As eliminações precoces de Atlético Itapemirim e Espírito Santo na Quadradona do Brasileiro ligam um sinal de alerta no futebol capixaba, apesar da ótima campanha do Galo da Vila na Copa Verde neste ano.
As fracas campanhas das equipes fazem com que o Estado não tenha nenhum representante na segunda fase da competição, fato que não acontecia desde a edição de 2014, quando o Estrela do Norte não avançou.
Apesar das expectativas, as equipes acabaram eliminadas com uma rodada de antecedência e sem vencer na competição, ambas com três derrotas e dois empates.
Técnico do Santo, Rafael Soriano, acredita que a falta de estrutura do clube foi determinante.
“Não conseguimos fazer uma pré-temporada legal. Faltou campo para treinar por causa de chuvas. É uma pena, mas infelizmente a coisa não andou”, analisa o treinador, que segue no comando para a rodada final, contra a URT/MG, no próximo sábado.

“O Estado tem um campo excepcional para jogar, um aeroporto moderno, uma cidade espetacular, com qualidade de vida nota mil. O futebol capixaba tem tudo para estourar. Falta um pouco mais de empenho e união. São detalhes para colocar um clube capixaba na Série C”, acredita.

“Faltou um pouco mais de conscientização profissional por parte de alguns atletas. Receberam propostas de outros clubes e isso interferiu no rendimento em campo”, afirmou o presidente do clube, Rubens Pinheiro.
Mesmo com estrutura acima dos demais clubes capixabas, o Galo da Vila tentou sair do incentivo público para alcançar voos mais altos.
“Fui a muitas empresas, mas não sei o que acontece”, completou.
Santo busca respostas para a queda
Clube capixaba com melhor campanha ano passado, quando foi eliminado na terceira fase pelo campeão Operário/MT, o Espírito Santo decepcionou na atual edição.

Um dos cinco reforços contratados, o volante Caetano chama a responsabilidade para o elenco e acredita que o time poderia ter ido mais longe.
“A gente não conseguiu fazer uma boa participação, por vários fatores. Não tivemos uma boa preparação, mas também não adianta dar desculpas. Com os jogadores que a gente tinha, a gente podia ter rendido mais, mas agora não adianta achar culpados”, lamenta.
Em março, o técnico Cleiton Marcelino foi demitido depois de classificar a equipe para a semifinal do Capixabão, e Rafael Soriano, que estava na Desportiva, foi contratado. O novo comandante, porém, não conseguiu fazer o time vencer sequer uma partida.
Apesar dos resultados, Enrico não acredita que a mudança tenha afetado o rendimento da equipe.
“A gente via a necessidade de ter um treinador mais experiente. Soriano é um cara espetacular. Acredito que a troca no comando não foi ruim, enfrentamos problemas e aconteceram detalhes que poderia ter acontecido com qualquer um”.
O clube não disputará a Copa Espírito Santo e vai paralisar as atividades do futebol profissional no segundo semestre deste ano, buscando se reformular para voltar no Capixabão de 2019. Os atletas que têm propostas serão liberados e os jogadores com contratos longos poderão ser emprestados.
Atlético/ES avalia que é preciso maior investimento
O Atlético Itapemirim estreou na temporada pelo Capixabão, no dia 21 de janeiro. Até aqui, foram 23 jogos, com oito vitórias, nove empates e seis derrotas, em quatro competições — Copa do Brasil, Copa Verde e Quadradona do Brasileiro completam a lista.

“Talvez para falar em nível de futebol capixaba, até seja um valor alto (o investimento do Atlético/ES). Mas, para pensar em nível nacional, é muito pouco. Por tudo que presenciamos lá em Belém (PA), como estamos preparados para chegar a uma Série C? Se quiserem pegar como referência do alto nível, não podem ficar nessa mesmice do futebol capixaba”, avaliou o atacante Eraldo.
“A expectativa era muito grande” – Análise de Gustavo Vieira, presidente da Federação de Futebol do Espírito Santo


