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Galã enfrenta o desafio de fazer rir

Nando Rodrigues fala de sua estreia em comédia, que o ajudou a superar a dor da perda de Paulo Gustavo

O ator Nando Rodrigues está estreando na comédia

Última atualização

   

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O ator Nando Rodrigues adora que elogiem o seu sorriso. Agora, sua missão é arrancar risadas do público. É que o galã está estreando na comédia.

Na nova temporada do “Vai Que Cola”,  o campo-grandense de 37 anos vive o personagem Kevinho. “Ele é um sujeito boa praça, um tanto quanto atrapalhado e medroso, mas que, ao mesmo tempo, é vigia noturno e técnico do time de futebol do Méier”, resume o ator.

Segundo Nando, Kevinho também é “paquerado” pelas mulheres do elenco do humorístico, que se passa no Méier, no subúrbio do Rio de Janeiro. 

“Acredito que só isso já vai render muitas gargalhadas”, diz o artista, que estreou na televisão na novela “Vende-se um Véu de Noiva”, do TV Tribuna/SBT.

“Esse foi um momento marcante na minha carreira. Foi o meu primeiro trabalho na TV, numa obra da novelista Janete Clair ”, conta sobre seus primeiros passos na carreira.  

Para Nando, estar hoje no sitcom é mais do que um trabalho no currículo. É também uma forma de superar a dor e o luto pela morte do amigo Paulo Gustavo. O humorista morreu em maio deste ano de covid.

 













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“Era amigo do Paulo desde 2005, quando ainda estávamos na Casa das Artes de Laranjeiras, na CAL ”, afirma Nando, que diz ter se sentido abraçado e querido pelos colegas do set.

“Todos tiveram cuidado e paciência com quem estava chegando”, ressalta ele, que também adianta quais são os seus planos para o futuro. 

“Sempre tenho meus projetos pessoais, que acabam tomando mais força quando estou em uma ‘entressafra’ de gravação. Sempre foi minha prioridade atuar, mas tenho uma empresa de sustentabilidade em Florianópolis e estamos com um grande  projeto para o ano que vem! Estou muito empolgado e empenhado nele no momento”, salienta.


“Sorriso é a melhor forma de expressar gratidão”, diz Nando Rodrigues


AT2 – É uma pessoa que chama a atenção pelo riso frouxo. Qual o poder de cura de um sorriso? 

Nando Rodrigues – Ah, que maravilha! Esse, sem dúvida, é um tema que me encanta: sorrir. Adoro quando falam do meu sorriso!

Acredito que essa seja a melhor forma de expressar gratidão para a vida e para as pessoas! Tem uma frase que eu gosto muito que responde bem a essa pergunta: “Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios”, de Martin Luther King.

Além de galã, é escorpiano. A soma desses fatores ajuda na hora da conquista? 

Eu não me considero galã, embora eu não tenha nada contra o “rótulo”. Aliás, pelo contrário. Recebo com muito carinho. 

Mas ser escorpiano mexe comigo. (Risos) Adoro o meu signo e temos fama de bons amantes, não é mesmo? (Risos) Mas o que ajuda na hora da conquista, na minha opinião, é ser de verdade e espontâneo, e arrancar um bom sorriso do outro. Isso é tiro e queda!

Qual a sua relação com o futuro? Como lida com as possibilidades que ele te proporciona?

Não sou muito de me preocupar com o meu futuro. Vivo muito o presente e acredito que o futuro depende das minhas ações agora. 

O que me faz pensar no futuro é desmatamento, desigualdade social, mineração, combustíveis fósseis, a fome que ainda assola grande parte na nossa população e por aí vai. Precisamos parar e olhar para isso tudo com verdade. O tempo está passando e esse, sim, é um caminho sem volta. 

Como surgiu a oportunidade de atuar em  “Vai que Cola”?

Fui convidado pelo Multishow para fazer um teste de um novo personagem que entraria para esta temporada. No início, fiquei um pouco assustado, pois nunca tinha feito comédia. Mas avancei nos testes e acabei sendo o escolhido! 

Foi um grande desafio fazer comédia, não imaginava que fosse tão preciso. Temos a ideia de que tudo é feito a “grosso modo”, mas não é.

O que mais o atraiu em participar da série de humor?

Estar ao lado de um elenco tão estrelado como aquele é  um grande privilégio. Como não tive muito tempo para preparar o Kevinho, foi fundamental contracenar com um elenco entrosado e experiente. Foi uma primeira experiência memorável, e de muito aprendizado. 

Como amigo do Paulo Gustavo, como foi participar de uma produção que tinha a presença tão forte dele?

Sempre fui fã do Paulo. E estar lá sem ele é dolorido. Mas recebi esse convite como um presente e uma oportunidade de experienciar, pela primeira vez, a comédia.

Como foi gravar durante a pandemia, com o público presente virtualmente?

Devido à pandemia, muitas coisas tiveram que ser adaptadas para que pudéssemos continuar gravando, e uma delas foi a plateia virtual.

Mas essa transição, mesmo que estranha em um primeiro momento, foi o que nos possibilitou estar de volta ao palco.

Acho sempre válido ter o público por perto, mas são novos tempos, tivemos que nos adaptar!

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