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Harry e Meghan acusam família real de orquestrar ataques na imprensa

"Fui treinado para me preocupar mais com o que as pessoas vão pensar", afirmou o príncipe

príncipe Harry e sua mulher, Meghan Markle
Foto de perfil de Agência Folhapress

Agência Folhapress

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Nos três últimos capítulos da série documental da Netflix sobre o príncipe Harry e sua mulher, Meghan Markle, liberados nesta quinta, o casal afirma que assessores da família real orquestravam ataques contra eles com a imprensa britânica, plantando histórias em jornais e vazando notícias, no que classificam de “jogo sujo”.

O quarto episódio, por exemplo, destaca os problemas de saúde mental e os pensamentos suicidas de Meghan, em parte por causa das matérias negativas na imprensa logo após seu casamento com Harry e durante grande parte da gravidez de seu primeiro filho.

“Percebi que não estava apenas sendo jogada aos lobos”, afirmou Meghan, sobre a incessante cobertura negativa que recebia da imprensa. “Eu estava sendo alimentada para os lobos.”

Harry disse que ficou arrasado com o preço que a cobertura da imprensa teve sobre sua esposa e que não lidou bem com isso. “Fui treinado para me preocupar mais com o que as pessoas vão pensar”, afirmou ele. “E olhando para trás agora, eu me odeio por isso. O que ela precisava de mim era muito mais do que eu era capaz de dar.”

Outra das revelações dos capítulos finais é quando Harry diz que houve um racha entre ele e seu irmão mais velho, o príncipe William, a partir do momento em que ele e sua mulher decidiram abandonar a família real e deixar o Reino Unido. Eles cogitaram se mudar para a Nova Zelândia e para a África do Sul, mas ao final terminaram nos Estados Unidos.

“Foi aterrorizante ter meu irmão gritando e berrando comigo e meu pai [Charles 3º] dizendo coisas que simplesmente não eram verdade e minha avó [rainha Elizabeth] sentada em silêncio e meio que absorvendo tudo”, afirmou Harry, sobre uma discussão em família após a declaração do casal de que deixaria a família real.

A primeira leva de episódios rendeu 81,5 milhões de horas de exibição, o maior número de um documentário em uma semana de estreia, segundo a Netflix. Isso significa que mais de 28 milhões de lares assistiram a pelo menos uma parte do seriado em seus primeiros quatro dias na plataforma.

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