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“Mulher é muito mais sábia que o homem”

Reza a lenda que o gaúcho é um cara machão, aquele que dá a última palavra. No entanto, contrariando a máxima, o ator e empresário Rafael Cardoso, 32 ...

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Reza a lenda que o gaúcho é um cara machão, aquele que dá a última palavra. No entanto, contrariando a máxima, o ator e empresário Rafael Cardoso, 32 anos, defende mesmo é a sabedoria feminina, com direito a uma campanha contra atitudes machistas.

Rafael cardoso: “Tento criar uma filha feminista e, daqui a alguns meses, um filho que  não seja machista” Foto: Divulgação
“A mulher é muito mais sábia que o homem. Quando os homens perdem o poder, por exemplo, ficam bravinhos. Já a mulher lida com isso de forma diferente. Tento criar uma filha feminista e, daqui a alguns meses, um filho que não seja machista. Acredito que as crianças nascem prontas, a gente é que vai estragando elas”, defende.
Paizão de carteirinha e maridão apaixonado – há 5 anos é casado com a atriz Mariana Bridi, 33 –, o vilão-gato Renato de “O Outro Lado do Paraíso” pensa em sair do Rio e mudar-se com a família para o interior e depois para o exterior.

Mas essa decisão tem a ver a vontade de blindar a pequena Aurora, 3 anos, e o próximo filho da violência do Rio, das psicopatias humanas, dos Renatos espalhados por aí? “Sim. Vou primeiro me afastar para a fazenda, para depois ir para fora do País. Estamos analisando todas as possibilidades. Tenho uma fazenda na região serrana do Rio, e terras na região de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul”, diz, em entrevista coletiva.

“Vemos psicopatas em vários níveis”

Seu personagem em “O Outro Lado do Paraíso” revelou ser um vilão. Como está a repercussão?
Ouço coisas em todos os lugares. Até no supermercado, onde fico batendo papo com as meninas do caixa. Elas adoram odiar o Renato. (Risos)

É mais legal fazer vilão?
É muito gostoso. Ficamos mais abertos a nos soltar mais, e poder até improvisar.

Seu visual está mais clean.
Mais clean? Estou o Doctor Rey! (Risos) Sem aquela barba grande, me deu até uma leveza para fazer o personagem.

Prefere assim?
Quando não estou trabalhando, fico quase mendigo. Na verdade, gosto mesmo de ficar careca, que é o que me dá menos trabalho. Careca, barba grande, porque aí não tem que arrumar cabelo nem fazer a barba. (Risos)

Renato já deu provas de que só se importa com o dinheiro. O que você acha que o levou a ser assim?
Ganância. Vivemos numa sociedade em que vemos psicopatas em vários níveis. Não só aqueles que matam, mas pessoas que olham apenas para seu umbigo. Não se importam com a realidade do outro. Tudo de errado que ele faz tem uma coerência, e isso é um grau de psicopatia.

Já declarou que não usa WhatsApp. Como consegue?
Quando as coisas são urgentes e posso remediar rápido, eu ligo. Então, não preciso de encheção de saco de WhatsApp.

Sempre foi assim?
Sempre. Eu gosto de tecnologia, mas aquela funcional para a vida, e WhatsApp não é. Criei o Instagram porque entendi que é uma ferramenta que dá mais visibilidade. E, como tenho negócios, meu trabalho como ator ajuda a divulgar os outros trabalhos. Pensei: “Estou sendo burro”.

Que outros negócios?
Tenho três restaurantes, uma fábrica de suco e uma fazenda de orgânicos.

Como lida com o dinheiro?
Para mim, é ferramenta. Eu otimizo meu tempo para fazer o que gosto, e gerar renda com isso, não só para mim, mas para outras pessoas. Faço o que acredito e me motiva, mas não fico com dinheiro guardado no banco. Comprei uma terra de preservação, tem a comunidade indígena que queremos ajudar. Infelizmente, vivemos num mundo capitalista e não podemos ficar na utopia de: “Ah, não me importo com dinheiro”.

Como consegue tempo?
Tenho uma equipe, e as pessoas que trabalham comigo têm WhatsApp. (Risos) Eu é que não tenho paciência, prefiro ficar com minha filha.

“O Outro Lado do Paraíso” reúne muitas mulheres fortes. Que lugar tem isso em sua vida?
Temos um grupo de estudo e tem várias meninas amigas que falam sobre empoderamento nesse momento de retorno da terra, gaia, trazendo essa sabedoria que ficou para trás. Radicalismo, acho um porre, assim como o machismo. Creio que tem de haver um equilíbrio. Se não tiver equilíbrio, vira fervor, e perde força.
 

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