Wilson de Jesus é o presidente da Desportiva Ferroviária até dia 31 de dezembro e pode ficar mais tempo que o previsto, depois do mandatário eleito em agosto, Edney Costa, ter sido preso na última quarta-feira (6), junto com mais seis pessoas, durante uma operação da Polícia Federal (PF) que apreendeu mais de 250 kg de cocaína em um contêiner, em um galpão de Vila Velha.
Acusado de integrar uma quadrilha que transportava cocaína para a Europa pelo terminal portuário de Vila Velha, onde trabalhava, Edney está suspenso do clube.
Oficialmente, Wilson de Jesus, presidente grená desde 2013, está no comando até 31 de dezembro, enquanto Edney Costa era o diretor financeiro do clube.
Porém, mesmo sem poder assumir a cadeira de presidente, Edney já estava à frente do clube, tomando decisões para a próxima temporada como a contratação do gerente de futebol Fabiano Rossato.
De fora das decisões da diretoria nos últimos meses, Wilson de Jesus tem agora de contornar a situação após a prisão de Edney.
“Vou conversar com o pessoal. No que eu puder ajudar o clube, vou ajudar. Até porque eu sou torcedor e não vou deixar ninguém na mão”, afirmou Wilson, que já não se envolvia nos assuntos da Desportiva Ferroviária desde a eleição, em agosto.
“Tem dois meses que não vou ao clube, e aí eu posso falar uma coisa que não sei como está”, admitiu Wilson, de 71 anos.
O mandato de Edney se iniciaria no dia 1º de janeiro de 2018, com encerramento em 31 de dezembro de 2020, com João Carlos Rocha — que era diretor das categorias de base na gestão de Wilson de Jesus — como vice-presidente da chapa.
Há até a possibilidade de convocar novas eleições, o que não é confirmado na Desportiva.
Fechado

Com clima tenso, os portões do estádio Engenheiro Araripe foram trancados e a imprensa não pôde entrar na tarde dessa quinta-feira (7) para acompanhar o treino da equipe que se prepara para o Capixabão, que começa no dia 20 de janeiro.
Reportagem: Acácio Rodrigues