
O jovem está internado no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do local desde a última sexta-feira, após sobreviver ao incêndio que atingiu o CT do Flamengo, o Ninho do Urubu.
Jhonata foi um dos três sobreviventes da tragédia e o que ficou ferido com mais gravidade, tendo 35% do corpo queimado. Ele estava sedado, mas acordou na manhã de ontem e está respondendo a alguns estímulos. O médico Carlos Alberto explicou que o fato do capixaba ser jovem está ajudando no processo de recuperação.
“Existem algumas complicações em pacientes queimados que ele não chegou a apresentar. Por ser jovem e atleta, facilitou a recuperação dele. A gente tem ficado feliz com a recuperação dele, mas cauteloso, porque ele é passível de algumas complicações”, disse o profissional, que completou: “Na parte clínica, não vai ficar nenhuma (complicação). Ele vai poder voltar a jogar futebol, já está mexendo as pernas, não vejo nenhum problema”, explicou.
O médico destacou que Jhonata teve queimaduras nos membros superiores, no dorso, nas costas e na face, além de ferimentos nas vias aéreas constatadas pela broncoscopia, que são mais graves e o motivo de preocupação da equipe.
“Ele vem apresentando melhora gradativa. Inclusive, já retiramos a sedação. Ele já levantou, está respondendo. Estamos iniciando uma programação para retirar o respirador. Vamos fazer nova broncoscopia nos próximos dias para avaliar”, informou o diretor.
O médico revelou que ainda há risco de algumas complicações respiratórias e cutâneas. “Mas o risco é menor do que quando deu entrada no hospital”, pontuou.
A chefe do Centro de Queimados do Hospital Pedro II, Bianca Ohana, também destacou a evolução de Jhonata. Ela disse que desde que ele chegou ao hospital, o atendimento foi rápido e que as lesões não evoluíram para queimaduras de grau 3.
“Esse atendimento rápido contribuiu para que as lesões não evoluíssem e estamos tendo ótimos resultados”.