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Galã com garra de atleta

Bonito, simpático e com garra de um atleta! Afinal, nada veio fácil para o carioca Daniel Rangel, 24.Natural de Campos dos Goytacazes, interior do ...

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"2019 foi o ano que entendi o que é cuidar da saúde mental. Sempre achei que normal era estar bem", diz ator (Foto: Divulgação/TV Globo/João Mi)Bonito, simpático e com garra de um atleta! Afinal, nada veio fácil para o carioca Daniel Rangel, 24.

Natural de Campos dos Goytacazes, interior do Rio, ele teve de arregaçar as mangas para realizar o desejo de ser ator. Aos 14 anos, o artista teve a ideia de reunir amigos e montar a Rede Bastidores, que consistia em oito blogs com temas variados.

“Na minha cidade, eu não ia conseguir ter espaço para trabalhar com teatro. Como meus pais não podiam me dar o suporte financeiro necessário no Rio, montei essa estratégia para conseguir juntar dinheiro e me manter por, pelo menos, um ano na capital assim que me formasse no Ensino Médio.

Foram três anos bem loucos, desafiadores, mas que me possibilitaram seguir esse sonho”, conta ao AT2.

E deu certo! Na Cidade Maravilhosa, iniciou os estudos na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e já são sete anos batalhando pelo seu espaço. Atualmente, o ator vive o ginasta Tarantino na novela “Salve-se Quem Puder”, e, ao ter contato com atletas do esporte, se viu nesse lugar de determinação.

“Eles botam o corpo no limite para seguir o sonho de serem atletas medalhistas”, diz ele, que também deu vida a Dom Miguel em “Novo Mundo” (2017), novela que será reprisada a partir do dia 30.


“Busco ser de verdade no Instagram”

AT2 – Seus pais te apoiaram na carreira?

Daniel rangel – Sim, mas sempre tiveram pé no chão. Meu pai me puxou mais para a realidade, dizia que ninguém da família era artista. Já minha mãe tinha um pouco de acreditar no impossível, e eu herdei bastante isso dela.

Quando vim para o Rio, eles entenderam que eu não ia parar de lutar pelo meu sonho, aí moveram tudo que podiam para me ajudar. Hoje, ficam bobos quando me veem na TV.

Foram muitos desafios?

Sim. Tive que me descobrir como ator, entender a profissão. Foram muitos desafios profissionais e pessoais ao mesmo tempo. Os desafios continuam. Eles vão mudando, não acabam.

Teve determinação de um atleta?

Sem dúvida! Quando comecei a estudar a rotina dos atletas e conversei com medalhistas como Arthur Nory e Diego Hypólito, me identifiquei muito, porque abri mão de muitas coisas, e a minha disciplina e meu foco são muito grandes. Quando decidi ser ator, botei um foco absurdo, não fui deixando as coisas acontecerem. Eu traçava metas e ia atrás!

Precisou de um preparo físico para viver esse ginasta?

Sim. Nunca tinha feito um personagem que me exigisse essa preparação física. Então, quando recebi o convite para a novela, comecei a intensificar a musculação, a mudar a alimentação.

Nunca fui muito ligado a esporte. Agora, tenho gostado de ir à academia. (Risos)

Seu personagem é o filho mais velho e protetor. Tem irmãos?

Sim, mais velha, de 28 anos. Nossa relação sempre foi muito de cumplicidade.

Thiago Fragoso, seu pai na ficção, tem sido um bom pai?

Um pai exemplar! O Thiago Fragoso, não o personagem! (Risos) O Alan não dá conta daquela casa e aí fica tudo nas costas do Tarantino. Além dos irmãos pequenos, ainda tem o bisavô que tem Alzheimer, e ele cobra muito do pai por não sentir muito esse cuidado.

É a primeira vez que lida com Alzheimer?

Agora estou acompanhando um pouquinho do que é Alzheimer com meu avô paterno, mas está sendo uma novidade para a família toda. Estava sem ver o meu avô há seis meses, e, quando fui no Natal, ele já estava um pouco mais debilitado, no sentido da memória. Foi estranho ver meu avô não lembrando das coisas. Meu personagem tem me ajudado a lidar com isso.

Em seu Instagram, falou muito sobre saúde mental. O que aconteceu?

2019 foi o ano que entendi o que é cuidar da saúde mental, porque sempre achei que o normal era todo ser humano estar bem, com sentimentos bons. No ano passado, me deparei com outros sentimentos que são humanos também, mas que eu não tinha sentido ainda.

Foi um ano de muito aprendizado, de ter realmente uma vigilância quanto à minha saúde mental: estar fazendo as coisas que gosto, com as pessoas que gosto, vivendo a vida de forma leve.

Quis dar esse relato porque procuro ser de verdade no Instagram, não ser só um robozinho que posta foto. É claro que vou continuar falando do meu trabalho, mas é importante falar de saúde mental, principalmente neste momento, em que os números cada vez mais evidenciam que a sociedade precisa falar sobre assuntos como ansiedade e depressão! Se as pessoas não falam, elas não entendem.

Como lida com a fama de galã?

Não me incomoda, porque não acredito nele. Acho que é uma visão que as pessoas têm a respeito da gente.

Continua solteiro?

Sim, na função de pai do Simba, meu cachorro. Esse é meu estado civil neste momento.

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