Em meio a tempos difíceis, de muita instabilidade, um batidão de alegria e esperança para não deixar ninguém parado. A cara do Brasil, como a própria drag queen Pabllo Vittar, 27, define seu 4º disco da carreira.
“Ele traz muito do que nós brasileiros somos, sabe? Alegria, amor, união. Mesmo com tantas dificuldades enfrentadas no dia a dia, a gente encontra motivos para sorrir. É um álbum que traz um pouquinho do que quero para quando tudo estiver bem e sem pandemia, sabe? Muita festa, respeito e celebração. É só o começo de muita coisa incrível que vem por aí”, afirma, em entrevista, ao AT2.
“Batidão Tropical” é, de fato, um trabalho onde a artista natural de São Luís, no Maranhão, convida o público para uma viagem por suas origens. O projeto, que teve a maior estreia de um álbum pop solo brasileiro na história do Spotify, traz referências às batidas típicas do Brasil, oriundas da musicalidade regional do Norte e do Nordeste.
São apresentadas 9 canções, sendo 3 singles autorais e 6 regravações de músicas que marcaram a vida de Pabllo. As originais são o hit “Ama Sofre Chora”, a romântica “A Lua” e o novo sucesso “Triste com T”, cujo clipe, lançado na última sexta, já conta com 3 milhões de visualizações.
Entre as releituras do forró e do brega, estão “Apaixonada”, da Banda Batidão, e “Não é Papel de Homem” e “Ultra Som”, da Ravelly.
E, é claro, não podiam faltar hits da Companhia do Calypso, de quem Pabllo sempre demonstrou ser fã. Inclusive, seu bordão “yukê” foi inspirado no mesmo falado por Mylla Karvalho, ex-vocalista do grupo. Do conjunto, Pabllo regravou “Ânsia”, “Bang Bang” e “Zap Zum”.
“O ‘Batidão Tropical’ é fruto de muita pesquisa. Foram quase 30 músicas pré-selecionadas”, disse o produtor Rodrigo Gorky. O compositor e músico colatinense Arthur Marques também está envolvido no projeto.
“É cheio de sentimentos. Para amar, sofrer e chorar”
AT2 Fazer o disco mais brasileiro da sua carreira tem a ver com o momento de introspecção proposto pela quarentena?
Pabllo Vittar Acredito que sim. Todo o mundo e o Brasil têm passado por momentos que nunca imaginaríamos passar por conta da pandemia. Então, acabei aproveitando esta “pausa” de shows e eventos para focar num projeto tão especial como este, e tentar trazer um pouco da nossa brasilidade e da alegria que só nós temos.
É um álbum que dá aquele gostinho de festejar quando tudo ficar bem, sabe? Espero que, em breve, tudo isto passe, para curtirmos esta vibe juntinhos e presencialmente.
Ao revisitar essas influências brasileiras, quais foram as lembranças que vieram à sua mente?
Todas possíveis! (Risos) É algo que sempre ouvi na minha infância, e que sigo ouvindo até hoje. Então, relembrar momentos antigos com amigos e familiares é lindo demais. É de fato um álbum muito nostálgico e especial para mim.
O que a musicalidade do Nordeste e do Norte representa para você?
Acho que vem muito do que sou, sabe? Das minhas raízes e do que cresci ouvindo no Nordeste. Eu nasci em São Luís, do Maranhão. Então, toda esta cultura do Norte e do Nordeste me influenciou muito como pessoa e na minha carreira.
Apesar de trazer muita música animada, esse álbum também é para amar, sofrer e chorar, como sugere o 1º single?
É um álbum cheio de sentimentos. Literalmente, para amar, sofrer e chorar. Tem um pouquinho de tudo!
“Não Para Não” (2018) é também um disco recheado de brasilidade. O que há de diferente entre os dois trabalhos?
Essas influências sempre estiveram na minha música. Mas acho que a grande diferença é que “Batidão Tropical” é totalmente imerso nesse mundo, sem ser um crossover com outros ritmos e outras influências!
Qual é a sua faixa preferida do disco? Por quê?
Olha, a escolha das músicas foi bem difícil, viu?! Mas posso dizer que a minha favorita é “Bang Bang”! Ela é uma música que representa muito para minha história, principalmente quando morava em Caxias, e é uma honra para mim poder regravá-la.
Esse disco é totalmente em português. Ao optar por isso, assume que volta a ter como foco sua carreira nacional?
É um álbum que eu sempre quis fazer e ele é uma grande homenagem a minhas origens nordestinas, com foco total no Brasil! Mas eu nunca deixei de ter foco nos meus fãs brasileiros. Não é por ser cantado em português que não é também um álbum para os fãs do mundo todo, né? Na minha carreira, não existe muito essa separação, ela é uma só, para todos os públicos!
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