Entre a ética e a ambição. Petra Vaisánen vai viver esse dilema em “O Tempo Não Para” ao encontrar uma família, que foi congelada em 1886, durante um cruzeiro na Patagônia. Depois de 132 anos, o bloco de gelo descongela e acaba chegando no litoral de São Paulo e a cientista especializada em criogenia [ciência que estuda o congelamento de materiais] quer pesquisar melhor os Sabino Machado nem que para isso seja preciso passar por cima das normas e também das pessoas.
Para viver essa personagem complexa, a direção da próxima novela da 19h escalou Eva Wilma, que volta às novelas depois de três anos -sua última personagem foi socialite arruinada Fábia de “Verdades Secretas”.
“Estou empolgada. Quando eu li a sinopse, gostei de cara porque a ideia da trama é ousada, avançada. Falar de um tema completamente novo, científico e com humor, por conta do horário, é muito difícil. Nós do elenco estamos curiosos para saber a reação do público! Eu acredito que as pessoas vão gostar”, prevê a atriz.
Aos 84 anos de idade e com 65 de carreira, Eva rechaça a ideia de que o mercado busca atores mais jovens deixando de lado os veteranos.
“De jeito nenhum. Sempre há espaço para todos e no mundo inteiro é assim. Sou privilegiada de trabalhar com jovens e veteranos, dividir a cena com bons atores.”
Ela revelou não se importar com o assédio. Diz que quem faz televisão, a “janelinha para o mundo”, precisa saber lidar com a repercussão de cada trabalho.
Eva assumiu também estar ligada as redes sociais. “Chego a enlouquecer. Preciso me policiar porque fico horas conversando, pesquisando e aprendendo com esse mundo digital.”
