- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Entretenimento

Galã da TV dá aula online de canto

Ator, cantor, músico e cineasta. Aos 34 anos, sendo 15 deles de carreira, Marcel Octávio é o que se chama de artista multifacetado. E, neste ...

Última atualização

Marcel: "Dar aula, seja presencial ou online, me trouxe mais segurança, certeza do meu trabalho e também do que quero passar para quem deseja aprender o que sei" (Foto: Divulgação)Ator, cantor, músico e cineasta. Aos 34 anos, sendo 15 deles de carreira, Marcel Octávio é o que se chama de artista multifacetado. E, neste caleidoscópio criativo, há também a faceta de professor.

É que, durante a pandemia, o carioca começou a dar aulas online de canto. “Eu sempre estudei muito, mas nunca tinha ensinado. Foi um processo novo para mim, enriquecedor”, explica, ao AT2, o galã ruivo.

E continua: “Dar aula, seja presencial ou online, me trouxe mais segurança, certeza do meu trabalho e também do que quero passar para quem deseja aprender o que sei”, salienta o ator que, paralelamente às aulas de canto, está prestes a retornar aos palcos com o espetáculo “Donna Summer – o Musical”.

A peça estrelada por Karin Hils, Jeniffer Nascimento e Amanda Souza será encenada na próxima semana, em São Paulo, e é dirigida por Miguel Falabella. Nela, Marcel, que estreou na novela “Tempo de Amar”, na Globo, dá vida a Neil Bogart, dono da primeira gravadora de Donna Summer (1948-2012).

Marcel, que estudou na Stella Adler School of Arts, em Nova Iorque, também participou de “O Tempo Não Para” e da série “Desalma”, da Globoplay.

Após “Donna Summer”, o artista pretende rodar o País com um novo espetáculo. “Uma pequena turnê com o musical ‘Cássia Eller’, no qual interpreto Nando Reis. Também estou ensaiando uma comédia musical”, adianta ele, que vive a expectativa de reabrir seu espaço cultural com a mulher, atriz Mariana Gallindo. “Estou esperando melhorar a situação das vacinas”, diz.
 


“Comecei aulas de teatro porque era muito tímido”


AT2 Volta a atuar no teatro com o musical sobre Donna Summer. O espetáculo estreou no ano passado, mas as sessões foram suspensas por causa da pandemia. Foi difícil lidar com a interrupção?

Marcel Octávio O “Summer” parou em março do ano passado, mesmo mês que eu tive covid junto com a minha esposa e a minha mãe. Ficamos acamados por um mês inteiro, uma experiência difícil, mas saímos bem.

Foi duro lidar com um ano inteiro sem trabalhos, mas eu e Mari decidimos não ficar parados. Nós montamos nosso espaço cultural aqui em São Paulo.

O que significa voltar aos palcos?

Significa, gradualmente, voltar a fazer aquilo que mais amo: atuar. Estar na frente do público é tudo para mim.

Como vê os caminhos abertos por Donna Summer?

Donna abriu o caminho para todas as divas do mundo pop, isso é inegável. Ela foi rainha de uma era inteira. Gente que corria para as boates para ouvir Donna cantar sobre sexo de maneira livre. A sua música impactou profundamente os movimentos LGBTQIA+. Donna falava de libertação sexual em suas letras, num momento em que isso nem podia ser discutido.

No musical, interpreta o Neil Bogart, um antagonista.

Neil é um personagem fantástico, porque ele pode ser tudo ao mesmo tempo. Ele soube elevar Donna ao status de diva. Virou seu amigo e guia no showbusiness, mas também não dividiu os lucros quando eles vieram. Pode-se dizer que pagou um preço caro por isso. Acho que o Neil revela nosso lado sombrio que, muitas vezes, não queremos admitir que existe, mas ele faz parte de nós. Para controlá-lo, temos que aceitar isso.

O que é preciso para que o brasileiro abrace de vez os musicais, assim como os americanos?

Francamente, o brasileiro precisa de um Brasil melhor. Um Brasil que entenda que educação realmente é a chave para destravar qualquer mudança. Precisa entender que política de apoio à cultura é coisa séria, não é esmola. Enquanto não entender isso, nunca teremos um público que realmente abrace o teatro.

Além de cantar, toca piano, acordeon, violão… Sempre teve familiaridade com a música?

Aprendi a cantar desde cedo com minha mãe, Sonia Dumont, que é atriz e professora de canto e voz. Foi ela que me incentivou a aprender piano desde cedo. Daí, eu comecei a expandir meus horizontes musicais, depois de começar a atuar, para poder juntar tudo quando quisesse. Fui aprender acordeon, depois violão e até castanhola já aprendi para uma peça.

Quais são as suas primeiras lembranças musicais?

Eu lembro que, quando era pequeno, devia ter 5 anos, minha mãe me ensinava cantigas em alemão pra cantar com ela em casa. Depois, lembro de aprender piano com 6, 7 anos e como eu decorava as notas. Minha professora de piano colocava cartas com os nomes das notas apoiadas sobre cada nota no piano.

São 15 anos atuando na televisão e nos palcos. Que lições tirou dessa trajetória?

Eles me ensinaram que não existe um nível máximo para atuar. Sempre tem o que aprender. Atuar não é uma coisa fechada. Eu preciso praticar e treinar constantemente e, toda hora, vejo que posso melhorar em algum lugar. Este ano, por exemplo, comecei a aprender dublagem, algo que nunca tinha experimentado na vida.

Como é dedicar quase metade da sua vida à arte?

Eu comecei as aulas de teatro porque era muito tímido, mas ainda não achava que seria minha profissão. Precisei começar a faculdade de Direito para perceber que meu propósito na vida era ser ator. Nenhuma outra coisa me traria tanta felicidade quanto atuar.

Quais são os projetos que você irá tocar ainda neste ano?

Eu criei meu curso de canto e voz, tanto online quanto presencial, utilizando a Casa Henriquieta. Já a Mari, minha esposa, levou para o espaço seu projeto de dança com mulheres da terceira idade, o “Sexagenárias”. Além disso, usamos o espaço para desenvolver e executar nosso primeiro show online, “Bug do Milênio”, e já contamos com outros parceiros que utilizam o espaço.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.