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Galã movido a adrenalina

Quem vê o ator Caio Castro na telinha talvez não imagine que uma das suas paixões seja a velocidade e o automobilismo. Pode não parecer, mas a ...

Caio Castro: “O Senna está presente em todas as minhas disputas e momentos na pista” .

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Quem vê o ator Caio Castro na telinha talvez não imagine que uma das suas paixões seja a velocidade e o automobilismo. Pode não parecer, mas a relação começou quando ele era uma criança!

Desde a infância, o galã se sente atraído por carros velozes e o ronco de seus motores. “Desde quando era pequeno, eu tinha paixão por velocidade e adrenalina”, rebobina, na memória, o ator de 31 anos.

“Sempre gostei de corrida. Lembro da minha mãe comentando que, quando eu estava com 3 ou 4 anos, tinha um velotrol e já dava cavalo de pau com ele!”, contou, aos risos.

Caio Castro: “O Senna está presente em todas as minhas disputas e momentos na pista” . (Foto: Matheus Coutinho/Divulgação)

Demorou, mas as maluquices de criança com o triciclo acabaram virando coisa séria. Tanto que levaram o ator para as pistas de corrida.

O início dessa trajetória aconteceu quase ao mesmo tempo em que Caio dava seus primeiros passos na TV. “Comecei nas novelas em 2007 e a correr com kart em 2008. O meu crescimento no automobilismo foi concomitante com a novela”, diz.

Agora, mais de 10 anos depois e várias competições, Caio vai disputar a Porsche Cup. No próximo ano, ele estreia na modalidade em que os carros podem chegar a 300 km/h.

E frio na barriga, claro, vai estar presente antes de cada corrida. “Bate um nervosismo… Sempre bateu. E é um pouco disso que me move!”, diz ele, sobre sua estreia.

“A preocupação existe sempre”

AT2 Você disse que, desde pequeno, gostava de adrenalina. Além da história do cavalo de pau com velotrol, outros casos mostram sua paixão pela velocidade?

Caio Castro Agora que eu me lembro, não. Mas sempre me imaginei dirigindo, pilotando… Eu sempre gostei de carros, do barulho do motor, de competir corrida… Sempre.

O que te levou a esse universo? Alguém te incentivou?

Sempre gostei muito de carros, acompanhava as corridas com meu pai. Aos 19 anos, corria de kart, me profissionalizei e não parei mais.

Como foi essa caminhada até chegar à Porsche Cup? Quais foram os desafios?

Foram mais de 10 anos participando de campeonatos, corridas, capotagens… (Risos) Cada uma dessas etapas teve desafios que precisei superar. E fico feliz com essa trajetória que venho traçando no automobilismo.

O que te fez optar por essa categoria?

Primeiro, eu experimentei diversas categorias diferentes e passei por algumas modalidades. Mas o que me chamou a atenção foi uma categoria monogestão. O equipamento é igual para todo mundo. Não existe maior investimento para uma equipe.

Todo mundo entra na pista com o mesmo motor e equipamento. Isso torna a competição mais justa e acirrada. Tem uma competitividade que, ao meu ver, é mais interessante. Essa é a principal razão. 

Algo em comum entre ser piloto e ser ator? Ou as sensações são completamente diferentes?

Acho que são sensações diferentes. Não consigo compará-las.

Antes de correr, você tem ritual de preparação? Ouve uma música específica ou tem alguma superstição?

Tenho, mas é muito pessoal.

Pensa em aliar sua paixão pelo automobilismo com a carreira de ator?

Não pensei sobre isso, mas seria legal… Adoraria interpretar um piloto. Quem sabe o Ayrton Senna? Seria incrível!

Você se inspira muito no Senna, não? O que leva dele para sua trajetória?

Infelizmente, não tive o prazer de vê-lo correndo. Lembro alguns momentos dos meus pais assistindo à Fórmula 1. Quando ingressei no automobilismo, ele foi referência para mim. E continua sendo, pela determinação e pela superação.

E, quando acho que não vai dar, quando as coisas se tornam cansativas, eu lembro que sempre vai ter uma forcinha a mais para levantar a taça. O Senna está presente em todas as minhas disputas e momentos na pista. Quando a coisa começa a apertar, eu lembro dele.

Sonha em competir na F1?

Acho que todo apaixonado por automobilismo sonha. Mas, contra fatos, não há argumentos. Não tenho mais idade para competir nela. A maior parte do grid é abaixo de 25 anos. Mas tenho vontade, não vou mentir.

Qual foi a reação da sua família ao saber que ia disputar a Porsche Cup? A sua mãe ficou muito preocupada?

As mulheres da minha família ficaram! Minha mãe tomou um sustinho… Escutei delas que a preocupação é grande, mas a intenção é me ver feliz. E estou feliz com toda essa atmosfera atual. A preocupação existe sempre, existe de mim comigo mesmo. É normal. Já a rapaziada lá em casa ficou empolgada! (Risos)

Vai conseguir conciliar sua vida de ator com a de piloto ou pretende dar um tempo das atuações?

Uma coisa não inviabiliza a outra. Há alguns anos, eu encontrei uma metodologia de trabalho no qual faço um ano de novela e, no outro, faço outras coisas. Isso serve para oxigenar minhas ideias. Então, em 2021, o meu foco na corrida.

Por fim, quais são seus planos artísticos para este ano?

Há poucas semanas, eu estava em três novelas distintas: em “Novo Mundo”, como Dom Pedro; em “Fina Estampa”, como Antenor, e em “Malhação”. Ou seja, o público ainda deve me ver bastante atuando. (Risos) Fora isso, tenho outros projetos de atuação.

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