“Seu nome é Jackie, Jackie Tequila…”. “Aqui nesse mundinho fechado, ela é incrível…”. “É tanto, é tanto. Se ao menos você soubesse. Te quero tanto…”. “Bola na trave não altera o placar, bola na área sem ninguém pra cabecear…”. A sequência dessas músicas é automática. Basta ouvir que a letra vem fácil. É a magia de um grande sucesso.
Para quem duvida, é só perguntar à galera do Skank. Há quase 30 anos de carreira, a banda, liderada por Samuel Rosa, emplaca hits que já fazem parte da vida de uma galera.
E é nessa vibe que os mineiros de Belo Horizonte farão sua estreia no Steffen Centro de Eventos, na Serra. A festa, que inclui bebida e comida liberadas, será no sábado (02), às 22h.
O tecladista da banda, Henrique Portugal, 54 anos, conversou com o AT2 sobre a turnê “Os Três Primeiros”, que é fruto de um CD e DVD gravados no ano passado.
“Essa turnê realmente se tornou uma celebração. Os nossos três primeiros álbuns – ‘Skank’ (1992), ‘Calango’ (1994) e ‘O Samba Poconé’ (1996) – têm muitas músicas conhecidas, principalmente em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Tocar para o público capixaba é muito bom, nos faz sentir em casa”, garante Henrique, que contou que passava as férias em Guarapari.
“Mais precisamente na Praia das Castanheiras. Belas lembranças. Mineiro que nunca foi a uma praia do Espírito Santo ou está mentindo ou ainda falta realizar este ritual em sua vida’.
“Deve mostrar retrato do seu momento” – Henrique Portugal, tecladista
AT2: Em um show de clássicos, qual foi o critério para montar o repertório?
Henrique Portugal: Fizemos uma mistura de músicas mais conhecidas com canções que foram importantes na nossa carreira. Mas, como esses álbuns venderam bastante, praticamente todas as canções são conhecidas da galera.
AT2: Os álbuns “Skank” (1992), “Calango” (1994) e “O Samba Poconé” (1996) têm em comum as referências da música jamaicana, como reggae, que nortearam o início do Skank, que depois incluiu o rock e outros estilos. Qual é o DNA do Skank?
Henrique Portugal: O DNA musical é o resultado de uma longa história tocando em bares no início da carreira e da união dos gostos musicais de cada um.
Começamos a carreira tocando um estilo que sempre foi unanimidade dentro da banda, a vertente eletrônica do reggae mais conhecida como dance hall.
AT2: “Algo parecido”, do Samuel Rosa, está entre as canções inéditas e fala do amor de uma forma pura. Essa é a melhor versão desse sentimento?
O Samuel foi muito feliz nessa composição. É uma bela canção. Na minha opinião, uma canção se torna conhecida quando a letra tem um significado na vida das pessoas, quando as palavras parecem escritas para contar sensações de suas vidas.
AT2: Depois de mais de 20 anos, o “vestidinho preto” continua indefectível?
Henrique Portugal: Existem alguns termos que se tornam marcas registradas dos artistas. “O vestidinho preto indefectível”, escrito pelo Chico Amaral, é uma delas.
AT2: Percebem que a atitude feminina dos anos 90, quando estouraram, é bem diferente hoje?
Henrique Portugal: Ainda bem que o mundo evolui em algumas coisas. As mulheres estão mais poderosas e assumindo posições importantes dentro da sociedade.
Mas uma coisa ainda existe e acho importante continuar: a sedução entre duas pessoas não pode se tornar uma coisa fria. Tem que existir um ritual de aproximação. Neste sentido, as mulheres mudaram bastante.

Henrique Portugal: Criamos uma história da qual temos muito orgulho. Misturamos várias referências musicais, falamos de vários temas importantes para nossas vidas. Passamos por momentos maravilhosos em vários países e cidades. Continuamos amando muito o que fazemos.
AT2: Vocês já disseram que não entram na onda de lançar um single por mês. Por quê?
Henrique Portugal: Na verdade, lançamos duas canções inéditas no projeto “Os Três Primeiros”. Quando falamos sobre não gostar de lançar músicas de forma separada, é que acreditamos que um artista, ao lançar algo, deve mostrar o retrato do seu momento.
Uma canção isolada não costuma representar este momento. Um artista plástico sempre lança uma coleção, um pintor faz o mesmo. Acreditamos que na música acontece do mesmo jeito.
AT2: E vem novidade por aí?
Henrique Portugal: Vamos lançar algumas canções em 2020, que serão gravadas em estúdio a partir do próximo mês.
Serviço:
Skank
O quê: Show da banda mineira em festa com comida e bebida liberadas. Abertura com Jackson Lima
Quando: Sábado, 22h
Onde: Steffen Centro de Eventos. Rodovia ES-010, km 4, Jardim Limoeiro, Serra
Ingressos: R$ 180 (único)
Venda: Steffen Centro de Eventos, Farmácia Alquimia (Praia da Costa e Mata da Praia) e site blueticket.com.br
Clas.: 18 anos
Inf.: 3338-3009/ 98132-3232
Apoio: Rede Tribuna
