O destino da Argentina nas Eliminatórias para a Copa do Mundo 2018 vai passar pelas mãos de um brasileiro: Anderson Daronco, natural de Santa Maria no Rio Grande do Sul, será o responsável por apitar o jogo entre Argentina e Equador, decisivo para que os argentinos se classifiquem para a Copa do Mundo. A partida será realizada às 20h30 (de Brasília) da próxima terça-feira (10).
Completando o trio de arbitragem estarão os assistentes Álvaro Rocha de Matos e Vilarinho da Silva, enquanto Toski Marques Rodolpho será o quarto árbitro. Daronco apitou o jogo do Uruguai contra a Venezuela na quinta-feira (5).
[ELIMINATORIAS] Anderson Daronco, de Brasil, será el árbitro del encuentro entre Ecuador – @Argentinahttps://t.co/SiZWdVF5Oa pic.twitter.com/pkVmBSVNzC
— 🇦🇷 Selección Argentina ⭐⭐⭐ (@Argentina)
Além do jogo da Argentina, todos os jogos da rodada, com exceção de Brasil e Chile, serão apitados por brasileiros. Wilton Sampaio, acompanhado de Kleber Lucio Gil e Bruno Boschilia, cuidarão de Paraguai e Venezuela; Sandro Meira Ricci, com Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse, apitam Peru x Colômbia, e Ricardo Marques Ribeiro, com Rodrigo Correa e Guilherme Dias Camilo, são responsáveis pela arbitragem de Uruguai x Bolívia.
O que a Argentina precisa fazer para se classificar?
Com 17 partidas disputadas, apenas 16 gols marcados e 25 pontos conquistados, a Argentina chega à última rodada das Eliminatórias com uma campanha péssima e risco real de ficar de fora da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1970. No jogo decisivo, na próxima terça-feira (10), Messi e companhia visitam o eliminado Equador em Quito. Entenda os cenários que eliminam ou classificam os argentinos:
PARA CONQUISTAR A VAGA DIRETA À COPA
SE VENCER
Para terminar entre os quatro primeiros colocados das Eliminatórias e carimbar a vaga direta ao Mundial, a Argentina não depende mais só de si. Tem que vencer o Equador e torcer por um dos seguintes cenários: derrota ou empate do Chile diante do Brasil, no Allianz Parque; empate entre Peru e Colômbia; ou vitória do Peru sobre a Colômbia por uma diferença de gols menor que a da vitória argentina.
SE EMPATAR
Já se empatar com o Equador, a Argentina ainda pode conquistar a vaga direta. Neste caso, dependeria de uma vitória do Brasil sobre o Chile por dois ou mais gols, aliada a uma vitória da Colômbia sobre o Peru (ou uma vitória do Peru sobre a Colômbia por dois ou mais gols de diferença). Além disso, o Paraguai não pode vencer a eliminada Venezuela em casa.
SE PERDER
Caso perca, a Argentina não tem como conquistar a vaga direta.
PARA IR À REPESCAGEM
SE VENCER
A Argentina pode ainda terminar na quinta colocação, o que a mandaria para a repescagem contra a Nova Zelândia, campeã da Oceania, por uma vaga na Copa. Para isso acontecer, basta vencer o Equador. A vitória em Quito, na pior das hipóteses, joga os argentinos para a repescagem.
SE EMPATAR
Já se empatar com os equatorianos, a Argentina precisa novamente torcer por resultados favoráveis em outros jogos. Dependeria da combinação de dois dos seguintes quatro cenários: derrota do Chile por dois ou mais gols contra o Brasil; vitória da Colômbia sobre o Peru; vitória do Peru por dois ou mais gols de diferença contra a Colômbia; tropeço do Paraguai contra a Venezuela.
SE PERDER
Mesmo se perder em Quito, a Argentina ainda pode ir à repescagem, mas a combinação é bem mais improvável. Para isso, o Peru precisa perder da Colômbia por uma diferença de gols superior à da derrota argentina para o Equador, e o Paraguai novamente tem que tropeçar em casa contra a Venezuela.
*O primeiro critério de desempate nas Eliminatórias é o saldo de gols, e não o número de vitórias.
Weslei Radavelli, com informações da Agência Folhapress
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