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Capixaba craque do Corinthians desabafa: “Não penso mais em convocação”

Melhor meia e dona do gol mais bonito do Brasileirão Feminino, campeã paulista, brasileira e da Libertadores no mesmo ano pelo Corinthians. A ...

Gabi Zanotti posa com o troféu de melhor meia do Brasileirão de 2021.

Última atualização

Melhor meia e dona do gol mais bonito do Brasileirão Feminino, campeã paulista, brasileira e da Libertadores no mesmo ano pelo Corinthians. A temporada 2021 da capixaba Gabi Zanotti foi tão perfeita e sob medida como a camisa 10 do Timão que ela veste.

A torcida corintiana recebeu como presente para 2022 a  permanência da jogadora de 36 anos no clube com a renovação de contrato por mais um ano – o novo vínculo foi confirmado na última semana de 2021.

Satisfeitos com o desempenho da capixaba no Timão, os torcedores agora desejam  ver  Gabi de volta à seleção brasileira.  

Ela, porém, entende que a vez é das jogadoras mais novas e prefere projetar 2022 e saborear o que viveu na temporada 2021. “Eu não fico esperando pela convocação mais”, diz Gabi.

 













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Em dezembro,  ela viveu um dia histórico, quando foi registrado o maior público no País em um jogo de futebol feminino entre clubes. Foi no último dia 8, quando 30.077 torcedores viram o Corinthians ser campeão paulista ao vencer o São Paulo por 3 a 1, no Itaquerão.

Animada com a atual fase do futebol feminino, Gabi Zanotti fala em entrevista sobre seleção e o trabalho da técnica sueca Pia Sundhage, a criação Série A3 Feminina (3ª divisão) e outros temas.

Sucesso em 2021

“Sempre falo que é muito trabalho, pois não construímos nada só com a sorte. Quem me conhece sabe o quanto me dedico dentro e fora do clube, fazendo treinos extras para ter boas performances. Vejo que finalizo o ano de uma forma muito boa, tudo aquilo que foi feito valeu a pena”. 

Preparação

“No Corinthians, temos uma estrutura excelente, como todos os clubes grandes deveriam ter no futebol feminino. Mas faço um trabalho individualizado, fazendo exercícios extras, pois, às vezes, não conseguimos dar atenção a certos pontos nos treinamentos feitos dentro do clube.

Então costumo fazer algumas atividades na academia do prédio onde moro, visando esse fortalecimento extra. Comecei fazendo cinco sessões na semana, de segunda a sexta. Durante a Libertadores, reduzi para três sessões. No fim de ano, quando o desgaste é muito alto, diminui para duas”.

Libertadores

“O grande desafio passou e passa pela estrutura. Tem muita coisa para melhorar. Os gramados, por exemplo, ainda deixam a desejar e atrapalham o jogo”. 

Avaliação da temporada

“Nós não apresentamos o nosso melhor futebol na Libertadores, mas conseguimos levar o título. Em 2020, o time estava voando, mas ficamos em terceiro. É até revoltante quando isso acontece.

O lado bom é que isso mostra o quanto o nosso grupo amadureceu para esse tipo de competição”.

Seleção brasileira

“Não fico esperando pela convocação mais. Procuro fazer o meu trabalho dentro do clube, que é onde eu tenho contrato e recebo profissionalmente. Se não veio até agora, depois de três ou quatro anos de bons trabalhos, não dá para criar expectativas mais, já passou esse momento. Hoje creio que o foco é renovação, pensar nas atletas que poderão atuar no novo ciclo”. 

Trabalho da Pia 

“Ela mudou bastante a seleção no estilo de jogo, na parte mental. No entanto, creio que ainda não encontrou um time ideal. Já tem um bom tempo de trabalho, talvez não tenha extraído o melhor de cada atleta. Falta uma sincronia melhor, uma definição melhor no último terço de campo e uma defesa mais consolidada também”.

Crescimento do Brasileirão

“A gente vê um crescimento muito grande. O ideal seria ter 12 equipes, e não 16, para não ter tanta disparidade na primeira fase entre os clubes e evitar que equipes que estão em realidade estrutural diferente levem goleadas de 9 a 0”.

De qualquer forma, vivemos um momento bom, de reconhecimento e valorização, conquistando os torcedores, não apenas nos estádios, mas também nas ruas e nas redes sociais. O importante mesmo é ver a competitividade, o nível do jogo, tudo está mais atrativo”.

Série A3 Feminina

“A gente sabe que cada vez mais aumenta o número de meninas buscando se tornarem atletas profissionais. Mas acredito que o caminho mais correto é fortalecer o futebol de base feminino. Não dá para fazer uma estruturação de uma modalidade de qualquer jeito. Os clubes devem estar bem preparados para exercer a atividade”.

Capixabão Feminino

“Teve agora a final no (estádio) Kleber Andrade. Até encontrei com o presidente da Federação (Gustavo Vieira) na festa de premiação. Porém, acompanho mais pelas redes sociais. 

O futebol feminino capixaba tem atletas para disputar a segunda divisão de igual para igual. Mas não adianta termos algo sem planejamento, de poucos meses de trabalho. É preciso muito trabalho e, acima de tudo, ser profissional”.

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