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Maisa vira vilã debochada nos cinemas

Primeiro beijo, primeiro amor, primeiras frustrações e, para ela, estrela desde os 3 anos de idade, a primeira vilã. Maisa Silva está debochada, ...

“De parecido com ela, eu tenho essa atividade nas redes sociais. De diferente, todo o resto!”, diz Maisa, que tem 44 milhões de seguidores nas redes sociais.

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Primeiro beijo, primeiro amor, primeiras frustrações e, para ela, estrela desde os 3 anos de idade, a primeira vilã. Maisa Silva está debochada, insuportável, fútil e “meio burrinha”, segundo admite, em “Ela Disse, Ele Disse”, que estreia nesta quinta-feira (3) nos cinemas.

Na comédia, inspirada no livro homônimo de Thalita Rebouças (que já vendeu mais de 100 mil exemplares), a atriz e apresentadora do SBT/TV Tribuna vive a menina mais popular da escola, aquela que inferniza a protagonista, Rosa (Duda Matte).

“Ela se acha, é muito confiante. Eu acho até legal a confiança dela, mas tem um excesso ali. De parecido com ela, eu tenho essa atividade nas redes sociais, que é algo que eu gosto bastante de mexer. De diferente, todo o resto!”, diz a paulista de 17 anos e 44 milhões de seguidores nas redes sociais.

“De parecido com ela, eu tenho essa atividade nas redes sociais. De diferente, todo o resto!”, diz Maisa, que tem 44 milhões de seguidores nas redes sociais. (Foto: Divulgação)

A história é sobre Rosa e Leo (Marcus Bessa), adolescentes em seu primeiro dia em uma nova escola. Enquanto ela enfrenta problemas com a garota mais popular do pedaço, Júlia, ele vira o queridinho da moça.

“Em tempos em que uso minha voz para falar sobre sororidade, empatia e empoderamento, a Júlia vai contra tudo aquilo que eu prego como Maisa”, afirmou a estrela em entrevistas. “Ao mesmo tempo, é muito importante separar o meu trabalho dos meus valores pessoais, porque faz parte de ser atriz. É tudo sobre levar a mensagem da empatia e sororidade com uma personagem que não prega isso”.

“É uma menina muito fútil”

Você está vivendo a primeira vilã. Como foi a experiência?

Foi bem legal, bem diferente. Eu me diverti demais, porque ela era burrinha, toda atrapalhada e debochada. Então, eu consegui brincar bastante. Tive liberdade para fazer improvisações com a personagem. Então, foi uma grande diversão fazer essa antagonista, um desafio muito engraçado.

Você já tinha trabalhado em uma adaptação do livro de Thalita Rebouças, “Tudo por um Popstar”. O que a encanta no universo das obras dela?

O que mais me encanta na Thalita é a maneira como ela escreve. É como se ela fosse uma adolescente! A gente se identifica muito, acredita nas palavras dela, nas histórias das personagens. E a gente vive mesmo aquilo que estamos lendo.

No caso de “Ela Disse, Ele Disse”, o mais legal é que quem lê o livro ou assiste ao filme, sabe o que se passa na cabeça dos dois personagens principais: um menino e uma menina. E são universos completamente diferentes. Também acompanhamos a descoberta do amor. Foi isso que mais me encantou: a gente saber mais sobre os personagens.

O que você tem de parecido e de diferente da Júlia?

A Júlia é uma menina muito fútil, metida a blogueira, burra e superficial. Ela se acha, é muito confiante. Eu acho até legal a confiança dela, mas tem um excesso ali. De parecido com ela, eu tenho essa atividade nas redes sociais, que é algo que eu gosto bastante de mexer, e de ser antenada em moda.

A Júlia gosta de acompanhar as blogueiras e está sempre seguindo tendências, e eu também gosto bastante. De diferente, todo o resto!

Ela é vilã, mas não é tão má assim, né? Foi proposital?

Sim, foi uma decisão da equipe deixar a Júlia mais suave para ser uma vilã bobinha. E eu achei bem legal esse caminho, porque ela ficou mais engraçada! Então, é aquela vilã que não é tão malvada, ela só está equivocada.

Você se inspirou em filmes ou séries para criar a personagem?

Uma vilã teen que todo mundo acompanhou, na minha fase principalmente, foi a Regina George, do filme “Meninas Malvadas”. Ela era muito malvada! (Risos) A Júlia está naquele ambiente do colegial, o que é meio Regina George, mas ela é bem menos malvada. Tem também a Sharpay Evans, de “High School Musical”, que é toda patricinha.

Quais foram os principais desafios desse projeto para você?

Um dos desafios foi filmar longe de casa, porque tenho que ficar naquele ritmo de bate-e-volta, então é cansativo. Outro foi fazer um sotaque carioca. É muito engraçado, eu me divirto bastante. E, claro, fazer a minha primeira vilã também foi um grande desafio.

O que você acha dos filmes brasileiros voltados para o adolescente?

Eu adoraria ver mais filmes brasileiros voltados para o público adolescente, porque nada melhor do que a gente para contar a nossa história. A minha geração cresceu com muitas referências do colegial americano e a gente sabe que aqui não é assim: a escola não é assim, a viagem de formatura não é assim, a turma não é assim. É tudo diferente. Acho legal a gente ter referências brasileiras.
 

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