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INDENIZAÇÃO

Maíra Cardi é processada por seguidora que pede R$ 252 mil em indenização

Segundo o relato da artesã Meyre Silva, a influenciadora havia prometido um retorno financeiro no primeiro mês após o curso

Segundo o relato da artesã Meyre Silva, a influenciadora havia prometido um retorno financeiro no primeiro mês após o curso
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Redação Tribuna Online

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A artesã Meyre Silva entrou na Justiça contra Maíra Cardi por danos morais e materiais, afirmando que foi influenciada pela empresária a investir em cursos que não lhe deram retorno.

Segundo informações do jornalista Diego Garcia, do Splash UOL, a artesã teria se identificado com histórias compartilhadas por Maíra, a partir de fevereiro de 2021, quando a coach falou sobre situações de relacionamento abusivo, traição e emagrecimento.

Com isso, Maíra passou a publicar mais sobre Deus e realizar lives em suas redes sociais durante a madrugada, sendo essas direcionadas ao público cristão. Já em maio, a empresária lançou um treinamento que prometia “ensinar mulheres a ganharem muito dinheiro”.

Como fã e seguidora, Meyre assinou o curso que tinha como pretexto “ajudar mulheres fragilizadas e agradecer a Deus pelo que Ele fez em suas vidas”.

Durante a divulgação do curso, a empresária ainda prometeu retorno financeiro no primeiro mês, sem investimentos adicionais, além de brindes, como curso de marketing digital, e certificados para as seguidoras venderem seus cursos. Ainda de acordo com Meyre, o curso teria custado R$ 829,80 e vinha acompanhado de promessas de que os potenciais lucros seriam de no mínimo R$ 250, podendo chegar a R$ 100 mil.

Ao iniciar o treinamento, percebeu serem estratégias básicas de marketing que poderiam ser encontradas gratuitamente na internet, com conteúdos superficiais e mal elaboradas. Como o mesmo não correspondia ao valor, Meyre se sentiu enganada e recorreu à Justiça, cobrando perdas de lucros cessantes, danos materiais e morais, totalizando um pedido de R$ 252.329,80.

O processo foi aberto no dia 27 de junho deste ano e corre na 10ª Vara Cível de São Paulo.

Maíra já foi notificada do processo e apresentou contestação em agosto. Segundo a coach de emagrecimento, as informações apresentadas pela seguidora foram distorcidas:

“Se trata de um curso de 18 horas, no qual foi entregue uma capacitação de analista comportamental, cujo objetivo foi trabalhar a inteligência emocional, análise comportamental, ensinando as alunas como ter foco e disciplina, trabalhar foco e autoconfiança, como tirar seus sonhos do papel e trazê-los para a felicidade”.














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Segundo ela, foram entregues “certificados de conclusão de curso de analista comportamental, bem como de inteligência emocional”, e que a própria mulher mandou mensagem perguntando onde poderia imprimir os documentos. Então, ela diz que o curso foi devidamente entregue e “foi um sucesso, contendo depoimentos dos participantes extremamente satisfeitos”.

Também ressaltou que um curso de marketing digital foi oferecido como bônus, trazendo uma metodologia de venda para qualquer produto digital, o que não garante que o participante tenha clientes. “É da responsabilidade do aluno”.

Maíra ainda citou pessoas que teriam conseguido comissões expressivas com a venda dos cursos. Uma seguidora, segundo a influencer, teria embolsado R$ 104 mil. Outro, R$ 93 mil.

“Não existe qualquer mentira no programa de afiliação”. Por fim, a empresária disse que a seguidora busca enriquecimento ilícito, pelo alto valor pedido, e solicitou a improcedência do processo movido pela artesã. A Justiça ainda não decidiu sobre a ação.

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