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“Sou muito sortudo!”

Nem parece que se passaram 40 anos desde que Bell Marques iniciava sua trajetória de sucesso na música baiana, no comando da banda Chiclete com ...

Bell Marques canta seus maiores sucessos na Praia do Canto

Última atualização

Bell Marques canta seus maiores sucessos na Praia do Canto (Foto: Divulgação/Fábio Cunha)Nem parece que se passaram 40 anos desde que Bell Marques iniciava sua trajetória de sucesso na música baiana, no comando da banda Chiclete com Banana. A energia continua a mesma, e seus hits seguem na boca e no coração do povo.

Mas se engana quem acha que, mesmo depois de tantas músicas emplacadas, o artista de 66 anos não é surpreendido. Aliás, é disso que ele gosta!

“Realizei muitos sonhos, tanto na vida profissional quanto na pessoal. A vida ainda me surpreende muito e traz boas surpresas e chega numa fase em que já dividi palco e microfone com grandes artistas, pude realizar grandes eventos, comandei multidões. Agora prefiro deixar a vida me presentear. Sou muito sortudo!”, afirmou ao AT2.

Embora feliz, Bell não deixa de pensar em novas realizações. E agora prepara documentário sobre os 40 anos de carreira.

“Diria que tenho projetos a executar ainda, sorrisos para provocar, emoções para levar ao público. E cada sorriso, cada fã que continua me seguindo ou que continuo conquistando são como novos sonhos”, salienta o baiano, que fará show sexta-feira no Embrazado, em Vitória.

“Achavam que eu deixaria de cantar” – Bell Marques cantor e compositor

AT2: Não é a primeira vez que vem ao Espírito Santo com o show “Só As Antigas”. Como é voltar ao Estado novamente com esse espetáculo? Trará novidades?
Bell Marques: Nesse show, eu já mesclo um pouco os clássicos com músicas mais recentes, tanto da minha carreira solo quanto de outros artistas, amigos queridos.

 (Foto:  Wallace Barbosa/AgNews)

AT2: A gravação do DVD “Bell Marques – Só As Antigas”, no ano passado, coroou seus 40 anos de estrada, completados no último Carnaval. Por que registrar esse show após a passagem dele por tantos estados?
Bell Marques: É um show que marcou uma fase da minha carreira. Eu saí do Chiclete e muitas pessoas achavam que eu deixaria de cantar as músicas daquela época, ou tentaria apagar esse passado.

Tenho muito orgulho do que construí na banda, e o show foi um grande manifesto desse amor. Não tinha como não registrar, sei que ele é muito importante para os fãs também.

AT2: Por que escolheu gravar o trabalho na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador?
Bell Marques: O palco da Concha Acústica é de grande importância para a cultura em Salvador. Grandes nomes nacionais e internacionais passaram por lá.

AT2: Nessas quatro décadas, já ouviu muitas histórias dos fãs…
Bell Marques: Ah, por sorte, as histórias que chegam até mim são sempre muito bonitas, sempre histórias de amor, de grandes momentos entre amigos.

Fico feliz que minhas músicas emanem tanta energia positiva e seja tão conectada a boas experiências.

AT2: Tudo que passou nesses 40 anos valeu a pena? Você se arrepende de algo?
Bell Marques: Eu faria tudo de novo, do jeito que fiz. Até agora, valeu demais! (Risos)

AT2: O que diria ao Bell Marques de 40 anos atrás?
Bell Marques: Você é muito sortudo, sua história vai ser linda demais!

AT2: Encara o palco com a mesma energia de quando iniciava na música. Qual o segredo?
Bell Marques: O amor pelo que faço e a energia do público, a troca ali em cima, explicam muito da minha entrega e o porquê de estar aqui até hoje.

AT2: Já disse que não pensa em parar tão cedo. Tem buscado novos desafios? É verdade que pensa em lançar um documentário?
Bell Marques: Sou movido a desafios e sair do Chiclete, no auge da banda, foi um deles. Quero, sim, lançar um documentário em breve, contando um pouco desses 40 anos de história.

AT2:  Você é um artista de inúmeros hits. Ainda dedica muito tempo a compor? Há cantores que lançam música quase que toda semana.
Bell Marques: Ainda paro para compor sim, e para ouvir músicas que recebo de outros compositores.

Tento não me prender a essa corrida por músicas novas, a essa necessidade de lançar algo todo dia, toda semana.

Acho que não é bom para o mercado nem para o público e muito menos para o artista, que precisa se desligar um pouco para trazer algo de qualidade.

AT2: Aparentemente, tudo que é bom começa com a letra B e foi lembrado em “B de Bell”. As melhores coisas da vida realmente começam com a letra B? Como surgiu essa canção?
Bell Marques: Muitas das melhores começam com B de Bell! (Risos) A música nasceu de uma brincadeira e, quando ouvi, achei que era minha cara.

É uma música leve, brincalhona, que espera despertar apenas sorriso e alegria das pessoas. É o que gosto de fazer, é o que gosto de cantar.

SERVIÇO:
“Diga que Valeu”
O quê:
Evento com show de Bell Marques (BA)
Quando: Sexta-feira (10), 22h
Ode: Embrazado. Rua Joaquim Lírio, 871, Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, Vitória
Ingressos (3º lote/meia): R$ 135,00
Venda: Lojas Maverick’s (Grande Vitória), La Vitta Saladeria (Jardim da Penha) e superticket.com.br
Clas.: 18 anos

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