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Luta contra câncer e recomeço mágico

A vida é um ciclo. Leonardo Rosa, de 36 anos, que o diga! Foi diagnosticado com câncer nos testículos em 2017 e, em seguida, soube que a doença havia ...

Volta à TV no papel de um jornalista em “Amor de Mãe”

Última atualização

A vida é um ciclo. Leonardo Rosa, de 36 anos, que o diga! Foi diagnosticado com câncer nos testículos em 2017 e, em seguida, soube que a doença havia se espalhado, com duas metástases. Hoje, o ator diz que é tempo de “sorrir para a vida”.

Voltou à TV, como o jornalista investigativo César na novela “Amor de Mãe”, e até foi curtir o Carnaval na Sapucaí! “Viver esse recomeço tem sido mágico”, diz ao AT2.

Mas até chegar a esse ponto, foram muitas etapas. Vencidas uma a uma. Com tratamento tradicional, que incluem 29 sessões de quimioterapia, duas cirurgias e terapia alternativa.

Hoje, Léo Rosa segue com a chamada terapia Gerson, que é baseada em princípios naturais, principalmente alimentação.

Em seu Instagram, ele tem falado sobre o tratamento e comemorado: “Dois anos atrás, assisti aos desfiles das escolas de samba do Rio deitado na maca do hospital, em Porto Alegre, fazendo quimioterapia. Muito debilitado. Hoje vi ao vivo. Me senti forte. Noite de muito amor”, escreveu o ator, que chegou a receber a notícia de que teria apenas seis meses de vida.

“Mesmo doendo, sorrio. Quando me alegro, felicito”

At2 – Está em fase de comemorar seus retornos. Como foi voltar a atuar em “Amor de Mãe”?

Léo Rosa – Não sei nem dizer. Voltar a trabalhar… E voltar com o texto da Manuela Dias, falando de um Brasil tão real, mostrando a questão ambiental de maneira muito clara, a força do povo brasileiro, capaz de superar as maiores adversidades em busca dos seus sonhos…

Léo: “Me considero um pensador” (Foto: Reprodução Instagram)Quero, cada vez mais, contar esse tipo de história. Fazer refletir sobre a loucura que estamos vivendo. E dialogar com quem sabe que não está tudo bem. E que é necessário que reflitamos… Todos.

Foi imediatamente reconhecido como o jornalista César. Como foi a receptividade do público?

Muito bom o público reconhecer a força de alguém voltando a trabalhar. Me senti querido e respeitado por quem veio me parabenizar ou elogiar por mais essa conquista. E voltar ao set de gravação era um desejo meu muito forte, desde que tive que me afastar.

Você curte poesia. Sempre foi um cara sensível ou mudou sua forma de ver as coisas ao ser desafiado pelo câncer?

Mesmo doendo, sorrio. Quando me alegro então, aí felicito. Me considero um pensador. Gosto desse exercício de me ver observando algo, sabendo que não sei sobre aquilo. Nem sei se saberei. Mas pergunto. É onde mais insisto. Isso talvez seja o que chamam poesia. Todo dia acordo espantado com o tanto que não sei.

Nos últimos anos, repassou o texto da sua vida. Como foi esse processo?

Repasso mais do que o texto. Repasso o gesto. A ausência do gesto. O silêncio de quem sei que eu posso contar. Mas repasso mais ainda, no olho e na mente, quem está junto, unido, disponível, inteiro para mim, mesmo conhecendo meus defeitos, sabendo das minhas inconstâncias e aceitando minhas manias e fracassos.
Aprendi a lidar com meus bons fracassos. Agora estou mais atento às minhas capacidades.

Sua dor gerou uma corrente de solidariedade e boas vibrações. Essa energia foi determinante nesse processo todo? Como escreveu: “Cada novo passo, fortaleço os laços. Esqueço cacos”.

Cada novo passo, um outro novo passo a dar. Sinto e senti muito amor doado a mim, muita atenção, muito suporte vindo de amigos próximos e mais distantes, familiares e pessoas desconhecidas do meu dia a dia.
Ser artista me possibilitou isso. Só agradeço. E sigo. Meu amor mais puro a quem segue comigo.
 

Do diagnóstico ao tratamento, qual foi o seu maior medo?

Quanto ao tratamento, escolhas são difíceis. Exigem sentimento e conhecimento. Exige força. Exige coragem.

Agora, página em branco para escrever mais capítulos da sua vida. Como vai começar?

Que a vida nos diga quais são meus próximos projetos nela. Estou aqui!

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