“Quando falamos em ‘trazer o Chorão de volta aos palcos’, é a banda que está voltando. O que significa que não vamos trazer novidades que não tenham a ver com o padrão. Isso aqui é para proteger um legado”, afirma Alexandre Abrão, o Xande, filho de Chorão, ao explicar, em entrevista coletiva, o projeto “Tamo aí na Atividade”, que chegará a Vitória em agosto.

Xande está à frente dos projetos relacionados à carreira do pai. “A turnê começa em julho e já estamos com 23 shows. Continuaremos com a história da banda, respeitando seu passado”.
Confira a entrevista abaixo:
AT2 – Fizeram esse show no aniversário de São Paulo, em janeiro. Como foi a receptividade do público?
Marcão São Paulo foi a primeira cidade que abraçou o nosso trabalho. Tocar para 30 mil pessoas foi demais! Essa experiência foi superlegal e queremos levar para outras cidades.
Já definiram o repertório?
Marcão Tocaremos os principais sucessos da banda. É importante lembrar que o Charlie Brown Jr. tem uma discografia: a banda foi de 1997 a 2013. Foi difícil fazer o repertório, porque tem muitas músicas. Dá para fazer um show de 30 e tantas músicas que tocaram no rádio. Mas vamos tocar aquelas que os fãs gostam e que são superimportantes na nossa história.
Vão ter canções inéditas?
Xande Sim!
Qual é a pegada da turnê?
Xande É uma celebração. Não gosto de “tributo”, porque acho uma palavra bem mórbida.
Receberão outros cantores?
Marcão Existe essa intenção. Sempre que estivermos em outras cidades, vamos convidar artistas para o palco. É algo que o Charlie Brown sempre fez: dar oportunidade.
Convidados das antigas?
Marcão Sim. Hoje você tem um telão incrível de led com uma interação do Chorão com o público, com imagens da banda, algo que a gente sempre quis fazer. E, hoje, nós temos condição de trazer essa experiência para vários fãs que não tiveram a oportunidade de assistir ao show do Charlie Brown, que, incrivelmente, vem renovando o público naturalmente, organicamente.
O intuito dessa retomada é justamente poder levar essa experiência na linguagem do Charlie Brown, que envolve o hip hop, o skate, a dança de rua…
Não terá mais “a voz” da banda?
Xande Duas pessoas farão isso, mas não como representantes da banda. Estarão como mestres de cerimônias. Temos o Panda (da banda Lá Raza) e tem um outro que vem por aí, mas ainda é segredo. Vai ser bem legal!
Mas será mesmo como um mestre de cerimônia, demonstrando todo o respeito que tem pelo legado da banda. Isso é uma coisa que o meu pai fazia muito.
Pretendem gravar o “Tamo Aí Na Atividade”?
Marcão Por que não? Não podemos descartar nada. É importante destacar que o Charlie Brown vai ser mantido no lugar em que ele está. Com todo o respeito ao grupo.
Holograma, com imagem em 3 dimensões, ainda não?
Xande Apesar dos avanços das placas de vídeo de computador, as imagens ainda ficam muito estáticas. Uma coisa que meu pai nunca foi. Quando a tecnologia conseguir levar essa energia dele, com fidelidade, teremos um holograma dele no palco.
Um projeto social também nasce com esse show?
Xande “Um Lugar ao Sol”. Parte da renda de todo show vai ser direcionado a instituições de combate ao vício em produtos químicos. Meu pai sempre ajudou muita gente, sem falar para ninguém. Estamos fazendo isso, também, para ajudar a família do Champignon (ex-baixista da banda que se suicidou em setembro de 2013).
