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“Nunca estive tão limpo, sóbrio, lúcido e capaz”, afirma Leo Dias

Referência quando assunto é fofoca, o carioca Leo Dias, 43, deixou de ser só jornalista de celebridades para virar celebridade. Colunista e ...

Última atualização

 (Foto: Agnews)Referência quando assunto é fofoca, o carioca Leo Dias, 43, deixou de ser só jornalista de celebridades para virar celebridade. Colunista e apresentador do “Fofocalizando” (SBT/TV Tribuna), lançou, no último dia 30, o maior desafio de sua carreira, o livro “Furacão Anitta” (ed. Ediouro).

Mas, como qualquer pessoa, ele também tem suas fraquezas e, por estar sob os holofotes, a sua luta contra as drogas ganhou destaque em setembro. Só que o escritor, que teve recaída em fevereiro, garante ter superado a difícil fase.

“Nunca estive tão limpo, sóbrio, lúcido e tão capaz. É uma questão que lembro diariamente que luto contra, mas que não é muito mais presente na minha vida. Foi um processo, uma evolução, um caminhar em busca da sobriedade total”, afirma Leo ao AT2.

Segundo ele, o resultado positivo foi graças ao tratamento e ao apoio da família e dos amigos, principalmente de Lívia Andrade, sua parceira de programa, com quem está morando em São Paulo.

“É tudo parte integrante de um processo. Sem a internação, eu não estaria tão bem. Sem a Lívia, também não. Ela teve uma importância mais do que fundamental, porque me tirou de um ambiente nocivo. E essa saída foi fundamental. Independente do que acontecer a partir de agora, ela já mudou minha vida”, conta o jornalista, que justifica sua mudança para São Paulo como uma oportunidade de crescer profissionalmente.

Bate-papo com Leo Dias:

AT2: Por que fazer uma biografia da Anitta, uma artista de apenas 26 anos?
Leo Dias: É uma história de superação. A gente nunca viu uma cantora tão jovem ser tão bem-sucedida no Brasil. Não queria esperar tanto tempo mais para transformar isso em história. O que está escrito está escrito. Ninguém vai tirar esse passado dela. Está aí, digno, inclusive, de filme.

Você se identifica com a história dela?
Muito! Não fui tão pobre quanto ela, mas eu era de classe média baixa. Somos do subúrbio do Rio.

Como foi o processo de produção do livro?
Da ideia inicial até hoje foram quase 2 anos, mas passei por uma fase difícil para conseguir uma editora que acreditasse no projeto e que confiasse na minha dedicação. Recebi “não” de diversas editoras. A única que acreditou em mim foi a Ediouro.

Passou por sacrifícios para tornar essa biografia real?
Normal, né? Foram muitas noites sem dormir. Mas acho que foi um grande passo na minha carreira. As pessoas hoje começam a me olhar com outros olhos, sabe? Por vários motivos. O primeiro é que sou capaz sim de escrever um livro, e as pessoas viram, principalmente, a repercussão que ele teve. Ele tomou conta de toda a mídia nacional. Consegui fazer esse livro reverberar com meu próprio esforço. Nos táxis em que entro e nas ruas as pessoas falam desse livro. É impressionante! Nunca vi as pessoas comentarem sobre um livro. Já vi comentarem sobre filme, CD e novela. Sobre livro? Nunca vi! É uma realização pessoal e profissional.

Conseguir uma editora que acreditasse no projeto foi sua única dificuldade?
Outra dificuldade foi conciliar porque não parei minhas atividades. Continue na coluna e no “Fofocalizando”. Teve uma época que aproveitei umas férias para fazer algumas entrevistas mas não foi bem aproveitada. Foi puxado!

Tinha noção de qual público queria atingir com o livro?
Eu e ela temos um público parecido. O meu público é classe C. O da Anitta engloba muito mais gente, mas, originalmente, o cara que gosta da Anitta há muitos anos é o mesmo público que o meu. É o cara que viu “Menina Má”, que curtia “Fica Só Olhando”, e que adorou “Meiga e Abusada”.

Enquanto o livro estava sendo produzido, a vida dela não parou, as polêmicas também não.
A vida dela sempre está em mutação, é algo complicado. Mas ela me deu a deixa e falou: “Eu, se fosse você, não terminava o livro agora não”. Ela sabia que viriam coisas importantes para a história, como a separação e o fim da briga judicial com a ex-empresária.

Você, aparentemente, não teme nada. Em alguma história, teve um cuidado maior?
Não. Os advogados da Ediouro sempre liam e checavam o risco de processo. A única coisa nesse livro que poderia ter um risco de processo foi a história com a ex-empresária, mas, quando mandei o processo para eles lerem, as 28 mil páginas, eles viram que as informações estavam ali.

Existe limite para o jornalismo de celebridade?
Claro! Meu limite hoje é o bom senso. E dar o direito a todo mundo de se pronunciar. A vida me ensinou isso. Estou mais maduro.

Tem uma relação profissional com Anitta. O livro te aproximou ou criou uma barreira?
Ela nunca atrapalhou meu trabalho. Foi profissional. Ela sabe meu limite e eu sei o dela. Anitta liberou as pessoas próximas a darem entrevista, mas não obrigou. O pai dela não quis falar.

O que faltou para a biografia ser autorizada?
A biografia não é autorizada porque ela só teve acesso a um trecho do livro antes de ir para a gráfica, o trecho da religião dela. O resto, ela só teve acesso após a impressão. Mandei 20 livros para ela. E porque Anitta não está ganhando dinheiro com o livro.

Houve muitas críticas em relação a colocar Anitta como “mocinha da história”.
Meu amor, se eu botasse ela como a vilã do livro, teria algo errado. Ela não pode ser a vilã da própria história! A história é sobre ela.

Todos os envolvidos nas polêmicas tiveram a oportunidade de se pronunciar?
Se alguma pessoa disser que não teve voz, é porque não quis se pronunciar. Procurei todas as pessoas envolvidas na história, inclusive Kamilla Fialho, Ivete Sangalo, Simone e Simaria, Pabllo Vittar, Gominho e Preta Gil.

A ex-empresária dela chamou o livro de “compilado de mentiras”. Já a rapper australiana Iggy Azalea desmente que teria “mexido os pauzinhos” para que Anitta não se apresentasse com ela em um programa de TV, alegando que ela não teria visto de trabalho.

A Kamilla, a própria Anitta desmentiu horas depois. Ela falou que sofreu muito no passado, mas soube perdoar. Por isso, convidou Kamilla para seu aniversário. Mas ela sabe exatamente o que passou. É só você ouvir qualquer pessoa do funk carioca que vai saber da fama real da Kamilla. Pergunta para Naldo, Valesca, Lexa…

A questão de Iggy, a Anitta tem todas as provas, e eu também. Ela tinha o visto de trabalho para entrar nos EUA. Essa história da Iggy é mentira. Mas não vou bater boca com Iggy Azalea, né?

Pensa em largar o jornalismo de celebridades?
Já pensei. Achava que o jornalismo de celebridades era nocivo para o meu bem-estar psicológico, mas agora não. O próprio Leão Lobo falou que o problema não era o jornalismo de celebridades, não era a TV, a fama. O problema era a droga. Quando pensei em parar, era por causa da droga. Então, vou levar mais alguns anos.

Se o Silvio Santos cansar da minha cara e me demitir, vou ser só escritor. Tudo pode mudar, mas nada mais vai ser traumático. A perda do SBT, a perda de O Dia ou da Ediouro, nada mais vai ser traumático na minha vida.

Acredita que sua escolha pelo Jornalismo é um reflexo do bullying que enfrentou quando mais jovem?
O bullying afetou mais no fato de eu ter demorado a escolher o Jornalismo por causa da minha insegurança. Eu achava que faria Administração porque nenhum teste vocacional dizia que eu seria jornalista. Mas insisti nisso!

Pensa em nova biografia?
Penso. Vou encontrar, no final do mês, com a Luana Piovani. Talvez seja ela.

 

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