
Para subir ao pódio novamente, Patrícia, que é da classe S4, voltou a superar atletas da classe S5, que têm mais mobilidade nos membros superiores. Até por isso a capixaba comemorou bastante o bronze em sua segunda prova na competição.
A nadadora de 41 anos permaneceu na segunda posição até a virada para os últimos 50 metros, quando foi ultrapassada pela argentina Ana Noriega.
O ouro ficou com a brasileira Joana Silva Neves, com o tempo de 1min27s21, seguida por Noriega (1min32s94) e Patrícia (1min35s30). As duas primeiras colocadas são da classe S5.
“Nadar com atletas de uma categoria a mais é fantástico porque eleva o nível de competitividade e faz com que você vá buscar ainda mais. E eu gosto disso! A gente está aprendendo. Não foi minha melhor performance, mas está valendo. Ainda está aquele misto de estreia porque é surreal isso aqui. É fração de segundo para a gente não cometer erros daqui para frente”, afirmou.
Patrícia entrou para a natação paralímpica em 2009 e começou “do zero”, pois ainda não sabia nadar. Ela foi baleada no pescoço durante um assalto na loja em que trabalhava, em 2002, e ficou tetraplégica.

Patrícia volta à piscina para disputar a classificatória dos 200m livre S5 (S3-4), que também tem final no mesmo dia, às 19h10 (horário de Brasília). Mais cedo, porém, às 12h28, ela disputa a final direta dos 50m peito SB3 (SB1-3).
“Estou focada na prova dos 50m peito e não tenha dúvidas de que eu vou fazer o meu melhor para buscar o ouro. Eu vim para buscar o ouro!”, garante a atleta do Álvares Cabral, treinada pelo também capixaba Leonardo Miglinas, que tem no currículo também a prata no revezamento 4x50m livre na Paralimpíada do Rio/2016.
CAPIXABAS NO PARAPAN
