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Capixaba é selecionado pela Federação Internacional de Basquete

Do alto dos seus 1,97 metro de altura, com apenas 14 anos, o capixaba André Borges Moschen tem a bola nas mãos para seguir uma tradição do esporte ...

André Moschen começou a praticar basquete há apenas dois anos, mas já chama a atenção no cenário nacional

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Do alto dos seus 1,97 metro de altura, com apenas 14 anos, o capixaba André Borges Moschen tem a bola nas mãos para seguir uma tradição do esporte capixaba: revelar novos talentos nas quadras de basquete.

Pivô da equipe sub-14 do Cetaf, de Vila Velha, ele é a mais nova promessa da modalidade no Estado. Com apenas dois anos no esporte, já consegue se destacar em sua categoria, não só pelo tamanho, mas pelo que mostra dentro de quadra.

André foi escolhido para compor uma seleção de 20 jovens entre 13 e 16 anos que, em dezembro, vão participar, em Campinas (SP), do FIBA Americas Youth Development Camp Brasil 2018, um acampamento para promissores atletas do País, organizado pela Federação Internacional de Basquete (Fiba) durante três dias.

“Esse vai ser o primeiro camp que vou participar. É um evento que vai abrir muitas portas a mais do que eu já consegui abrir. Muitos outros times conseguirão me ver, me olhar de uma outra forma”, comentou a ainda tímida revelação do basquete capixaba.

Fã de jogadores que não são da sua posição, como os alas LeBron James e Giannis Antetokounmpo, estrelas da NBA, além de Kobe Bryant, André se impõe mesmo é dentro do garrafão. Segundo o seu treinador, Diego Souza, ele é uma das armas do time defensivamente, protegendo o aro.

Com boas atuações atrás e na frente, o jovem pivô capixaba chamou a atenção na disputa do Campeonato Brasileiro Interclubes sub-14, em julho, em Belo Horizonte (MG). Contra o tradicional Pinheiros/SP, por exemplo, ele teve uma atuação com 10 tocos e, pelo menos, 10 rebotes.

“Provavelmente eles devem ter me visto jogando no Brasileiro sub-14, que aconteceu em julho. Eu joguei muito bem, até fui chamado para alguns times durante a competição”, revela a promessa.

Mesmo com pouca idade, ele espera seguir os caminhos de nomes consagrados como Luiz Felipe Azevedo e Anderson Varejão, ou mesmo de outras promessas capixabas, como Didi e Pedro Nunes, para ir longe na modalidade. “É um pouquinho de pressão, mas eu tento agarrar todas as oportunidades que aparecem. Quero me tornar uma realidade”.

André Moschen começou a praticar basquete há apenas dois anos, mas já chama a atenção no cenário nacional (Foto: Dayana Souza/ AT/ 19/11/2019)

Descoberto pelo pai de um amigo

A trajetória de André Moschen no basquete chama ainda mais atenção por um detalhe curioso: o pivô do time sub-14 do Cetaf entrou de cabeça na modalidade há dois anos, pela influência do pai de um amigo que também atua nas categorias de base.

Valesca Borges Moschen, mãe do prodígio capixaba, conta que ele sempre levou jeito para o esporte. O jovem chegou a ter contato com o basquete na escola, mas se dava bem mesmo era nas modalidades individuais, como a natação e o ciclismo. Mas, hoje, é mesmo na quadra que pensa em saltos cada vez maiores.

“Tem pouco tempo que ele está inserido nesse mundo do basquete. Foi muito bom observar o crescimento dele no esporte coletivo, um diferencial muito grande”, conta a advogada.

“Eu só comecei a jogar por causa do pai de um amigo, que ficava insistindo para eu jogar, já que eu era muito alto. Meus pais me dão apoio sempre”, completa o jovem.

André treina no Cetaf três vezes por semana, sempre na parte da tarde. Claro, sem deixar as outras obrigações de lado. Valesca afirma que o desafio de conciliar os estudos e o esporte são grandes, mas que os ganhos são positivos.

“Este é o desafio: tentar conciliar as obrigações que tem com a escola. Como aqui também, não deixa de ser uma obrigação. Não é tão fácil, tem que ter uma gestão do tempo e da dedicação. Mas, inclusive na escola, ele jogar basquete também trouxe benefícios. Deu mais concentração a ele. Foi bom”, diz Valesca.

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