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ENTREVISTA

Galã segue passos de Brad Pitt

O ator carioca Gabriel Quintella conta sobre sua experiência nos Estados Unidos e nova série em streaming

“Se você não correr atrás do que sempre sonhou, não está fazendo aquilo que foi programado para fazer na Terra”, acredita o ator

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Ser bonito não basta para se tornar astro internacional. É preciso se dedicar aos estudos e, por isso, o carioca Gabriel Quintella, 24, tem buscado aprender com os melhores profissionais de Hollywood.

Morando em Los Angeles (EUA) há seis meses, o galã tem participado de aulas com os principais nomes da atuação, como Larry Moss e Ivana Chubbuck, que já foram coaches de Leonardo DiCaprio e Brad Pitt.

“São dois grandes nomes que me inspiram. E me identifico bastante, não só por ter estudado com os mesmos professores, mas também porque sei o quanto ambos estudam. O trabalho duro nunca para, nem mesmo para aqueles que já alcançaram tudo o que queriam. Isso que é a maravilha do trabalho do ator”, afirma o jovem ao AT2. 

As escolhas de Quintella fazem com que ele acredite que está percorrendo o caminho ideal rumo ao estrelato. “Posso dizer que estou seguindo os passos certos para construir meu legado. Por minha dedicação e determinação, acordo todo dia sabendo que estou cada vez mais perto de realizar o que sonho”, diz ele, que, no momento, grava filme no Brasil.

O galã é um dos destaques da série “Temporada de Verão”, na Netflix, onde faz par romântico com Giovanna Rispoli. “Ela é uma ótima atriz e super aberta. Conseguimos criar juntos o passado mais específico da nossa relação, o que nos ajudou a ter entrosamento e dar o máximo de romance para que Léo e Helena pudessem conquistar a audiência”. 

No currículo do carioca, ainda estão 4 longas, e a interpretação do dramaturgo Domingos de Oliveira na peça “Os Melhores Anos das Nossas Vidas”.


“Podem me chamar de galã”, diz o ator


AT2 – Quando descobriu que queria trabalhar com arte? 

Gabriel Quintella – Desde pequeno, sabia que eu era artista. Sempre adorei colocar um sorriso no rosto das pessoas e fazê-las sentirem alguma coisa. No entanto, como fui crescendo, cheguei aos 17 anos pronto pra fazer Enem e, como ainda não estudava como ator, fui encaminhado para o Direito. 

Teve apoio da família?

Minha família, no início, achou que seria mais um hobby. Então, me falaram para terminar a faculdade, conciliando com os estudos de ator. Com o tempo e mesmo levando a faculdade sem nunca ter repetido matéria, meus pais perceberam que estava conseguindo vários trabalhos na carreira de ator.

Daí, partiu da minha própria vontade terminar a faculdade e continuar estudando muito como ator, lutando para conseguir o meu espaço nessa profissão. 

Os astros internacionais são grandes influências para você? 

Definitivamente. Ver o nível de realismo imenso na interpretação desses atores e atrizes me fez querer alcançar esse nível. 

Como se deu a mudança do Brasil para os Estados Unidos?

Foi difícil no início, passei por coisas que só Deus sabe. O que me ajudou 100% foi a minha fluência no inglês. Com isso, consegui marcar meu espaço lá. O fato de acreditar, com toda a minha alma, que, se você não correr atrás do que sempre sonhou, não está fazendo aquilo que foi programado para fazer na Terra.

Ao chegar a Los Angeles, viu uma realidade muito diferente do Rio de Janeiro? Há mais espaço para novos atores?

Sim, de fato. Em minha experiência em Los Angeles até agora, posso dizer que é a cidade mais internacional do planeta. E essa indústria procura talentos, pessoas dedicadas, determinadas e focadas, não importa se você é ou não estadunidense. 

Tem o ator James Dean, que se tornou símbolo de rebeldia, como sua maior inspiração. Você se acha um pouco rebelde?

Com certeza! (Risos) James Dean veio para mim sem eu ter procurado. Quando estava começando na carreira artística, tinha apenas 3 anos como ator, já percebia pessoas me falando que eu parecia muito com o James Dean, não só fisicamente, mas, principalmente, pelo jeito. Quando ouvi isso de um mentor meu da época, me deu o gatilho de pesquisar sobre ele, ver seus filmes, documentários e peças. 

Quando terminei de ver a biografia de Dean, entendi o porquê de tantas pessoas me falarem sempre dele quando me conheciam. E não foi diferente nos Estados Unidos. Sem eu precisar falar nada, as pessoas começaram a me chamar de “James Dean brasileiro”. Isso sempre foi motivo de sorriso para mim, sempre achei essas coincidências engraçadas.

Com quem gostaria de atuar e quais papéis gostaria de encarar?

Eu tenho muitos objetivos e muitos personagens interessantíssimos pela frente. Eu busco sempre os desafios de novos personagens pelos quais me apaixono quando leio o roteiro. Tenho um grande objetivo de interpretar uma nova cinebiografia de James Dean, será uma grande realização minha.

Tem chamado muita atenção não só por sua atuação, mas também pela beleza em “Temporada de Verão”. Como lida com o rótulo de galã? Te incomoda o fato de aparecer “descamisado” na série? 

Não me importo com essa rotulação de galã. Procuro cuidar da minha beleza e saúde sempre, pois são partes do meu trabalho como ator. Não tenho nenhum problema em aparecer sem camisa na série. Essa “sexualização” do personagem tem um objetivo e não é aleatória, não é só pra chamar a atenção. Por isso, não vejo nenhum problema em aparecer de toalha, sem camisa ou só com a parte de baixo do wetsuit de surf. A sexualização, quando tem um significado por trás, não me incomoda nem um pouco. E, se quiserem me chamar de galã, podem me chamar! (Risos) Não vejo nenhum problema e tomo como elogio da audiência.

O que faz para manter a saúde física e mental?

A minha rotina de estudo é de pelo menos 3 horas por dia e mantenho uma dieta regrada, somada à prática de diversos esportes. Amo me exercitar, não nasci para ficar parado. Preciso crer que estou correndo e chegando perto dos meus objetivos.

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