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Gastronomia

Do cafezinho ao skydive: como o café capixaba invade o mundo do esporte

Parcerias entre o Café Raízes, a Arena Dois Zero Dois e a Skydive ES mostram um novo posicionamento da bebida

Do cafezinho ao skydive: como o café capixaba invade o mundo do esporte
- Parcerias entre o Café Raízes, a Arena Dois Zero Dois e a Skydive ES mostram um novo posicionamento da bebida
Foto de perfil de Atilio Esperandio

Atilio Esperandio

Jornalista formado pela FAESA é apaixonado por esportes e especialista em esportes capixaba. Atualmente é repórter multimídia no portal Tribuna Online onde cobre o Brasil e o mundo, além de apresentar o podcast Apita Aí na TV Tribuna Band, sempre falando do melhor do esporte!

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Imaginar um café sendo servido momentos antes de um salto de paraquedas pode parecer inusitado. Mas é exatamente essa cena que o Café Raízes, marca capixaba de cafés especiais, tem protagonizado em parceria com a Skydive ES, a primeira escola de paraquedismo do Espírito Santo. A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo que une a bebida a ambientes esportivos — e que já inclui também a Arena Dois Zero Dois, espaço voltado ao futevôlei, vôlei de praia e beach tennis na Grande Vitória.

As ativações não seguem um formato fixo. Na Skydive, a marca foi exposta para quem estava em terra e a bebida foi oferecida aos participantes em canecas personalizadas, antes dos saltos. Na Arena, o café entra como parte da rotina matinal dos alunos — um cafezinho oferecido no início das aulas que resgata a memória afetiva da bebida e associa a marca ao momento da prática esportiva. Em campeonatos, a presença se multiplica em banners, camisas e brindes.

“O café entra como parte natural desse ecossistema”

Para Matheus Magalhães, analista de mercado do agronegócio e sócio-diretor da marca, o movimento reflete uma mudança no perfil do consumidor. Segundo ele, o público que frequenta esses espaços busca experiências associadas à saúde, ao lazer e à convivência — e o café passa a se encaixar naturalmente nesse contexto.

“São locais onde a energia é alta, o contato humano é próximo e o café entra como parte natural desse ecossistema. Esses eventos não seguem um formato fixo. São diversas ativações, em diferentes projetos e contextos, em que o café faz parte da rotina das pessoas que participam das modalidades esportivas nesses ambientes”, disse Matheus.

Espírito Santo e o peso do café no agronegócio

Por trás das ativações, há um cenário produtivo expressivo. O Espírito Santo está entre os maiores produtores de café do Brasil e responde por cerca de 70% da produção nacional de conilon. A cafeicultura capixaba envolve aproximadamente 60 mil propriedades rurais, tem forte presença da agricultura familiar e figura entre as principais atividades do agronegócio estadual.

Para Magalhães, a aproximação entre café, esporte e experiências urbanas representa um mercado ainda em desenvolvimento, mas com potencial estratégico claro — especialmente para o segmento de cafés especiais. Ao participar de eventos e ativações, marcas e produtores conseguem agregar valor ao produto, reduzir a dependência do mercado de commodities e criar novas formas de conexão com o consumidor.

“No Espírito Santo, o cenário é especialmente promissor. Para os pequenos produtores e marcas regionais, o impacto pode ser ainda mais significativo. Ao participar dessas iniciativas, eles conseguem encurtar a distância até o consumidor final. A combinação entre tradição no campo e um ambiente urbano cada vez mais aberto a experiências cria um terreno fértil para esse novo mercado”, disse o analista.


Tags Café

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