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Nova versão para “Madalena do Jucu”

Trinta e dois anos após Martinho da Vila apresentar ao Brasil um dos paraísos de Vila Velha, “Madalena do Jucu” ganha nova releitura encabeçada pela ...

Elem Narah e convidados na gravação do videoclipe

Última atualização

Elem Narah e convidados na gravação do videoclipe (Foto: Hermano Lopes/Divulgação)
Trinta e dois anos após Martinho da Vila apresentar ao Brasil um dos paraísos de Vila Velha, “Madalena do Jucu” ganha nova releitura encabeçada pela cantora capixaba Elem Narah.

“Queria propor uma Madalena ‘capixaba’, com a nossa cara, a cara da nossa música regional, respeitando tudo que ela foi para o nosso Estado, trazendo um olhar para o Espírito Santo. Assim, convidei minha madrinha Leci Brandão, meus amigos Renato Casanova e Fabio Carvalho, com o rapper cearense Rapadura para contar as maravilhas do nosso lugar”, diz ao AT2.

A nova versão, que traz uma mistura de sons e ritmos, como os tambores do congo e rimas de rap, terá seu clipe lançado amanhã no YouTube. O vídeo faz parte do projeto “Samba e Congada”, criado pela capixaba em parceria com o produtor Hermano Lopes, e tem como cenários a Barra do Jucu, a Ponta da Fruta e Camburi.

“Vi a oportunidade de apresentar o lugar de onde vim e amo. Quis unir a música a um registro desse lugar mágico. Idealizei algo mágico, e foi!”, afirma a cantora, que hoje se divide entre o Estado e São Paulo.

Emerson Xumbrega, Mestre Vitalino, Rogerinho do Cavaco e a banda Suspeitos na Mira também aparecem no registro audiovisual como convidados.


Elem Narah – Cantora
“Samba e congada fazem parte de mim”


AT2: Como surgiu a ideia de fazer uma releitura de “Madalena do Jucu”?
Elem Narah: Há seis anos, proponho releituras com efeitos musicais diferentes para proporcionar novas sensações. “Madalena do Jucu” é uma mistura de inspiração das minhas raízes capixabas com minha paixão pelo samba.

Tem uma conexão especial com a música?
Esta canção representa a minha infância, a minha história com as rodas de congo na Barra do Jucu que eu adorava ir.

Quais foram os desafios de recriar um clássico?
Esta canção foi um clássico na voz de Martinho da Vila e agradeço a ele por nos abrir as portas para o mundo. O maior desafio foi a busca de representar esta canção para transmitir o que é ser da cultura dos batuques de congo e dizer: “sim, somos Madalenas, somos a Barra”.

Como se deram as participações?
Fabio Carvalho e Renato Casanova são os maiores representantes do congo no Espírito Santo e eu os admiro muito, então fiz o convite para me acompanhar nessa ideia e, de imediato, eles toparam.

Logo depois, fiz o convite a Leci Brandão. Eu a vejo como uma mulher forte, que representa muito as mulheres, a negritude e acreditava que ela nos traria harmonia e foi muito mais o que ela trouxe para esse clipe. Ela abençoou todos nós com sua energia única e me presenteou com um batismo sobre as águas da Barra do Jucu. Foi santo assim como nosso Estado.

Rapadura vem para criar novos efeitos, apresentar novas sensações unindo a música de cultura preta e periférica.

Como uma sambista mulher, gravar com Leci Brandão tem um significado especial?
Todos os significados para mim. Leci é minha madrinha e com ela aprendo muito como cantora, como mulher, como profissional em outras áreas e como sonhadora que sempre mantém os pés no chão.

A nova versão faz parte do projeto “Samba e Congada”. Virão mais releituras por aí?
Sim, e muito em breve. (Risos) Samba e congada fazem parte de mim. É a mistura de tudo que amo, sentir cantada com meu “sorriso nos lábios”.

Gravar o clipe no seu Estado mostra que possui uma conexão forte com suas raízes, certo?
Há dois anos, venho apresentando esse projeto como show. Já passou pelo Rio e São Paulo e, no meio do show, toco minha casaca e faço todos conhecerem a cultura capixaba, muitos ficam curiosos com o estilo. Isso me mantém ligada com minhas origens e, assim, sempre carrego comigo tudo que me representa, seja cantando nossa cultura ou sempre dizendo “amo ser capixaba”.

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