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Capixaba é eternizado no Hall da Fama do vôlei

Foto: divulgação O dia de ontem foi mágico para o esporte capixaba. Em cerimônia realizada à noite na cidade Holyoke, Massachusetts, nos Estados ...

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Foto: divulgação Foto: divulgação

O dia de ontem foi mágico para o esporte capixaba. Em cerimônia realizada à noite na cidade Holyoke, Massachusetts, nos Estados Unidos, José Loiola, de 47 anos, um dos maiores nomes do vôlei de praia mundial, entrou para o Hall da Fama. Das quadras poliesportivas do bairro Jardim da Penha, em Vitória, Loiola jogou ainda basquete antes de decidir pelo vôlei e ganhar o mundo. É o único jogador a conquistar a coroa de Rei da Praia no Brasil (2001) e nos EUA (1997).

Foi campeão mundial (1999) e eleito pela Federação Internacional o melhor do mundo da década de 90. Formou duplas históricas com o carioca Anjinho, o baiano Ricardo, o paranaense Emanuel. E serviu de exemplo para futuros campeões da modalidade no Estado, como Fábio Luiz e Alison. Com Anjinho, se aventurou no vôlei de praia nos EUA no início da década de 90 e, por isso, ficou fora da Olimpíada de Atlanta/1996, numa briga com a Confederação Brasileira de Vôlei, que não reconhecia o circuito americano.

“Faria tudo de novo”, garantiu o craque, ontem, em entrevista dada por uma rede social ao jornal A Tribuna, momentos de antes de receber a premiação: “É difícil descrever a emoção de entrar para o Hall da Fama porque é o reconhecimento que vem depois que você para de jogar”, contou.

Loiola é o sexto jogador de vôlei de praia do País no Hall. Ele se junta a Emanuel, Adriana Behar, Shelda, Sandra Pires e Jacqueline Silva. Curiosamente, o único que não tem uma medalha olímpica.

“É um momento especial”

 

A TRIBUNA — Qual é a emoção de entrar no Hall da Fama? Dá para comparar com alguma outra conquista?
LOIOLA — É difícil de descrever porque é reconhecimento que vem depois que você para de jogar, quando, geralmente, você já está no esquecimento. E estar aqui com todos outros atletas que foram consagrados é muito especial.

>Como você classifica a caminhada toda da sua carreira, saindo de Jardim da Penha até o Hall da Fama?
Como você sabe, as coisas por aí não são nada fáceis. A caminhada foi dura, mas eu faria tudo de novo porque eu conquistei. Não existem vitórias ou glórias sem sacrifício, mas quando você chega no topo é bastante sacrificante, é também muito difícil de se manter por lá.

>Campeão mundial, do Circuito Mundial, Rei da Praia nos EUA e no Brasil.Faltou alguma coisa na carreira?
Talvez uma medalha olímpica, mas sem frustração nenhuma.

>Hoje você mora e trabalha com vôlei de praia nos EUA. O reconhecimento por tudo que você fez pelo esporte é maior aí do que no Brasil?
Muito mais.

>Qual recado que fica para seus fãs no Estado?
Eu gostaria de agradecer a todos técnicos que trabalhei aí no nosso Estado: Vicente, Eduardo, Miltinho e “my friend” Leandro. E minha família e amigos também.

Flávio Dias

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