Roberta Close comemora seus 40 anos de carreira no Brasil. Longe dos holofotes há 25 anos, quando se mudou para a Suíça com o marido, Roland Granacher, ela passará uma temporada no Rio para realizar alguns trabalhos.
Roberta Gambine Moreira ganhou o sobrenome artístico Close após estampar a capa da extinta revista Close, em 1981.
Uma das pioneiras em fazer a cirurgia de redesignação sexual, ela conta que passou pelo procedimento em Londres, na Inglaterra, em 1989. Desde então, tornou-se um ícone da luta contra o preconceito e qualquer forma de discriminação.
“Tive muitos obstáculos para ser aceita. Fui mal compreendida. Existiam valores muito fortes e rígidos na sociedade aqui no país. Lá fora, era mais compreendida. Era uma menina desde criança, mas tive que ir à Justiça para ter direito ao nome. Em 1992, fui à Justiça com a minha mãe”, afirma, lembrando que a mudança de registro de Luiz Roberto para Roberta começou em 1989 e terminou apenas em 2005.
Primeira modelo trans a posar nua para a edição brasileira da revista Playboy, em maio de 1984, Roberta Close desfilou para diversas grifes, incluindo Thierry Mugler, Guy Laroche e Jean Paul Gaultier, e estampou as capas de diversas revistas brasileiras.
Cheia de planos, ela conta que gostaria de ver sua vida nos palcos e, inclusive, já escreveu um texto para ter sua vida encenada em forma de musical. “É uma vontade, sim! O espetáculo, De Roberta a Close, já tenho todo escrito.”
