O cantor e compositor Oswaldo Nogueira, 45, foi o grande vencedor da segunda edição do festival autoral carioca Toca Que Eu Te Escuto. Desta vez, o evento, criado pela produtora cultural e ex-participante do reality show “Big Brother Brasil” Cris Mota, rolou virtualmente e teve 32 artistas de estilos variados.
Durante cinco meses, todos eles “duelaram” virtualmente entre si apresentando suas canções que foram julgadas por nomes como Sérgio Britto (Titãs), George Israel (ex-Kid Abelha), entre outros nomes de peso da música nacional.
Porém, foi o rock do gaúcho, radicado há quase 40 anos no Espírito Santo, que levou a melhor! “Todos os meus duelos foram árduos”, conta ele ao AT2 sobre a competição que teve o resultado final divulgado no fim de semana.
Foi através da sua voz grave que o artista apresentou na competição faixas como “Estrada”, “Santa Quarta”, “Ida” e “Deixa Ser”. Todas elas levando uma vertente do rock, como dark country e blues.
O festival, que também teve votação popular, teve premiação em dinheiro, cursos gratuitos, livros e demais itens para ajudá-los em suas carreiras musicais.
No entanto, o prêmio maior para Oswaldo foi outro. “A premiação tem seu valor. Mas o que pesou foram as conexões que fiz nesses cinco meses. Acredito que a música autoral é um caminho mais difícil, mas é o que te leva mais longe”, destaca o vencedor do evento.
AT2 Entrou no festival pelo voto popular, e não por escolha dos jurados, e foi o vencedor. Como foi essa sua trajetória?
Oswaldo Nogueira Cada duelo era como se fosse uma final. Foi uma coisa muito competitiva e eu fui muito feliz porque eu tinha cinco músicas lançadas no Spotify e as levei para o festival em diferentes vertentes do rock, como era a exigência dos jurados.
Teve sua obra avaliada por jurados que são grandes nomes da música do País. O retorno que recebeu de todos eles o ajudou a melhorar como artista?
A fala dos jurados te encoraja cada vez mais a seguir o caminho. E eu caprichei muito. Acho que o festival foi uma verdadeira vitrine. Agora é colher os frutos.
Quais frutos pretende colher, além de ter se aproximado de profissionais da música de diferentes partes do Brasil?
Ter feito todas essas conexões não tem valor. Tem gente me convidando para tocar em diversos lugares do País. Recebi convites para me apresentar até em Portugal. Assim que tiver cura e vacina para essa doença, acredito que estou com um campo muito aberto.
Já está escrevendo músicas novas, né? O que vem por aí?
Estou escrevendo as faixas e, como estou muito plugado com a banda de blues Vertente, do guitarrista Ricardo Cachalote, estamos vendo de gravar uma música em duas versões: uma comigo em português, e outra em inglês com eles.
