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Gabriel Leone: de bandido gato a lenda do rock

Em um momento, um bandido de luxo que enfrenta o próprio pai, um agente da lei. No outro, o garoto tímido que tinha 16 anos e se apaixonou por uma ...

Gabriel Leone está na série "Dom" e no filme "Eduardo e Mônica".

Última atualização

Em um momento, um bandido de luxo que enfrenta o próprio pai, um agente da lei. No outro, o garoto tímido que tinha 16 anos e se apaixonou por uma leonina que falava alemão. “E ele ainda nas aulinhas de inglês”. Os dois tipos tão distintos são vividos pelo mesmo ator, Gabriel Leone, que, na verdade, tem 27 anos.

Em “Dom”, série de oito episódios, disponível no Amazon Prime Video, o carioca é Pedro Dom, um jovem de classe média que passa de usuário de cocaína a líder de uma violenta quadrilha que assaltava prédios de luxo no Rio de Janeiro.

Baseada em uma história real, a produção já tem segunda temporada confirmada. Na vida real, Pedro Dom, o “Bandido Gato”, por conta de seus olhos azuis, morreu em uma operação policial antes de completar 24 anos. Para Gabriel, a série mostra a humanidade de Dom. “Ela apresenta acertos, erros e suas consequências. Procuramos fugir do maniqueísmo, e, em vez de julgar, estimular reflexões”, conta ao AT2.

Gabriel Leone está na série "Dom" e no filme "Eduardo e Mônica". (Foto: Jeff Segenreich/divulgação)

E das páginas policiais para o rock nacional. “Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?”. Os versos de Renato Russo que transformaram um casal em lenda do rock virou filme e transformou Gabriel Leone em Eduardo, o garoto que se apaixona perdidamente pela decidida Mônica (vivida pela atriz Alice Braga).

Ainda sem data para chegar aos cinemas, “Eduardo e Mônica” tem lugar garantido nos corações dos fãs da banda Legião Urbana. Gabriel se inclui entre eles. “Virei legionário por conta dos meus pais. Foi uma honra interpretar esse personagem criado pelo Renato e um desafio por ele ter dez anos a menos que eu”, diz.

Em breve, o ator também volta à telinha. Em “Um Lugar ao Sol”, nova novela das nove, ele vai fazer par romântico com Andréa Beltrão. “Tem sido uma experiência maravilhosa”, diz ele sobre a volta ao trabalho.


“Sigo aprendendo, crescendo”


AT2 Como foi o convite para protagonizar “Dom”?

Gabriel Leone Sempre tive admiração e vontade de trabalhar com Breno (Silveira, diretor da série). Quando ele me convidou para o projeto e contou a história real, topei na hora. Me interessei muito pela possibilidade de dialogar, através da série, com outras famílias que passam ou venham a passar por problemas similares aos da família do Pedro.

A produção foi realizada em locações reais e envolveu cenas de ação e violência. Como foi para você interpretar isso?

As locações deram um nível de realidade grande para as cenas e sempre tivemos uma estrutura muito segura para realizar todos os tipos de cena. As cenas de ação foram muito divertidas de gravar.

Qual foi o momento mais desafiador?

Nós gravamos a série, praticamente toda, em ordem cronológica e, bem no meio da temporada, há uma sequência de cenas de muita entrega emocional e física. Foram dias intensos, mas de muito companheirismo.

É diferente viver uma pessoa real?

Meu personagem foi construído a partir da visão de um pai sobre o filho. E quem me deu norte foi o Breno, que conviveu com Victor (pai do Pedro) por mais de dez anos. Também foi interessante entrar em contato, espontaneamente, com pessoas que conviveram com o Pedro.

Além de “Dom”, está em produções para o cinema que ainda não estrearam. Como vê isso?

Infelizmente, os filmes ainda não têm data de lançamento por conta da realidade trágica que ainda vivemos, não só devido à pandemia, mas também à péssima administração governamental ao longo da mesma. Espero que, em breve, tenhamos condições seguras para lançá-los.

É o Eduardo, de “Eduardo e Mônica”. Como foi vivê-lo?

A Legião Urbana é minha banda de rock brasileira favorita e Renato Russo, um dos meus poetas favoritos. Tive um processo divertidíssimo, construindo o Eduardo a partir das minhas próprias memórias e da parceria com a Alice Braga.

Também estará em “Um Lugar ao Sol”. Como tem sido esse retorno às novelas e como o veremos na telinha?

Me fez um bem enorme voltar ao ofício, um privilégio trabalhar na quarentena. A novela da Licia e do Maurício é incrível e também trabalhar com todos os protocolos de segurança com atrizes que admiro tanto, como Andréa Beltrão, Denise Fraga e Regina Braga.

Como essa pandemia te transformou? E como foi ficar longe dos palcos, do público, por tanto tempo?

Foi difícil pra cabeça ficar tanto tempo sem trabalhar, sem me sentir produtivo. Vivi um período intenso de autoconhecimento e tentei, ao máximo, me conectar com arte, especialmente com música, tanto pesquisando e ouvindo quanto tocando.

É bastante reservado em suas redes sociais e dá dicas de livros, filmes e HQs que curte. É intencional não falar sobre sua rotina? Por quê?

Me sinto bem mantendo minha rotina só entre mim, minha família e a Carla (Salle, namorada). Mas encontrei nas redes sociais um canal interessante para compartilhar arte de todo tipo que me emociona e divulgar meus trabalhos.

É um ator querido, está sempre emendando trabalhos e é bem recebido pelo público e crítica. Como é isso para você?

Eu procuro aproveitar ao máximo todas as oportunidades que tenho, desde que comecei minha carreira no teatro. Sigo aprendendo, crescendo. E fico muito feliz quando meus trabalhos são bem recebidos pelo público, afinal é pra ele que fazemos.

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