A capixaba Jessica Delboni estreia nesta sexta-feira (16) à noite no Invicta FC, o maior evento de MMA exclusivamente feminino do mundo. E já espera deixar sua marca registrada contra a americana Ashley Cummins.
“Minha intenção nessa luta é trocar porrada!”, avisa a “Gladiadora Capixaba”, de 25 anos.
Eleita a lutadora do ano em 2017, no prestigiado Prêmio Osvaldo Paquetá, que é considerado o “Oscar do MMA Brasileiro”, Jessica tem sete lutas e sete vitórias em seu cartel.
De Oklahoma, nos Estados Unidos, conversou com a reportagem de A Tribuna e prometeu ir para cima de Ashley Cummins, de 31 anos, que tem soma seis vitórias e quatro derrotas.
Também explicou como foi a preparação para descer da categoria peso-palha (52 kg) para peso-átomo (48 kg).
A Tribuna — Ansiosa para a estreia?
Jessica Delboni — Estou ansiosa para lutar logo. Finalmente chegou esse momento. Treinei muito para isso a minha vida inteira. Eu sei que eu merecia estar nesse evento, dei muito duro porque são sete lutas e sete vitórias. Sempre me esforço muito no que eu faço, fui até o limite em todos os meus treinos. Então não é à toa que eu estou aqui e vou mostrar para o que eu vim!
Como foi a preparação para mudar de categoria?
Faz três meses e meio que eu estou me preparando para essa luta. Foi uma preparação muito tensa porque eu tive que cortar alimentação e mudar totalmente. Mas, finalmente, encontrei a minha categoria! Mudando a minha alimentação, percebi que eu fiquei com um gás melhor, mais forte.
O que você sabe sobre a Ashley Cummins?
Ela fez sete lutas no Invicta, venceu três e perdeu quatro, mas é uma atleta de muita experiência. As atletas para quem ela perdeu são praticamente todas do UFC. Ela gosta de entrar em queda e eu tenho um jogo de entrada de queda, mas minha intenção nessa luta é trocar porrada. Vou partir para cima dela do início ao fim!
É uma pressão a mais entrar no octógono para manter sua invencibilidade?
Não estou sentindo pressão para essa luta. Creio que estou bem treinada e vou continuar invicta. Vou lá buscar mais uma vitória!
Já faz planos para depois da estreia?
Quem vencer essa luta vai para a disputa do cinturão, em março ou abril do ano que vem. E, se Deus quiser, pegando o cinturão, vou ficar na expectativa de abrir a categoria peso-átomo (48 kg) no UFC.
Seria um passo importante para sua carreira…
Sim, mas para mim é mais uma luta como todas, só que em um lugar diferente, uma coisa que eu já merecia. Fiz meu cartel com muito esforço, com muito suor, e vou botar para valer!
O que pretende mostrar para as lutadoras do Estado?
Pretendo mostrar que, se você tem um sonho, você tem que acreditar nele, mais que todo mundo. Muitas pessoas falaram que não ia dar certo, que eu não ia conseguir por eu estar em um lugar que não tinha oportunidade, que não tinha meninas, por eu fazer faculdade, por trabalhar como garçonete, por eu ser uma simples pessoa, sabe? A gente não pode descartar um sonho só porque ele é muito grande! Quero poder deixar isso, quero que qualquer atleta, de qualquer tipo de esporte, entenda que, onde quer que ele esteja, se tiver fé e se esforçar todos os dias, a oportunidade vai chegar.
