
Uma situação parecida já havia acontecido em Belo Horizonte. A comunidade trans alega que o monólogo deveria ser encenado por uma atriz transexual, e não por um “trans fake”.
Lobianco, que está na Bahia gravando a novela “O Segundo Sol”, se pronunciou em suas redes sociais sobre os ataques: “Jo g a ra m até cartaz em cima de mim enquanto a cortina se fechava. Chamaram meus convidados de assassinos, o público de criminoso e me impediram de falar com as
pessoas no fim”.
O ator relatou que, até mesmo as convidadas trans que acompanhavam a encenação, foram atacadas: “Foram xingadas de ‘transtransfóbica’. Mas quanto mais o ódio da militância radical trans
mostrava a sua cara tomando a primeira fila no fim da peça, mais o teatro lotado aplaudia com mão
forte e gritava bravo, e mais as LGBTs aliadas batiam cabelo comigo, na resistência, no amor”, relatou o ator, que é gay assumido.
Ele contou ainda que está bastante triste com o fato. “Cheguei a ter crise de pânico, fiquei paranoico. Foi terrível. Pensei em desistir, mas meu marido e amigos me ajud a ra m ”, afirmou.