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Tribuna Folia ES

Mocidade Serrana retorna ao Carnaval com enredo sobre cuidado e ancestralidade

Agremiação da Série Ouro leva ao Sambão tema que exalta a mãe natureza, as raízes afro-indígenas e a força do coletivo

Mocidade Serrana retorna ao Carnaval com enredo sobre cuidado e ancestralidade
- A Escola se apresentará neste sábado (14)

Última atualização



A tradicional Escola de Samba Mocidade Serrana retorna ao Carnaval, trazendo consigo uma narrativa repleta de referências espirituais. A Escola se apresentará neste sábado (14), e faz parte das agremiações que  integram a Série Ouro.

Fundada em 1980, no bairro José de Anchieta, na Serra, a Mocidade Serrana se destaca com as cores amarelo e roxo e tem a fênix como símbolo, representando a ideia de renascimento que acompanha a trajetória.

Ao longo da história, a escola apresentou enredos ligados à identidade cultural e ao pertencimento comunitário. Em 2026 não será diferente, o enredo escolhido para esse ano será “Colo – Criação, Cuidado e Afeto”, que reforça a importância do carinho como gesto ancestral de criação e proteção.

Além disso, é possível ver em vários pontos do enredo a importância da mãe natureza para a Escola. A narrativa traz referências afro-brasileiras e indígenas, como ideias de que o cuidado, a espiritualidade e a ancestralidade são cultivados pela natureza. “Floresce a fraternidade; A luz da humildade; No aconchego da alegria” são alguns dos trechos.

Ao levar o enredo para o Sambão, a agremiação também faz uma crítica a desafios da atualidade, como a desigualdade social por exemplo. O enredo propõe reflexão sobre cuidado coletivo, colocando ele como a base das relações sociais.

Hoje, a agremiação está sob a presidência de Marcelinho Simplicidade, que compartilha em suas redes sociais o amor e cuidado que carrega pela Mocidade Serrana.

Confira o samba enredo da Escola de Samba Mocidade Serrana

Do ventre o poder da criação.

É ancestral esse gesto profundo

O colo ilumina o coração

Desde o início do mundo

Me embala em teus braços

Oh mãe natureza!

Meu porto seguro de rara beleza

Cuidar, é a semente da revolução

É luta sem armas, coragem e Proteção

Um lindo poema ecoa no ar

Singela linguagem de amar

Ora yeyeo mamãe oxum

No seu axé eu quero me embalar

É o fim da tristeza, o amor divinal

Renasce das cinzas o meu carnaval.

Floresce a fraternidade

A luz da humildade

No aconchego da alegria

A manifestação mais pura

O abrigo da ternura

Berço da sabedoria

Criança esperança

É no meu peito o teu doce lar

Em uma nova era

A humanidade espera

Um colo de paz pra sonhar

Batuque de bamba, serrana é paixão

Criar e cuidar é a nossa missão

Terreiro de bamba, refúgio da vida

Me embala em teu colo

Mocidade Querida!



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