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Tribuna Folia ES

São Torquato encerra a Série Ouro com enredo sobre Ossain e o poder das ervas

Enredo valoriza saberes indígenas e reforça a preservação ambiental

São Torquato encerra a Série Ouro com enredo sobre Ossain e o poder das ervas
- Agremiação de Vila Velha apresenta enredo inspirado nos saberes das matas na sexta (13)
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Agnes Moreira

Agnes Moreira Corrêa é estudante de Jornalismo na Faesa, com experiência em assessoria de comunicação, redação, rádio e TV. Atuou na Iá Comunicação, no Portal Espírito Santo Hoje e na TV Vitória, desenvolvendo pautas, matérias e conteúdos multiplataforma. Comunicativa e proativa, busca ampliar seus conhecimentos tanto no jornalismo digital quanto no telejornalismo, unindo inovação e prática jornalística.

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A Independentes de São Torquato encerra os desfiles da noite desta sexta-feira (13) da Série Ouro, a partir das 22 horas, no Sambão do Povo. Com origem no bloco Caveira, fundado no início da década de 1950, a escola de Vila Velha soma cinco títulos no carnaval capixaba.

Para 2026, leva à avenida um enredo inspirado em Ossain, divindade associada às folhas e aos segredos das matas. A narrativa percorre saberes indígenas e africanos ligados ao uso de ervas em rituais, curas e preparos tradicionais.

Além da dimensão espiritual, o desfile também chama atenção para a importância da preservação ambiental e da valorização dos conhecimentos transmitidos entre gerações.

Veja a letra do samba-enredo da gremiação 

“Ewe Ossain, Plantas Que Curam o Corpo e a Alma”

Kó sí ewé, kó sí òrìsà

Da floresta emana o dom de curar

A São Torquato faz a reza pra vencer

E o Sambão virar um ilê

Ossain… senhor das ervas sagradas

Ossain… a candura que o mistério guarda

Ewé, na sombra da mata reflete um clarão

No verde sagrado, a cura, a missão

Teu fundamento é proteção

O toque do awô vai ecoar

Pra dança do meu orixá

Do banho de folhas à purificação

Chá de esperança pra dor da ferida

Bateu o cajado pajé, tremeu o chão

Agué sussurra pra vida

Axé que reluz no poder do Orun

Vento encantado yorubá

No ressoar do toque do Bravum

Ao grande guardião do lugar

Do povo nagô, a sabedoria

Pretos da senzala, a luz da visão

Caboclos plantaram vitória e alegria

Hoje clamamos por preservação

*Estagiária sob supervisão de Weslei Radavelli 


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