A inclusão na rede pública de ensino deixou de ser apenas um diferencial pedagógico e passou a ser uma necessidade para
os municípios brasileiros. Investir em inclusão significa preparar escolas, professores e estudantes para conviverem com
as diferenças, promovendo empatia e igualdade de oportunidades. Um total de 92,6% dos alunos da Educação
Especial estão inseridos em classes comuns, segundo a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva
(Pneei).
Entre as iniciativas que atuam na construção de escolas mais inclusivas está a Coleção Investigadores do Bem (IDB), da Editora Mixirica. O projeto da editora capixaba vem ganhando
destaque na rede pública nacional ao utilizar a literatura infantil para abordar diversidade e convivência de forma leve e
acessível. Cada história da série aborda temas como:
- Transtorno do Espectro Autista (TEA);
- Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH);
- Deficiência física, visual e auditiva;
- Outros transtornos, deficiências e atipicidades.
A coleção trabalha a inclusão com formações
pedagógicas, acompanhamento e ferramentas para apoiar o planejamento docente. Além dos livros literários, o projeto
oferece recursos pedagógicos, plataforma digital, audiolivros acessíveis e conteúdos de apoio para os educadores.
Coleção Afro-Indígenas: cultura e pertencimento nas escolas
A Coleção Afro-Indígenas: Cultura em
Movimento foi criada para aproximar a educação da realidade, das vivências e das referências culturais dos
estudantes. Voltada ao Ensino Fundamental, a coleção atende às Leis Federais nº 10.639/2003 e nº
11.645/2008, que reforçam a importância do ensino da história e culturas afro-brasileiras e indígenas nas
escolas.
Por meio de diferentes linguagens pedagógicas, o projeto conecta práticas educacionais às histórias,
saberes e tradições afro-brasileiras e indígenas. A coleção reúne literatura, música, artes visuais, culinária e dança
como ferramentas de aprendizagem, expressão e construção de pertencimento.
“Projetos que abordam a temática são de suma
importância, pois favorecem o resgatar de memórias historicamente apagadas e fortalecem o orgulho de se entender como
pessoa negra ou indígena”, disse Tânia Magali Santos, também conhecida pelo nome indígena Ãgohó Ãkirê, que validou o
conteúdo da coleção.
Segundo Cristiano dos Santos, mestre, educador e autor da coleção, o projeto nasce
da necessidade de ampliar a representatividade nos materiais pedagógicos. Com atuação em diferentes municípios por todo o
Brasil, a Editora Mixirica apoia professores na criação de experiências de aprendizagem mais significativas, conectando
literatura, escuta e convivência no ambiente escolar.