
Daquele que nos fazia rir. Ou chorar. Que quebrava a indiferença diante de qualquer filme. Não tinha medo das críticas, das palavras, das opiniões. Por isso, às vezes, era criticado. E também muito amado.
Lágrimas, uma dor no peito, ao saber que você nunca mais responderá aos nossos e-mails, responderá ao “tudo bem, Rubens?” ou conversará conosco sobre suas apostas para o Oscar.
Desde já, digo que os filmes não serão mais os mesmos. A ausência de seus comentários deixará uma lacuna em cada estreia. Exagero? Não.
Poucos críticos são tão movidos a paixão. Poucos homens são tão livres com suas palavras. Poucas mentes conseguem perceber e guardar tantos detalhes.
Como acredito que mestres e pessoas como você nunca se vão, farei de conta que recebi um e-mail seu avisando que não poderá escrever nas próximas edições, pois estará viajando para mais um festival.
Boa viagem, mestre, colega, meu amigo!