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Capixaba da seleção brasileira quer mais medalhas na natação

Fora das piscinas, Laís Gasparini e Silva, de 13 anos, é uma adolescente tímida e bem quieta. Mas é dentro d'água que ela se sente à vontade e se ...

Laís Gasparini exibe as três medalhas de ouro conquistadas no Sul-Americano e espera mais para o ano que vem

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Fora das piscinas, Laís Gasparini e Silva, de 13 anos, é uma adolescente tímida e bem quieta. Mas é dentro d’água que ela se sente à vontade e se transforma em uma quebradora de recordes. É de braçada em braçada que ela pretende entrar em 2019 melhorando suas marcas e conquistando mais medalhas.

Este ano, Laís foi bicampeã brasileira de aquatlo — o primeiro título veio em 2017, aos 12 anos —, e pela primeira vez foi convocada para a seleção brasileira para disputar o Sul-Americano Escolar de Natação, que aconteceu na cidade de Arequipa, no Peru, entre os dias 4 e 6 de dezembro.

A convocação veio por ela ser a primeira no ranking brasileiro nas categorias infantil I e II. E a capixaba voltou da competição de bagagem cheia, com três medalhas de ouro.

A conquista mais especial veio nos 50m costas, em que a nadadora não sentiu os efeitos da altitude de 2.335 metros e fez a melhor marca de sua carreira na prova.

“Eu tinha 32s57 como marca. Na eliminatória, fiz 32s50 e, na final, nadei em 31s93. É a melhor marca da minha vida”, comemorou o jovem talento da natação capixaba.

Laís Gasparini exibe as três medalhas de ouro conquistadas no Sul-Americano e espera mais  para o ano que vem (Foto: Dayana Souza/ AT)

As outras medalhas douradas vieram nos revezamento 4x50m medley, no qual ela abriu a prova no nado costas e entregou já na liderança, e no revezamento 4x50m nado livre.

A primeira convocação para seleção brasileira, a participação em seu primeiro campeonato internacional e as medalhas conquistadas fora do País, além do bicampeonato no aquatlo, fizeram de 2018 um ano especial para Laís.

No entanto, ela quer mais em 2019. Entre os principais objetivos da jovem, está a conquista de medalhas nos Jogos Escolares e no Brasileiro de Natação. Neste ano a capixaba ficou de fora do pódio.

“Ano que vem vai ter o Brasileiro de Natação. Eu quero ganhar a medalha e vou treinar bastante para isso. Também vai ter os Jogos Escolares e espero ir bem, porque vai ter competições nos 50m, que são as que eu gosto de nadar. Também vou tentar ir para o Sul-Americano de novo, além de melhorar minhas marcas”, garantiu Laís.

A nadadora explicou que no Brasileiro e nos Jogos Escolares disputou provas de distâncias maiores e por isso não conseguiu subir no pódio. “Para mim, é melhor nadar provas de 50m do que provas de 100m, 200m ou 400m, porque sou uma atleta de explosão”.

Além das piscinas, fera também nas pistas

Além de conseguir boas marcas e títulos nas piscinas, Laís Gasparini também vem se destacando nas pistas de atletismo. A nadadora, que treina no Clube Álvares Cabral, também disputa provas de corrida.

Segundo ela, isso é o que a ajuda a superar as rivais nas provas do aquatlo, já que a modalidade é dividida entre uma parte de natação e outra de corrida.

“A natação auxilia o atletismo e o atletismo auxilia na natação. Mas prefiro sem dúvida as piscinas”, disse a jovem, aos risos.

Mesmo não sendo sua modalidade preferida, os resultados de Laís nas competições de atletismo também são extremamente positivos. Este ano, ela participou de sua primeira competição nacional nas pistas e, apesar de não ter subido ao pódio, ficou bastante satisfeita com o a conquistas do quarto lugar na prova dos 1.000m rasos.

“Fui para o meu primeiro Brasileiro de Atletismo em Fortaleza, no Ceará. Na prova dos 1.000m, fiz 3min12 e fiquei em quarto lugar”, contou Laís.

A jovem atleta destacou ainda que o desempenho foi compatível com o período de treinamento nas pistas. “Acho que fui bem porque só treino corrida dois dias da semana. Para quem treina apenas dois dias, em comparação com as outras meninas que treinam todos os dias, acho que está muito bom”, afirmou.

Já nas provas disputadas aqui no Estado, o desempenho da nadadora e corredora é ainda melhor. O destaque é para a principal prova de rua do calendário capixaba.

“Fui campeã três vezes da corrida Garotada e em uma edição cheguei em 3º lugar. Este ano, fiquei em primeiro lugar na categoria 12 e 13 anos. No ano que cheguei em 3º lugar foi porque cai na largada. Mas, mesmo com o joelho ralado, consegui concluir a prova”, explicou a atleta.

Novas amizades e experiência

Além das três medalhas de ouro conquistadas fora do País, Laís Gasparini trouxe também na bagagem do Sul-Americano de Natação a experiência de participar de uma competição internacional pela primeira vez em sua breve carreira como atleta. A nadadora destacou que teve a oportunidade de conviver com outros atletas da seleção brasileira, além de conhecer pessoas de outros países.

“Conseguimos conversar um pouco. Alguns dos nadadores dos outros países falavam espanhol e outros inglês. Aproveitei a oportunidade para trocar toucas de natação. Faço coleção. Então, sempre troco com outros atletas. Também trocamos camisas. Troquei camisa com uma atleta chilena”, contou Laís, que no dia da entrevista treinava com uma touca da Bolívia, presente de uma nadadora que conheceu no Sul-Americano.

A capixaba revelou ainda que sentiu pela primeira vez a pressão de representar o Brasil em uma competição internacional. Mas, ela diz que gostou da experiência.

Dentro da piscina, Laís não se incomodou com a altitude da cidade de Arequipa, a 2.335 metros acima do nível do mar, e nem com a pressão de carregar a bandeira do Brasil na touca. Ela terminou com três medalhas de ouro e a melhor marca da vida na prova dos 50m costas, nadando em 31s93.

“No meu caso, a altitude não influenciou no tempo. Muitos atletas sentiram muita falta de ar. Eu não senti tanta falta de ar, principalmente porque as minhas provas eram de 50m. Houve atletas que nadaram 400m e sentiram muita falta de ar e foram até atendidos na ambulância”, revelou a nadadora.

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