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Filmes capixabas na internet

O olhar volta-se para o negro da favela. Também para mulheres que estão encarceradas. Grávidas aguardam o momento do parto, sabendo que serão ...

“Rio das Lágrimas Secas”, de Saskia Sá, mostra vidas que foram devastadas por rompimento de barragem

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“Rio das Lágrimas Secas”, de Saskia Sá, mostra vidas que foram devastadas por rompimento de barragem (Foto: Divulgação)

O olhar volta-se para o negro da favela. Também para mulheres que estão encarceradas. Grávidas aguardam o momento do parto, sabendo que serão separadas dos filhos. Ainda há a fé, que sustenta tantos.

E não para aí. Há reflexões, resgate de uma das ruas mais boêmias de Vitória, sororidade, preconceito, extremismo. Mas, acima de tudo, há o olhar exclusivamente capixaba sobre tudo isso. O que está na tela fala “pocar” e aprecia moqueca. É o audiovisual do Estado. E é de graça.

O Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura), da Secretaria da Cultura (Secult), levantou os vídeos que estão disponíveis online, de graça, e está divulgando os links para o público assistir. Inicialmente, 17 títulos estão na lista, realizações de cineastas como Saskia Sá e Erly Vieira Jr., entre tantas outras pérolas capixabas. A ideia é oferecer conteúdo de qualidade em tempos de quarentena.

A seleção conta com diversos gêneros e temas em filmes rodados de Norte a Sul do Espírito Santo, e a lista está disponível no site secult.es.gov.br . Ela será atualizada sempre que a Secretaria receber mais filmes para disponibilizar. Os cineastas interessados devem mandar link e sinopse para [email protected].

Para ver em casa

“3331”
De Jorge Luiz do Nascimento – Nego Véio é um homem favelado, desempregado e em crise conjugal. Entre a véspera de um jogo de final da Copa do Mundo até o dia seguinte, ele circula por sua comunidade acompanhado do companheiro Maluco.

“Água Viva”
de Bárbara Ribeiro – Mulheres de uma turma de hidroginástica comunitária conversam submersas sobre questões femininas da terceira idade, como aposentadoria e maternidade.

“Avenca”, de Erly Vieira Jr, foi exibido no Festival de Tiradentes em 2010 (Foto: Divulgação)“Avenca”
De Erly Vieira Jr, – Pé de pitanga é danado pra dar marimbondo. Avenca só dá em casa de gente feliz. O filme do cineasta capixaba foi selecionado para o Festival de Tiradentes em 2010.

“Burunga, o Homem da Mulher de Pau”
De Oscar Ferreira – O curta vai da tragédia à comédia, trazendo à flor da pele profundas relações humanas em uma comunidade ribeirinha tradicional do Espírito Santo.

“C(elas)”
de Gabriela Santos Alves – Como vivem as presas do alojamento materno-infantil da penitenciária feminina de Cariacica, no Espírito Santo.

“Das Águas que Passam”
de Diego Zon – A imensidão do homem é um lugar suspenso no tempo, margeado por céu, terra, rio e mar.

“Exílio”
de Saskia Sá – Uma mulher presa em um não-lugar entre as suas lembranças, o presente árido e um futuro incerto em um filme abismo.

“Labor”
de Thiago Moulin – À frente de uma fábrica familiar, Fábio trabalha duro enquanto projeta seus sonhos numa espécie de mundo paralelo.

“O que Bererico Vai Pensar?”
de Diego Scarparo – Uma briga de famílias na vila de Burarama, no interior do Espírito Santo, serve de pano de fundo para uma reflexão sobre os regimes totalitários.

“Os Lados da Rua”
de Diego Zon – “Carrão” é um garoto excêntrico que vive livremente em uma típica cidade de interior.

“Pedras Pretas – Itaúnas de São Sebastião”
de Marcos Valério Guimarães – As festas de São Benedito e São Sebastião, em Itaúnas, momento principal do folclore da região.

“Procurando Madalena”
de Ricardo Sá – A origem da toada “Madalena”, eternizada na voz de Martinho da Vila, é investigada de maneira bem-humorada.

“Rio das Lágrimas Secas”
de Saskia Sá – Vidas que foram devastadas pelo rompimento da barragem de resíduos de mineração de Fundão, em 2015.

“Sombras do Tempo”
de Edson Ferreira – Um mergulho ao mais íntimo de um homem: suas memórias, marcadas por mistérios.

“UMA”
de Alexandre Barcelos – A Terra como organismo vivo, e nós como parte fundamental dessa jornada coletiva de ações, por meio de imagens que se relacionam.

“Uma Volta na Lama”
de Ursula Dart – Uma cidade cresce. Uma rua se modifica. Documentário realizado na cidade de Vitória, em 2010.

“Vento sul”
de Saskia Sá – Volto a Vitória em um dia de sol de junho, quando o vento vira sul e o céu se torna azul. Volto sem nunca ter saído. Vitória. Minha ilha. A cidade que nunca foi minha.

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