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Educação

Realidade do mercado na sala de aula

Quando jovens e adultos concluem o ensino superior é comum se questionarem se estão verdadeiramente preparados para embarcar no mercado de ...

Desde o primeiro dia de aula, todo o aprendizado é consolidado nos laboratórios e nas soluções de problemas

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Desde o primeiro dia de aula, todo o aprendizado é consolidado nos laboratórios e nas soluções de problemas (Foto: Divulgação/ Faculdade Católica de Vitória)Quando jovens e adultos concluem o ensino superior é comum se questionarem se estão verdadeiramente preparados para embarcar no mercado de trabalho.

Cada profissão tem seus desafios e é pensando nisso que a Faculdade Católica de Vitória resolveu trabalhar a Metodologia Ativa.

O método consiste na abordagem de problemas reais de cada profissão e na busca dos estudantes pelas soluções. Os alunos interagem e trocam conhecimentos e experiências, com intervenções pontuais do professor. O foco do modelo é a importância da vivência para o aprendizado.

Desde o primeiro dia de aula, todo o aprendizado é consolidado nos laboratórios, nas atividades com a comunidade e nas soluções de problemas.

Ryon Braga, reitor do Centro Universitário UniAmérica (Foto: Divulgação/Faculdade Católica de Vitória)O reitor do Centro Universitário UniAmérica em Foz do Iguaçu, Paraná, e integrante do comitê gestor que implementa o modelo na Católica, Ryon Braga, explica que a Metodologia Ativa, implantada neste ano na faculdade e há seis na UniAmérica, é usado em outros países, principalmente da Europa. “O método é fortemente baseado em alunos fazendo projetos em demandas reais da profissão. Tem muito mais prática do que teoria. Claro que a teoria é dada em profundidade para poder realizar a prática, mas o aprendizado começa pelo desafio prático”, ressalta Ryon.

No Brasil, a primeira instituição a aderir à Metodologia Ativa foi a UniAmérica. Os benefícios são o desenvolvimento de competências técnicas e habilidades comportamentais, maior retenção de conteúdo, autonomia, entre outros. “Tudo que o aluno estudar vai ser para dar uma aplicabilidade. E essa aplicabilidade é em cima de situações da profissão, demandadas pela comunidade”, salienta.

Ryon explica que a maioria das instituições de ensino ainda trabalham com um modelo passivo, em que o aluno vai para a aula copiar o que é dito e apresentado pelo professor. “O estudante estuda muito para uma prova, mas depois perde tudo aquilo que estudou porque nunca aplicou. Essas metodologias passivas só funcionam bem a curto prazo, a médio prazo fica muito pouco. Por isso, nós defendemos as metodologias ativas de aprendizagem, em que o aluno constrói seu conhecimento junto ao professor, aplicando o que ele ensina”, destaca.

Método é usado em países desenvolvidos

Na Metodologia Ativa, a matriz curricular é organizada em competências, que aliam teoria e prática (Foto: Divulgação/ Faculdade Católica de Vitória)São anos e anos dentro de uma sala de aula durante toda a vida escolar e acadêmica. Pode até ficar difícil despertar o interesse dos estudantes para a absorção do conteúdo em um modelo tradicional de ensino.

A Faculdade Católica de Vitória resolveu então aderir a um novo método usado em países desenvolvidos, como Dinamarca, Suécia e Noruega.

Na Metodologia Ativa, a matriz curricular é organizada em competências que aliam teoria e prática desde os primeiros momentos do curso.

As salas não têm carteiras enfileiradas como de costume, mas sim mesas para grupos formados por até oito pessoas. O objetivo é facilitar e estimular a aprendizagem colaborativa e a integração entre os estudantes, professores e monitores.

Especialistas e membros da comunidade também participam do processo de aprendizado, que se juntam aos professores para compartilhar experiências, habilidades e valores.

Outro diferencial é que demandas reais de empresas, indústrias e comunidade são levadas até os alunos por meio das parcerias firmadas pela Católica.

Uma equipe da instituição fica em contato com os parceiros para coletar essas demandas, onde aproximadamente 200 empresas, hospitais, clínicas, ONGs e secretarias municipais são visitados por semestre. Outra forma é por meio de um portal na internet, onde qualquer pessoa ou organização pode se cadastrar e colocar sua necessidade ou problema a ser resolvido.

 (Foto: Jornal A Tribuna)

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