Convenções, que é onde eu ia assistir grandes espetáculos, é muito legal. Minha família, meus amigos vão. Então, sempre que é em Vitória, fico mais nervoso, ansioso, mas também é um dos melhores shows. Independente de ser comigo, a plateia de Vitória é muito boa. E, quando é comigo, é ainda mais. Eles ficam muito empolgados e eu também.

Chegou a vir aqui durante a a pandemia?
Minha família toda é daí, e, no meio da pandemia, abri um restaurante em Vitória, então estava sempre aí. Estou tentando levar coisas que acho legais para aí, para movimentar a cidade.

Quando percebeu que poderia fazer as pessoas rirem?
Sempre fui um cara engraçado, mas nunca imaginei que isso pudesse virar uma profissão. Quando conheci o stand up comedy, em 2009, comecei a vislumbrar isso e, em 2014, decidi me profissionalizar vindo para São Paulo. Para tentar a vida mesmo, sem saber o que ia acontecer. E acabou que comecei a postar vídeos. E eles começaram a crescer e as pessoas iam me ver no palco. Então, percebi que as coisas estavam começando a andar.

Seus pais te apoiaram?
Quando fui para São Paulo, não! (Risos) Porque me formei em Engenharia Elétrica na Ufes e falei: “Vou contar piada”. Eles foram um pouco contra na época. Mas, assim que falaram: “É isso mesmo que você quer? Então vai”. Sempre me apoiaram, vão ao show, levam família, ficam felizes pra caramba!

Por estar nessa área, muitos não acreditavam que o humor era um caminho possível?
Nenhuma pessoa acreditou. Aliás, uma pessoa só: eu! (Risos) O resto falava: “Não, está louco, não faz isso”. Todo mundo falou: “Tantos anos estudando Engenharia, se formou pra agora ir contar piada?”. Ninguém acreditou, mas eu não tiro a razão das pessoas. Se alguém me falasse que ia fazer isso, eu falaria: “Você está louco!”. (Risos)

O que te levou a acreditar que estava no caminho certo?
A gente sente, né? Quando a gente faz uma coisa que mexe com o nosso coração, que a gente faz com todo o amor do mundo, a gente sabe que é aquilo.

Passou por perrengues?
Muitos! Já fiz show em barzinho no Triângulo que eu ficava na calçada com a caixa de som e as pessoas passando na minha frente, me atrapalhando… Já aconteceu de fazer show e o cara não pagar. Isso tudo aconteceu aí, em Vitória, no início da carreira. Mas essas coisas fazem a gente criar casca, aprender, são importantes para a evolução.

Há quanto tempo mora em São Paulo?
Sete anos. Durante a Copa de 2014, no meio do 7×1, eu estava vindo pra São Paulo. (Risos) Talvez a culpa tenha sido até minha… Mas, se deu certo pra mim, está bom! O que importa é isso. (Risos)

Essa mudança foi algo crucial para a sua carreira?
Na realidade, as coisas todas na época e até hoje acontecem em São Paulo. Faço show em São Paulo toda semana há três anos. Isso nunca aconteceria em Vitória, não tem público para isso. Em São Paulo, só a capital tem 13 milhões de pessoas. Essa mudança era necessária até para estar perto dos humoristas que estavam “bombados”, para ter contato, estudar e eu poder desenvolver como comediante. Sem essa mudança, acho que as coisas não aconteceriam.

Ultrapassa 1 milhão de seguidores no Instagram. Qual é o segredo de tanto sucesso?
O que faz acontecer é a constância do trabalho, postar sempre e estar evoluindo com o cenário. Tem piadas que eu fazia em 2016 que não posso fazer hoje, porque o cenário mudou, a cabeça das pessoas mudou. Então, preciso mudar junto. Estou sempre estudando, evoluindo, conhecendo o público.


Serviço


“Me tornei quem eu mais temia”
O quê: Espetáculo de humor com Renato Albani
Quando: Sábado (9), às 20h e 22h
Onde: Centro de Convenções de Vitória. Rua Constante Sodré, 157, Santa Lúcia, Vitória
Ing. (1º lote/meia): Setor A a R$ 45, Setor B a R$ 40 e Setor C a R$ 35
Venda: diretaticket.com.br
Clas.: 16 anos

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