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“Sempre gostei de brincar de ser artista”, diz Nando Brandão

Desde pequeno, o lance de ser ator o acompanha. Na época, Nando Brandão, de 33 anos, poderia até nem pensar em carreira, fama e essas coisas. Mas, o ...

Jeff faz surpresa para Brenda, em “As Aventuras de Poliana”

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Jeff faz surpresa para Brenda, em “Amor de Mãe” (Foto: Divulgação/Maurício Batista)

Desde pequeno, o lance de ser ator o acompanha. Na época, Nando Brandão, de 33 anos, poderia até nem pensar em carreira, fama e essas coisas. Mas, o fato é que lidar com o público sempre o atraiu bastante.

Assim como o palco. Ah! E tem mais: atuando e cantando, sua outra praia. Ele, que em “Amor de Mãe” vive Lucas, o advogado do canastrão Álvaro (Irandhir Santos), conversou com o AT2 sobre seu papel e lembrou daquele tempo em que sua plateia estava restrita à vizinhança.

“Eu era aquela criança que juntava os amigos do condomínio para ensair uma peça e apresentar no salão de festas para os pais. Escrevia o texto, dirigia, pensava em tudo! Sempre gostei de brincar de ser artista”, lembra o carioca.

Mas quando esse lance de atuar começou a ficar sério? “Aos 11 anos. Eles me deram total apoio”, frisa.

“Aos 18, quando entrei na Casa das Artes de Laranjeiras para estudar teatro e meu pai falou: ‘Eu sei da sua vontade de ser ator, mas sabe como é difícil, né? Mas pode contar comigo para realizar seus sonhos’. E aqui estou, realizando”, comemora o ator.

E o Lucas? “Ele é ambicioso e tenta ser o melhor no trabalho. Quando vê uma oportunidade de crescer, não pensa duas vezes”, diz.

Tá, mas é ou não é um vilão, assim como o Álvaro? “Não o vejo como um vilão. Talvez esteja fazendo escolhas profissionais que façam com que as pessoas duvidem do seu caráter”, defende.


ENTREVISTA | Nando Brandão ator e cantor
“Ser de verdade vale muito mais a pena”


AT2 Você estuda Teatro desde os 11 anos e, ao longo dessa trajetória, algum personagem te marcou mais?
Nando Brandão Eu participei de uma montagem acadêmica do musical “The Book of Mórmon” , em 2014, na Unirio, e todo o processo me marcou muito. O que era para ser apenas uma montagem de universidade virou um fenômeno do teatro musical carioca. A experiência de lotar teatros com mais de mil lugares atuando, cantando e dançando me fez crescer muito como artista.

Consegue dizer se é mais difícil cantar ou atuar?
O canto, para mim, está ligado à diversão, nunca foi algo que levei para um lado profissional. Sempre é: “Nando, quer cantar comigo hoje no meu show?”. Eu vou e canto. Agora, o canto junto a atuação é bem difícil, pois são muitas coisas que têm que ser pensadas: a marca, a luz, a emoção do personagem naquele momento.

O fato de você curtir cantar música te ajuda na carreira de ator?
Dentro de mim está tudo junto. A música sempre esteve ligado às minhas atuações desde a primeira vez que subi a um palco, aos 11 anos.

Em “Amor de Mãe”, é o Lucas. Como está sendo encarar uma trama das 21h?
Quando soube que iria trabalhar com a Taís Araújo, tremi na base. Sou fã dela desde sempre. Daí um dia, antes de começarem as gravações, o elenco foi chamado para conhecer o MG4 (estúdio onde grava a novela), e seria meu primeiro contato com todos. Fui apresentado à Taís e ela falou: “Nossa! Quando vi sua foto e soube que seria você o Lucas, fiquei muito feliz. Gostei da sua cara)”. (Risos) Isso me fez perceber que estava conhecendo minha colega de trabalho, não a protagonista de novelas.

E aí?
Me fez ficar mais confiante e menos tenso com o que estaria por vir. Já com a Regina Casé não teve jeito: fiquei nervoso, respirei fundo e fui!

Dá para aprender com os veteranos?
Diariamente. Trabalhar com atores experientes é enriquecedor, além de ter um time de diretores com um olhar muito cuidadoso.

O que você e o Lucas têm de diferente? E em comum?
Lucas é sério demais e frio. Eu sou total astral. Vejo que algo em comum é a vontade de crescer profissionalmente, mas nunca passei e jamais passaria por cima de alguém. Ser de verdade vale muito mais a pena.

Está com outros projetos?
Ainda no primeiro semestre, estreia o filme “Quem vai ficar com Mário?”, uma comédia romântica gay em que atuei. Ele fala muito sobre coragem para ser feliz.

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