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Quem vê o ator João Fenerich, 32 anos, interpretando o cirurgião cardiovascular Soares em “Quanto Mais Vida, Melhor” não imagina que ele, além de ator, é fotógrafo premiado, designer, ceramista, administrador e “adoraria aprender a tocar piano ou violão”.
O ator multitalentoso, que faturou premiações por cliques feitos no Mianmar e no Nepal, conta ao AT2 que a fotografia surgiu como um hobby e que hoje representa mais do que isso.
“Quero que as minhas fotos sejam instrumento para falarmos de assuntos importantes a serem debatidos na nossa sociedade, como as questões dos fluxos migratórios, a caça às pessoas albinas, entre tantos outros. É, na verdade, a minha ‘arma’ para lutar contra tantos problemas que temos em níveis sociais. E é claro que eu fico feliz com os prêmios, mas o maior presente que tenho como fotógrafo é ver como as minhas fotos tocam as pessoas de diferentes formas”.
Trabalhos manuais
Sobre seu lado artesão, João explica que aprendeu a fazer cerâmica durante as gravações da novela e, agora, mantém a atividade.
“A cerâmica é, de fato, um presente na minha vida. Inclusive, comecei a fazer aulas por causa de uma capixaba. Atualmente, tenho finalizado a minha coleção que será vendida aqui em São Paulo. Tenho feito algumas peças para presentear amigos e tentando inovar em algumas criações. Pode ser que em breve surja um personagem que terá a cerâmica como parte de sua vida”.
E tem mais. O artista também ama cozinhar. Ele revela que adora reunir amigos para uma noite de vinho e fazer comida para os convidados.
Além disso, João diz que voltou a morar em São Paulo com a mãe depois de um ano morando no Rio por conta da novela.
“É preciso ter responsabilidade afetiva”, diz o ator
AT2 – Fotografa, atua, é ceramista. Também canta? O que mais você faz?
João Fenerich – Adoraria cantar e saber tocar piano ou violão. Acho que são os próximos skills que quero ter. Adoro tudo relacionado aos trabalhos manuais. Faço meus próprios home sprays, porta-copos com pedaços das árvores que caem na fazenda da minha família, e também faço algumas coisas como designer – minhas e para pessoas próximas.
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Sua família não te apoiou quando decidiu virar ator. Como encarou isso?
De alguma forma, eu até entendo parte da minha família. Eu tinha uma carreira já consolidada e abandonei tudo para fazer o que eu realmente amava. No começo, foi mais difícil, porque, de alguma maneira, muita gente ainda tinha o pé atrás e eu sentia uma certa pressão em fazê-los acreditar na minha decisão. Mas hoje, principalmente depois da novela, o jogo virou! Impressionante como fazer uma novela faz as pessoas te validarem.
Fez um mochilão de três meses pela Ásia. Pode contar algumas histórias que viveu por lá?
Essa minha viagem foi de fato um grande divisor de águas na minha vida. Foi na volta dela que eu comecei a estudar teatro e tudo mudou. Aconteceu tanta coisa… Posso dizer que fui de meditar com monges budistas em um dos templos mais sagrados do mundo (Tiger’s Nest, no Butão) a ir nas maiores e mais loucas festas da minha vida. Foi a melhor experiência cultural que já tive.
Está solteiro ou namorando? Qual a parceira ideal?
Estou solteiro já tem um tempo. No início da pandemia, evitei ao máximo sair, e assim acaba ficando mais difícil conhecer pessoas novas, né? Mas, hoje, uma parceira ideal pra mim seria alguém que admiro por sua intelectualidade, responsabilidade afetiva e vontade de fazer dar certo! É o que eu mais espero de alguém. Acho que não é pedir muito, né?
Como mantém a forma?
Sempre fui uma pessoa que ama fazer atividade física. Atualmente, faço ioga, academia, corrida e, quando consigo, ainda faço algumas aulas de circo. Muita coisa, mas, sem isso, sinto que afeta não só meu corpo quanto minha mente também.